Wednesday, February 19, 2014

Heloisa Galvão; A ‘Dama de Ferro’ da comunidade brasileira

Heloisa Galvão;
A ‘Dama de Ferro’ da comunidade brasileira
 -O braço forte e a determinação de Heloisa Galvão de servir socialmente a nossa  comunidade, apoiada por outras mulheres com o mesmo objetivo, sustenta o GMB há quase 19 anos




Ela vai comemorar os seus 26 anos de América em 15 de agosto de 2014, e tem uma trajetória marcante, impecável dentro da nossa comunidade. Nem sempre teve o apoio de todos, mas sempre teve parceiras de luta, amigas fieis de sonhos, que ajudaram a construir uma história, um legado, uma imagem dentro da comunidade. Ela foi a primeira protagonista do Festival da Independência (Brazilian Day de Boston), e o sustenta até hoje, 17 anos depois. Heloisa com a sua liderança tenaz virou ponto de referência e é reconhecida por todos, tanto do lado de lideranças americanos como por parte dos brasileiros. Lutadora ferrenha pelos direitos da mulher brasileira em solo americano, nunca se importou com algumas criticas veladas que teria fundado o ‘Clube da Luluzinha’. As ‘Luluzinhas’ já ajudaram muitos marmanjos e continuam ajudando muitos até hoje, com seus serviços sociais. Ela é protagonista principal e uma das mentoras e fundadoras do Grupo da Mulher Brasileira, e da Cooperativa Vida Verde. Heloisa muitas vezes não foi e nem será um consenso total dentro da comunidade com suas idéias e projetos sociais. E quem sempre foi ou será um consenso na nossa comunidade? Mas é uma lutadora, determinada, e corre atrás de seus sonhos, fez e faz por merecer, ser reconhecida por muitos. Ela é ativa e constante sem variantes, é uma verdadeira ‘Dama de Ferro’, sem barreiras de idade, de doenças, de disposição, e uma lenda viva dentro das conquistas na nossa comunidade. Muitos podem vir depois dela, mas como ela, não. Sua singularidade é seu diferencial, sua obstinação e alegria são contagiantes. O Hello como sempre foi buscar no âmago da comunidade está linda história verdadeira, desta mulher, mãe e avô incansável, que não mede sacrifícios em prol do que acredita ser um bem social para nossa comunidade. 

Primeiros passos profissionais no Brasil

Eu comecei a trabalhar com 17 anos com jornalismo, nunca pensei em fazer trabalho comunitário, minha paixão era e é jornalismo até hoje. Eu comecei a trabalhar em meados de 1965, no jornal ‘O Fluminense’ em Niterói, RJ, que era um dos maiores jornais do estado do Rio, e continua sendo até hoje. Bati na porta deles e pedi um emprego, uma oportunidade para fazer um estágio, eu não sabia nada de jornalismo, a única coisa que eu sabia é que eu queria ser jornalista, eu não tinha ideia de onde e como começar. Deram-me uma posição e eu comecei a trabalhar na redação que naquela época só tinham homens trabalhando nela, eu fui à primeira mulher por ali. Tudo de graça sem receber um tostão furado pelo meu trabalho.

Primeiros passos nos EUA

Ela chegou aos EUA em 15 de agosto de 1988: ‘não esqueço o dia por que a temperatura estava em 40 graus e eu toda vestida de inverno, (risos)... ’. ‘Eu cheguei aos EUA com 40 anos, estou aqui há 26 anos, mas o meu Brasil jamais ficou para trás. Eu sou jornalista formada no Brasil, a paixão da minha vida sempre foi o jornalismo’.

História da Família

Veio com o marido Pedro Roberto, para fazer um mestrado em Jornalismo na Boston Universidade, trouxe junto dois filhos; Roberta, que casou com uma americano e hoje tem Mestrado em Educação com formação na UMASS (Faculdade do Estado de Massachusetts). Atualmente é professora da High School de Framingham; o César Roberto (seu filho) casou com uma espanhola e hoje vive na Flórida e é engenheiro civil formado aqui nos EUA. Heloisa tem dois netos um de cada filho. Os dois netos são homens e nasceram com 40 dias de diferença. O Pedro Roberto (ex-esposo) e Heloisa se divorciaram há algum tempo atrás e Pedro hoje vive em Natal, Brasil. Heloisa nasceu na Ilha Grande no estado do Rio, carioca da gema, da periferia, até hoje ainda puxa um sotaque. A Heloisa conheceu o seu ex-marido em Natal, Pedro Roberto (Bebeto) em um período em que foi fazer uma especialização em Arqueologia em Natal e lá trabalharam juntos em alguns projetos de arqueologia, e a partir de então nasceu o amor entre os dois. Heloisa só tem uma irmã que se chama Rosa Maria, que é a mais velha das duas e vive no Brasil.

