Sunday, February 28, 2010

‘Estou nesta vida para vencer não para perder e você’?

Este é o lema de vida de uma jovem nordestina, mais precisamente da cidade de Natal no Rio Grande do Norte, que veio com sua família para USA há 12 anos. Sthephanya Vasconcelos, 24 anos, moradora da cidade de Revere tem um história de vida que impressiona qualquer um. Sthephanya adora os USA, mas não dispensa uma boa comidinha brasileira, e se diz vidrada nas novelas e a na nossa comunidade. É conhecidíssima por fazer excursões de Boston para NY nos Brazilian Day desde os 15 anos. Tudo parecia normal na sua vida, até completar 19 anos. Começou ter algumas tonturas e a passar mal. Procurou um médico e depois de muitas baterias de exames e de algumas semanas veio a noticia. Ela estava com câncer raro chamado “Hodgkin’s Lynphoma” uma espécie de primo do câncer de sangue, que atinge células brancas, vermelhas e os ossos. A doença que estava se propagando pelo seu corpo há mais de ano e havia começado a mostrar os sintomas. Sofreu, emagreceu 40 libras, teve varias seções de quimioterapia e foi desenganada pelos médicos. Sua morte era dada como certa pelos especialistas do Cambridge Hospital, era só uma questão de tempo. Até uma médica chamada Dra Lisa Wessmann do ‘Dona- Faber Cancer Institute’ descobrir que ela tinha está doença e se propôs a cura-la. E por um milagre da natureza por causa desta Dra. que ela chama carinhosamente de “de anjo da guarda da sua visa” no dia 3 de novembro de 2005, Sthephanya fez a sua ultima quimioterapia e estava curada do câncer. Depois de ressuscitar, partiu para vida. Agora com seus 20 anos e valorizando cada segundo do ar que respirava, subitamente teve uma nova surpresa. Em 4 de dezembro de 2005, há exatamente 31 dias que havia terminado o longo tratamento que eliminou o câncer de vez da sua vida. Um ônibus da MBTA bateu no carro em que seu namorado estava dirigindo, ela sentada no banco do carona, o motorista fugiu e sumiu na hora, não apareceu mais na empresa e até hoje ninguém mais sabe o seu paradeiro. A batida foi muito forte e novamente ela quase perdeu a vida. Sthephanya voltou para hospital. Neste período teve que realizar algumas cirurgias para se recuperar do acidente de carro. Fez duas no ombro esquerdo. Com um agravante, o médico cometeu um erro e fugiu do hospital quando soube que ela iria processá-lo. Ela perdeu alguns movimentos no ombro, deficiência que carrega até hoje, consequência deste erro medico. Também por conta deste acidente realizou outra cirurgia para consertar um problema de disco na coluna. Logo que saiu da sala de cirurgia quando acordou descobriu que o medico tinha desmobilizado um de suas pernas, ficou imóvel, outro erro médico. Este felizmente foi consertado e revertido com uma nova cirurgia, no mesmo dia. Depois de alguns meses Sthephanya voltou às ruas para tentar mais uma vez começar sua vida, agora sem susto, com algumas sequelas e com um novo animo. Trabalhou em alguns restaurantes e se tornou ‘Chef’ de cozinha Italiana. Sua vida estava indo em curso normal. Seu atual emprego é como ‘Chef’ no famoso restaurante “Wagamama” na ‘Harvard Square’ em Cambridge. Mas no dia 8 dezembro de 2009 quando se dirigia ao ‘frezeer’ para buscar um complemento de um prato que estava fazendo, em meio ao grande movimento do restaurante, subitamente escorregou e teve uma queda brutal. Sthephanya sempre usou todos os equipamentos de segurança no trabalho inclusive um sapato com o solado antiderrapante. Mas nada disto adiantou devido ao freezer ter sido lavado no dia anterior e criou-se uma camada fina de gelo no piso que foi o precursor da sua queda. Desde o dia do acidente até hoje, já se passaram mais 70 dias e ela ainda esta internada no Boston Medical Center. Passou por uma cirurgia para tirar um coágulo resultado da queda, e perdeu o movimento total da perna direita. Com a queda um de seus nevos que possibilita movimentar a perna se desfragmentou. Em consequência disto hoje ela esta sendo treinada para voltar a viver sem o movimento da sua perna. Anda de cadeira de rodas, e esta na fase final de adaptação para voltar para casa. Sthephanya, mora sozinha (em um quarto com mais três amigos na casa) na cidade de Revere, MA. Hoje só tem a mãe e uma irmã nos USA. A vida é difícil e todos tem que trabalhar muito para dar conta de cuidar de suas vidas. Sthephanya mais uma vez tem que recomeçar agora com os seus 24 anos. Mas se você pensa que ela esta derrotada, não! Ela acredita que vai voltar a andar logo. Os médicos não falam nem que sim nem que não sobre sua verdadeira situação, alegam que precisam de mais tempo. Eles têm medo de errar no cálculo para ela voltar a andar e decepcioná-la. Apesar de tudo Sthephanya sorri para vida e já faz planos de como vai ganhar dinheiro uma vez que sua família não tem os recursos suficientes para ajuda-la. Com um ótimo astral e com um “papão alegre”, cheio de vigor e com muita vontade de viver, Sthephanya sorri muito e não dispensa sua vaidade de um jovem cheia de planos para futuro. Hoje ela precisa de um apto para alugar em algum lugar térreo urgente, pois esta morando no segundo andar de uma casa o que dificulta sua locomoção. O preço tem que ser módico, pois os recursos dela praticamente inexistem. Do acidente de carro até hoje nunca recebeu um centavo, do acidente de trabalho também ainda não viu dinheiro. Ela já esta em contato com um advogado que está cuidando do caso dela. Ao ser questionada de como se sente com tantos tropeços e sendo tão jovem ela responde sorrindo; “Ainda vou ser cantora, escrever um livro e fazer um filme da minha vida sabe por que? Estou nesta vida para vencer e não para perder e você?”.

Paulo Monauer