Fundadora do ‘Brazilian Monthly’, um dos primeiros jornais brasileiros de Boston

Flávia era uma colega de aula da Boston University e as duas eram muito amigas e decidiram montar um dos primeiros jornais brasileiros de Boston o ‘Brazilian Monthly’, ele durou cerca de 4 anos, começou em medos 1991.

‘O jornal era bilíngue, por queríamos introduzir a nossa cultura entre os americanos e que eles tivessem alguma ideia do que se passava dentro da nossa a comunidade brasileira aqui em Boston, ele não era todo traduzido, alguns textos eram outros não, esta foi uma fase muito legal na minha vida’.    

Funcionária pública do estado de Massachusetts

‘Já trabalhei como funcionária pública do estado de Massachusetts, em funções sociais. Eu era a pessoa de ligação entre a Administração da Secretaria de Educação da ‘Boston Public School’ e a comunidade. Minha função era no inicio de tradutora dos brasileiros. Eu fui contratada em 2000, primeiro para fazer tradução, como ‘part time’, e como tinha muitos brasileiros chegando naquela época minha função ficou muito requisitada e acabei sendo contratada como ‘full time’ pelo estado de MA, como tradutora e intérprete. Trabalhei nesta função por 20 anos até janeiro 2010’.

O inicio do Grupo da Mulher Brasileira
-Grupo da Mulher Brasileira tem como seu braço forte a Cooperativa Vida Verde

‘Não comecei sozinha não o GMB. Ele começou em 1995. Na verdade eu fui contratada por um Grupo que tinha atividades sociais em Somerville, eles ganharam uma verba para ajudar famílias recém chegadas com crianças pequenas. Naquela época eles contrataram uma Vietnamita, uma Haitiana, uma Espanhola e eu brasileira. Eu comecei com um grupo de 9 famílias brasileiras com filhos pequenos, o meu era o maior grupo de todos’.

‘Eu tinha que visitar estas famílias uma vez por semana. Este emprego era um tipo de segundo trabalho, pois eu ainda trabalhava para o estado ‘full time’ eu trabalhava ali nas horas vagas, e a minha função era ajudá-las em tudo’.

‘Depois de 2 anos neste ‘part time’ a verba desta instituição acabou e o programa acabou. Entretanto ainda tinha um dinheirinho que restava e eles deixaram a gente ficar mais um tempinho para organizar as nossas comunidades. Neste período ganhávamos mais ou menos em torno de $4 mil dólares por ano, para cada uma, o tempo de trabalho ficou bem reduzido’.

‘Quando acabou este programa as famílias com que eu trabalhava me questionaram; ‘Não queremos deixar de receber a sua ajuda e assistência ou de nos encontrarmos, queremos continuar se encontrando’. A partir daí começamos a se encontrar todas as sextas-feiras a noite em Somerville, e este foi pontapé inicial do Grupo Mulher Brasileira. Esta foi à base do Grupo, estes primeiros encontros nas sextas-feiras à noite em Somerville. Estas famílias, ou melhor, dizendo estas mulheres são as mulheres que fundaram o GMB. Entre elas estava eu a Regina Bertoldo, Kátia, Regina de Paula, entre outras, nos éramos um grupo de mais ou menos entre 10 e 12 mulheres que decidimos fundar o GMB’.

O GMB vai fazer em março de 2014, 19 anos de vida.

‘Na atualidade eu tenho a função de Diretora Executiva no GMB’.

‘O GMB tem hoje uma diretoria com sete pessoas. E uma ONG dentro dos padrões normais de qualquer ONG e temos um status não beneficente. Nós nascemos na mesma época em que o Centro do Imigrante Brasileiro foi fundado’.

‘O Grupo Mulher Brasileira foi criado com a prioridade voltada para a questão da mulher brasileira imigrante, mas nós atendemos todo mundo que nos procura homens e mulheres e não vamos deixar nunca de atender quem procurar a nossa ajuda’.

‘O Grupo não começou naquela época com a intenção de ser um grupo de mulheres, mas começou entre nós as mulheres que discutíamos questões que interessavam a nós mulheres, e virou uma organização com base, com força por que todas elas começaram a agir, correr atrás de soluções para os problemas que nos afetavam e cada uma começou a tomar providencias, saber das questões, começamos a reclamar de coisas que nos pareciam injustas, etc.. Algumas não falavam inglês na época, hoje todas aprenderam inglês, todas são cidadãs americanas, e continuam ativas em causas sociais’.

Troféus, prêmios e medalhas
- Alguns dos troféus que recebeu no Press Award, um reconhecimento da importância do Grupo Mulher Brasileira para comunidade de Boston.

Heloisa foi condecorada com a Medalha do Barão do Rio Branco pelo consulado Brasileiro em reconhecimento pelo seu trabalho dentro da comunidade brasileira e também já ganhou vários Press Award na Flórida pelos seus projetos sociais e conquistas na comunidade brasileira de MA.

Harvard Universidade

‘Eu dou aulas de português na Harvard, desde 2010, estou entrando para o quarto ano. Eu não tenho mestrado em português, meu mestrado é em jornalismo e televisão. Eu não sou professora titular na Harvard, por que não tenho o doutorado em português e teria que fazer concurso para isso. Eu não fiz concurso, eu fui contratada para a função. A Harvard tem interesse em que tem adversidades na função, e a experiência da pessoa tem muito peso na minha função que estou lá hoje. Eu dou aulas de português e de cultura sobre o Brasil. Minhas aulas todas são em português, não em inglês’.

Cooperativa Viva Verde
-Nossa missão não é só limpar casas, o cooperativado tem estar imbuído do compromisso social que a cooperativa tem, não é só fazer dinheiro. Queremos que todas tenham um salário digno, que elas possam sobreviver do fruto do seu trabalho.

A cooperativa nasceu da seguinte forma; ‘Nos tínhamos aqui uma voluntaria que se chamava Monica, ela inclusive já foi embora para o Brasil, ajudava aqui no Grupo muita gente, ela trabalhava como diarista aqui nos USA, e ela representava o GMB em uma reunião em Somerville, que ainda existe, com frequência mensal, de um grupo que a gente ainda faz parte até hoje que se chama Immigrant Service Providers Group’.

‘E um representante da Tufts University, foi a uma destas reuniões e falou dos planos da faculdade de desenvolver um trabalho social com as diaristas’.

‘Neste dia Monica falou na reunião dos nossos planos do GBM de formar uma cooperativa, porque as nossas diaristas brasileiras estavam enfrentando muitos problemas de saúde, por que os produtos que elas usavam eram muito fortes além dos problemas de exploração financeira, por que tem muitas que trabalham como terceirizadas na função e são exploradas pelas empresas ou patrões, etc’.

‘A Tufts foi a nossa intermediária como parceira do GMB para recebermos uns Grant’s (verba de fundações) para tocar o projeto em frente. Eles escreveram e conseguiram a verba para nos darmos inicio ao projeto da Cooperativa. Nesta mesma leva foram beneficiados os grupos dos Haitianos e dos Hispanos’.

‘A cooperativa é um braço do Grupo Mulher Brasileira, e a responsabilidade total e do GMB. A liderança da Cooperativa faz as decisões delas referente à cooperativa, por exemplo; elas têm uma conta que elas colocam 5% do que elas fazem de dinheiro durante o mês e gerenciam este dinheiro, que normalmente é utilizado para fazer cursos de aperfeiçoamento profissional e estes recursos também ajudam a pagar a coordenadora da cooperativa, que é uma funcionária do Grupo Mulher Brasileira’.

‘A captação de clientes para a Cooperativa e feita através de vários sites, onde os clientes colocam seus anúncios a procuram de serviços de diaristas. Quando nos começamos 80% dos nossos clientes estavam localizados na Jamaica Plain, e tivemos alguns comentários nos sites que nosso trabalho era muito bom por que trabalhávamos com produtos naturais. Aí fomos crescendo e hoje temos bastantes clientes’.

‘Temos 7 cooperativadas que trabalham na cooperativa como diaristas e estamos ampliando, em um passado recente já tivemos mais cooperativadas, e algumas decidiram trabalhar por conta própria, que esta é nossa meta. Nosso objetivo é ajudar elas e terem força, conhecerem a profissão e buscarem voar com as próprias assas, mas agora estamos dobrando o numero de cooperativadas, vamos ficar com um total de 14. A demanda do mercado em busca dos serviços da cooperativa tem aumentado muito e isso esta nos obrigando a dobrar a nossa força de trabalho’.

‘A decisão delas das diaristas e de limpar duas casas por dia, 10 casas por semana, em 5 dias por semana. Entretanto às vezes elas precisam limpar mais casas por que a demanda no setor está muito forte’.

‘Para entrar na cooperativa todas precisam passar por um treinamento de como usar os produtos, etc. E o processo de seleção precisa estar aberto, atualmente ele está aberto, e as candidatas precisam passar por duas ou três entrevistas, depois passam por um processo de 6 meses de experiência na função, para que a pessoa saiba se isso mesmo que ela quer e para nos vermos se a pessoa atende as necessidades da Cooperativa. Nossa missão não é só limpar casas, o cooperativado tem que estar imbuído com o compromisso social que a cooperativa tem, não é só fazer dinheiro. Queremos que todas tenham um salário digno, que elas possam sobreviver do fruto do seu trabalho. A função social vai desde quando uma adoece as outras assumem a trabalho da outra e assim por diante, se auto ajudam, no trabalho e financeiramente’.

Novo canal democrático no GMB

‘Estamos abrindo o GBM para associados, qualquer pessoa de qualquer nacionalidade pode se associar no Grupo, e vamos abrir para que os sócios possam votar em que frentes devemos agir e como, mas este direito de voto e só para associadas brasileiras, associadas de outras nacionalidades não tem este direito de voto. Com isso o conselho administrativo vai ser ampliando’.

Brazilian Day Boston – Festival da Independência

‘O festival tem uma comissão organizadora que todo ano muda. O GMB e o mentor do Brazilian Day Boston, mas tem uma comissão organizadora que autônoma para tomar decisões. Nos hoje não estamos preocupados com o numero de pessoas no evento, mas sim com a qualidade do mesmo’.

 ‘O consulado ajudou, e é o nosso parceiro no Festival do Brasil há 17 anos, porém nos últimos 3 anos é que contribuiu com ajuda financeira, além da ajuda moral. Em 2012 contribuiu com $7,000.00 dólares e no ano de 2013 com $3.000.00 dólares. Na verdade este é um dinheiro do Governo Brasileiro repassado pelo consulado para o Festival da Independência em Boston’.

‘Nós sempre conseguimos fazer o festival brasileiro com a ajuda dos patrocinadores privados. Este é ume é um evento muito caro’.

Diga uma das suas muitas realizações pessoais no Grupo    

‘O que mais me emociona é a comunidade brasileira, eu nunca penso em algo que eu fiz, eu não fiz nada o Grupo fez tudo, ninguém faz nada sozinho. Contudo eu acho que o Grupo existir por 18 anos quase 19 anos praticamente sem verbas, por que nos passamos no mínimo 7 a 10 anos sem verba alguma, tudo que fazíamos era sem dinheiro completamente, nos vendíamos salgadinho que dona Hercília fazia. Ela foi uma das fundadoras do Grupo e mãe da Regina Bertoldo, nos ganhávamos $30, $40 dólares com eles e pagávamos uma babá para cuidar das nossas crianças e assim fazermos nossa reunião do Grupo. Isso me deixou realizada, a luta difícil para ficar a base do Grupo. A gente só começou a ganhar dinheiro, na verdade a primeira grande verba que nos ganhamos foi esta da Tufts que nos permitiu criar a Cooperativa. Quando a gente percebeu que tínhamos que sair de Somerville em 2001, por que as coisas começaram a apertar muito, foi quando nos aproximamos do MAPAS e fomos recebidos de braços abertos por eles (Paulo Pinto). Ai naquele momento nós percebemos que precisávamos ser uma ONG não beneficente, e que a gente precisava de um status para ganhar verba, e isso começou em 16 de junho 2003, quando nos foi dado o certificado ao Grupo de não beneficente. E lá se vão 11 anos, desde então. A partir daí começamos a nos inscrever para receber os Grant’s’.

Funcionários assalariados do GMB

‘Nós todas passamos muitos anos trabalhando sem ganhar dinheiro, por que não tinha dinheiro’.

O Grupo hoje um quadro de 5 funcionárias, ‘part time’ assalariadas. Em maio de 2013 pela primeira vez na história do Grupo nos fomos capaz de dar um aumento para as funcionárias e aumentar minhas horas de trabalho no GMB de 20 para 35hs/semanais. Hoje nos temos:

·        Uma Coordenadora da Cooperativa
·        Uma Diretora Executiva
·        Uma Responsável pela comunicação, web, etc.
·        Uma Coordenadora do Festival
·        Uma pessoa responsável pelo Direito Trabalhista

Serviços

‘O grupo nunca cobrou nenhum serviço para comunidade’.

‘Mas agora estamos começando a cobrar, por 18 anos nunca cobramos absolutamente nada’

‘Vamos começar a cobrar $25.00 para preencher a documentação para legalizar estudantes’.

‘Nos já ajudamos mais de 200 estudantes e nenhum pagou um centavo, mas agora vamos cobrar’.

‘Para você ser sócio do Grupo nós cobramos $25.00 por ano, porém, nada disto a pessoa é obrigada a pagar para ter ajuda, se ela busca nossa ajuda e não pode pagar nos ajudamos de graça’.

‘O curso de inglês que tem como professora uma voluntaria que é uma aluna da Harvard, nós cobramos $20.00 pelo curso todo, ou seja, 3 meses de classes, uma vez por semana com 2hs30min de aula, nas sextas feiras à noite’.

Cobrar por quê?

‘Primeiro; por que precisamos de dinheiro, nosso orçamento e muito baixo’.

‘Segundo; por que as fundações que oferecem Grant’s querem ver uma contra partida da comunidade’.

‘Elas dão dinheiro, mas querem saber se a população que a gente serve dá também, elas não querem doarem tudo’.

‘O GMB não e bom para ganhar dinheiro, nós precisamos de um evento para ganhar dinheiro, como um jantar que todo mundo faz, o que nos falta e pessoal para trabalhar em todas as frentes, estamos carente neste sentido’.

Clinicas de advogados

‘É de graça, e o objetivo não e conseguir clientes para o advogado, e sim de a pessoa tirar alguma duvida, as pessoas que procuram estas clinicas tem duvidas, e é para isso que elas servem’.

‘Contudo se a pessoa sentir que precisa abrir um caso na corte, ela pode sim contratar um advogado, mas ai vai ser lá no escritório do advogado, e claro ele vai cobrar pelo serviço e nos não temos nada haver com isso’.

Passeatas

‘Eu adoro passeatas, acredito nelas, e acho um meio democrático de buscar direitos e conquistas sociais. Eu acho que os brasileiros vão a passeatas e são participativos. Apesar de o numero ainda ser muito pequeno de brasileiros participativos, mas isso não e uma coisa nova. E muito difícil para se descobrir por que as pessoas não vão às passeatas. Eu acredito que existem muitas razões para isso; alguns têm medo, tem o trabalho, tem o dinheiro na frente, tem a necessidade, e por ai vai. O melhor negócio e trabalhar com quem vai às passeatas não com aqueles que não vão. Quem sabe o resto vendo a participação de outros não sentem um necessidade social e começam a participar também, sei que o numero de brasileiros em passeatas é pequeno, mas só podemos mudar isso com muito trabalho e consciência social. Eu acho que não é produtivo dizer que os brasileiros não participam de passeatas. Nos só queremos ao nosso lado aqueles que estão dispostos a oferecer alguma coisa, a lutar com a gente por melhorias para nossa comunidade, estes é que nós estamos buscando. Outro dia uma pessoa me ouviu no rádio no programa que temos todos os sábados, e ele ligou para o Grupo na segunda-feira e seguinte e disse assim: ‘Eu vou fazer uma doação para você quais os dados da sua conta bancária, quero doar para o trabalho do Grupo por que eu acho este trabalho fantástico’, e este espírito que estamos buscando na comunidade’.

Reforma Imigratória

‘Eu acho que esta reforma não vai sair se nós não lutarmos. Eu não sei se sai reforma este ano, é um ponto de interrogação para mim. A certeza não existe mais, agora esta na mão do presidente, por que se os republicanos fizerem isso com certeza à lei não vai ser do agrado dos imigrantes. A lei proposta por eles é péssima para os imigrantes. Tem algumas coisas boas, mas no geral é péssima. Agora os imigrantes que não documentos que tentam sobreviver todo dia na ilegalidade, qualquer coisa que você oferecer para eles é lucro. Por exemplo; Uma carteira falsa que o governo dar e falar assim: Olha aqui, a gente sabe que esta carteira é falsa e você pode levar. Eles vão querer por que eles estão desesperados e eu entendo isso, isso não é ideal, mas eles vão querer. Nós apoiamos a comunidade, eu acredito que a coisa toda esta nas mãos do Obama’.

Deval Patrick – Carteira de Motorista em Massachusetts
- ‘Eu o admiro e gosto dele, ele me chama pelo nome, conhece o nosso trabalho no Grupo’.

‘Eu o admiro e gosto dele, ele me chama pelo nome, conhece o nosso trabalho no Grupo. Eu acho que a carteira de motorista tem uma grande possibilidade de passar aqui em Massachusetts. Eu tenho grandes esperanças que este ano nós vamos ter ganhos desta natureza aqui em MA, entre outras coisas a carta de direito das trabalhadoras domesticas, etc. Nós precisamos disto, destas leis estaduais que favorecem o ilegal, independente da reforma imigratória sair ou não e as pessoas precisam entender isso, por que se sair uma lei de imigração, muitas pessoas não vão ser beneficiadas e estas leis estaduais vão proteger estas pessoas que não se beneficiarem com a lei federal. A luta tem que ser em duas frentes’.

O que tem a dizer para comunidade

‘Trabalhar com a comunidade é como uma galinha que cata um milho aqui outro lá, como as abelhas que trabalham durante o verão para poder chegar no inverno e ter alimento e assim vai. Eu quero dizer para comunidade que ela precisar como um todo se envolver bastante, ela já se envolve muito, mas tem que se envolver mais, em causas sociais, nas lutas por mais direitos, etc. Para alcançarmos aquilo que nos desejamos seja o que for, só assim e que vamos acumular vitórias, que beneficiam a todos’.

Desabafo

Eu tenho momentos que me dá vontade de dizer assim: ‘Não faço mais, acabou vou embora eu vou viver a minha vida com meus filhos, com meus netos’. ‘Trabalho aqui no Grupo às vezes nos feriados e às vezes digo para mim mesma, hoje ta um dia tão lindo eu não quero estar aqui trabalhando quero estar lá fora, como todo mundo. Mas eu faço ioga há muitos anos e minha professora sempre diz um ditado que me conforta: ‘Não é resultado que interessa é o processo’.

Imprensa Brasileira local

‘Eu acho que imprensa tem um papel importante, e acho muito bom que a gente tenha uma. Por que nós ou nenhuma organização existe sem a imprensa. Nós não conseguimos chegar à comunidade, só atingimos 1% da comunidade, o nosso trabalho que fazemos precisa ser difundido nos quatros cantos da comunidade, se a gente não trabalhar com a imprensa e com as lideranças religiosas, isso não acontece. Precisamos dela, ela é a grande voz da comunidade. A imprensa é importantíssima como fonte de informação e de conscientização. Eu só tenho agradecer, pois toda vez que eu peço o apoio da imprensa sou correspondida. Na nossa comunidade 90% da população lê os jornais locais, eu estou falando especificamente da imprensa brasileira comunitária local, só por ai da para ver o papel dela no nosso contexto comunitário local. Nossa comunidade não lê o Boston Globo, ou qualquer outro jornal americano, e isso é um fato’.

HBN – Paulo Monauer
Fotos Paulo Monauer  e divulgação
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Wednesday, February 12, 2014

Notícias do Consulado Brasileiro! - Formação do Conselho do Cidadão de Boston

Notícias do Consulado Brasileiro!
·       Formação do Conselho do Cidadão de Boston

Uma barbárie esta sendo imposta pela Sra. Ilma Paixão eleita por 8 votos, como membra do CRBE de Boston. Esta sua eleição CRBE até hoje é tremendamente contestada por todos os lideres da comunidade e população local. Logo, ela está na função, como membra do CRBE, mas não tem o apoio ou se quer é reconhecida dentro da comunidade como tal.
Este repudio da comunidade a liderança da Ilma se dá pela forma como ela conduz esta sua ‘suposta’ autoridade na comunidade. Na última semana tivemos mais uma rodada para formação do conselho dos cidadãos brasileiros em Boston, na sede consular, e lá estava ela Ilma Paixão, dirigindo, ditando regras, impondo membros ao conselho, e por ai vai.
Ela literalmente atropela o Manual Consular, as regras que ditam as normas para formação de tal conselho. Esta sua falta de jogo de cintura e afago político, descredenciam ela a qualquer situação de liderança, por mais boa vontade que ele possa demonstrar em ter, acreditamos que ela desconhece o Manual Consular com seus 12 capítulos totalizando 91 páginas, nele está contido as regras de como tudo deve ser feito nos consulados fora do Brasil, inclusive o conselho do cidadão.
Primeiro ela não é presidente do Conselho de Cidadão de Boston, mas age, dirige, manda, impõe como se fosse, ela até pode a vir ser, mas no momento não é, logo ela realmente acredita ser a presidente, e alguém precisa mostrar, e dizer para ela isso, então que seja o Hello já ninguém diz. A comunidade precisa fiscalizar as regras de como se forma um conselho de cidadão. Não se pode formar um conselho dos cidadãos, ‘goela a baixo’ ou ‘no grito’, ....  alto lá.... esta não e comunidade da mãe Joana!
Nem vamos publicar a forma como ela conduziu e queria impor os seus ‘eleitos pessoais e exclusivos’ como membros do conselho a seu belo prazer nesta reunião, por ser uma barbárie contra os brasileiros de Boston. Definitivamente não é assim que a banda toca, e se quiser tocar assim vai tocar sozinha.
A legalidade do Conselho dos cidadãos de Boston, precisa passar pelo crivo do Manual Consular, do MRE. Segue abaixo parte do que diz o manual consular sobre isso segundo o MRE. 

CAPÍTULO 3º
ASSISTÊNCIA E PROTEÇÃO A BRASILEIROS
SEÇÃO 2ª
CONSELHO DE CIDADÃOS/CIDADANIA
3.2.1 O Conselho de Cidadãos/Cidadania constitui foro informal e apolítico de
aconselhamento, de composição rotativa, com o objetivo de aproximar os nacionais que
vivem em países estrangeiros e a rede consular, estabelecer a interlocução Governo/Sociedade
Civil no exterior, bem como planejar e implementar projetos em benefício da comunidade
brasileira local. Visa ainda a permitir troca de idéias e coleta de informações, por parte da
Autoridade Consular, sobre as necessidades, problemas e interesses da comunidade brasileira
residente e domiciliada na jurisdição, a fim de redimensionar e otimizar as estratégias de
prestação da assistência consular.
3.2.2 A decisão de estabelecer-se Conselho de Cidadãos/Cidadania será pautada
pelo tamanho da comunidade e pelo interesse manifestado por seus membros e lideranças.
Fica a critério do chefe do Posto, em coordenação, quando couber, com as lideranças da
comunidade brasileira local, a decisão sobre a conveniência de se criar, manter ou alterar o
Conselho de Cidadãos/Cidadania sob sua jurisdição.
3.2.3 Os Conselhos de Cidadãos/Cidadania poderão ser criados na cidade da sede do
Posto e em outras cidades cuja distância e demanda assim o justifiquem.
3.2.4 A decisão de criar Conselho de Cidadãos ou de Cidadania dependerá do grau
de engajamento identificado junto à comunidade brasileira local, a saber:
a) Na jurisdição consular onde seja verificado maior grau de associativismo e
organização política entre a comunidade local, e/ou onde a comunidade
verbalize tal demanda, poderá ser instalado Conselho de Cidadania. A criação
do Conselho de Cidadania SE DARÁ POR MEIO DE PROCESSO DE ELEIÇÃO de todos ou de parte dos seus membros (preferencialmente presencial) pela comunidade brasileira da jurisdição consular. A Repartição consular ou Setor Consular poderá auxiliar as lideranças a formatarem o projeto (incluindo criação de grupo de trabalho, elaboração de requisitos para os candidatos e de regimento)e prestar o apoio logístico necessário ao processo de votação, mediante devida comunicação prévia à SERE. No âmbito do esforço de empoderamento da comunidade, deverá caber a esta, no entanto, papel ativo em todas as fases do processo, especialmente na organização da votação. No intuito de
compartilhar experiências, poderão ser tomados como base os documentos e
relatos dos conselhos já eleitos.
b) Na jurisdição consular onde se observar grau ainda incipiente de
associativismo e organização política, e onde não for manifestada vontade
expressa em prol de processo eletivo por parte de seus integrantes, o posto
poderá criar Conselho de Cidadãos. Neste caso, a designação/convite dos
integrantes ficará a cargo do chefe do posto, que buscará dar ao grupo
composição representativa, na medida do possível, do universo da
comunidade.
CAPÍTULO 3º - Seção 2ª Página 1 de 4 -  8/5/2012
3.2.5 Uma vez findo o processo de escolha/votação dos membros do Conselho de
Cidadãos/Cidadania, a relação de seus membros deverá ser informada à DBR/DAC.
3.2.6 O Conselho de Cidadãos/Cidadania será composto por um Presidente e por um
número de no mínimo 5 e no máximo 16 cidadãos brasileiros. Em havendo expresso interesse
dos membros da comunidade, poderá ser aceito número superior de membros.

Leia na integra o que diz o Manual Consular no seguinte endereço:
http://www.brasileirosnomundo.itamaraty.gov.br/a-comunidade/conselho-de-cidadaos/secao-2a-conselho-de-cidadaos.pdf

·       Eleições Presidências em 2014
O Consulado de Boston estará oferecendo para as eleições presidenciais brasileiras novas opções de locais/cidades de cotação para os brasileiros que vivem em MA. Em princípio, ela poderá se realizar em quatro cidades dentro da jurisdição de Boston: Boston (MA), Framingham (MA), Hyannis (MA) e Nashua (NH). Somente para os eleitores já cadastrados e que estão inscritos na seção eleitoral de Boston. Aqueles que quiserem votar em Framingham, Hyannis ou Nashua deverão enviar até o dia 23 de fevereiro um e-mail para eleitoral.boston@itamaraty.gov.br informando seu nome, número do título eleitoral e local preferido para votação.  Aqueles que não se manifestarem continuarão a votar em Boston.
·       Consulado Itinerante em Worcester
Será realizado Consulado Itinerante na cidade de Worcester, no próximo dia 22 de FEVEREIRO, sábado, com apoio da Sra. Suely di Bara, a partir de 9 da manhã. Os serviços consulares a serem oferecidos são: passaportes, alistamento militar, procurações, legalizações, certidões de nascimento e casamento, alistamento e regularização eleitoral, atestado de vida e residência, além de autorização de viagem para menores.
SOMENTE serão atendidos os que:
AGENDAREM previamente;
tiverem MONEY ORDER DO CORREIO (USPS) no valor do serviço,
FORMULÁRIO PREENCHIDO de acordo com o serviço desejado (exceto para trâmites referentes a Título Eleitoral).
Endereço do Itinerante em Worcester:

Igreja Assembléia de Deus
91 Canterbury Street
Worcester, MA
·       Ajuda Psíquica gratuita
Consulado de Boston prepara a introdução psíquica gratuita para comunidade, o médico já foi contratado, logo publicaremos como vai funcionar o agendamento.

HBN – Paulo Monauer
Fotos Paulo Monauer e Divulgação
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Wednesday, February 5, 2014

A história da comunidade brasileira em Boston tem muita coisa na obscuridade

Hello Opinião!
A história da comunidade brasileira em Boston tem muita coisa na obscuridade
Brasileiros emergentes e a elite brasileira requintada de Boston

A história da comunidade brasileira de Boston tem muitas facetas, mas hoje gostaria de abordar dois lados, um conhecido por todos os brasileiros o outro obscuro, longínquo, totalmente desconhecido. Em uma interpretação mais radical, poderíamos classificar como um lado sendo a ‘burguesia brasileira’ e o outro lado constituído pela ‘ralé’ do povo. Os dois lados se dividem por um muro imaginário, como se nossa verdadeira comunidade vivesse dentro de uma ala comunista menos valorizada e outra parte dentro da ala aristocrática elitizada.
A ala dos peões anda livremente na ala aristocrática dos intelectuais da nossa comunidade e é mais despojada, desmitificando este muro separatista imaginário. Enquanto que ala aristocrática vive dentro do seu casulo no seu mundo e raramente avança para ala dos peões.
 A ala dos peões vive, transpira, divulga, representa o Brasil, leva a cultura brasileira no coração, na raça e difunde o Brasil em Boston como ninguém. Ela poderia ser definida como um pelotão de infantaria, ou seja, vai para linha de confronto, de frente, de invasão do território inimigo buscando espaço de peito aberto destemida com a cara e a coragem, com ou sem inglês, com ou sem um português perfeito, não quer nem saber e vai à luta, cria seu espaço sem pedir licença, se impõe produtivamente. Este somos nós da comunidade aberta, dos empreendedores, dos emergentes brasileiros de Boston, a verdadeira imagem do Brasil em solo americano.
A outra ala brasileira elitizada não se mistura com a ala dos peões. Vivem em Boston buscando todo tempo aumentar seu leque de amigos americanos, abrindo mão da maioria dos seus costumes culturais, em alguns casos escondendo até a sua nacionalidade, e fazem a opção de viver a cultura americana na totalidade, chegando a esquecer a sua, por que sentem superiores aos seus conterrâneos que vivem ‘teoricamente na periferia’, e ao mesmo tempo se sente inferiores aos americanos e querem ser igual a eles. Existem alguns deles que depois de algum tempo chegam a dizer que esqueceram o português. Como podem dizer isso? Nos dias de hoje isso é inaceitável.
Tem tanta gente da burguesia brasileira conhecidíssimas na alta sociedade do Brasil que vive ou que já viveu em Boston como estudante, como profissional, como residente definitivo ou como executivo de multinacionais que jamais se dignaram em comer em um restaurante brasileiro para matar a saudade de um arroz e feijão. Entrar em cidades como Somerville, Everett, Framingham, nem pensar, seria uma ofensa para eles serem confundidos como os brasileiros, e isso poderia manchar, marcar a elite, ou o nível que eles se colocam no mundo (existem raras exceções neste meio, mas existe). Quanta hipocrisia. E têm alguns destes ‘seres superiores brasileiros’ que são hiper valorizados por uma meia dúzia de brasileiros da ala da ‘ralé’, a nossa ala mais produtiva da comunidade, e os trazem para o nosso meio como celebridades, como seres exemplares de sucesso a serem ouvidos, para servirem de exemplos, por que são pertencentes da banda burocrática, da turma dos brasileiros de nariz em pé, de Boston.
Alguns brasileiros da ala mais ‘clássica nacional brasileira’, falo da nossa ala mais trabalhadora, desconhecem o muro e se expõe ou seus filhos, se formam na mesma faculdade da elite, e depois em muitos casos voltam para praticar o que aprenderam lá aqui no nosso meio e fazem fortunas dentro da comunidade. Falo de dentistas, advogados, professores, profissionais liberais, etc. Nem todos que invadem a ala aristocrática, voltam sem sequelas, porém alguns trazem resíduos de superioridade e chegam negar a sua nacionalidade na cara dos seus conterrâneos. Outro dia vi com meus próprios olhos um advogado brasileiro, dizer em frente a um juiz em uma corte que não sabia falar muito bem português, que falava pouco, ou quase nada ao ser questionado pelo juiz, pois ele representava uma brasileira. Este advogado é brasileiro, nasceu no Brasil, namora uma brasileira, faz propaganda na mídia brasileira, etc., etc., vive do dinheiro da comunidade brasileira lutadora, mas na frente de um juiz negou a sua ‘origem’ brasileira, sua nacionalidade, ao dizer que falava quase nada em português, ele ficou com vergonha do que? Ou teve medo de perder o caso por assumir sua língua primitiva?
Apregoamos em coro que somos mais ou menos 300 mil brasileiros em Boston, eu diria que podemos agregar sem errar mais uns 20 ou 30 mil, e estes estão localizados nas alas universitárias ou como moradores fixos de Boston, escondidos no meio da comunidade americana e preferem viver como o óleo e água, que até podem por um momento ficar no mesmo espaço por puro interesse, mais que jamais vão se misturar.
Alguém precisa falar e tentar explicar isso, levantar o debate, trazer a pauta o tema, afinal de contas isso é uma verdade concreta de algumas vidas ‘abstratas’ dentro do nosso contexto brasileiro local. 
A desigualdade social velada na nossa comunidade é imposta não pelo poder aquisitivo de cada um, até por que tem peão que tem muito mais dinheiro e fortuna que a turma da elite, a discriminação, a vergonha de aceitar um convívio sem desigualdades vem de berço do Brasil. A dificuldade deles (elite) é de aceitar os novos emergentes, os novos afortunados, por que eles não tem a classe social, estudo e cultura que eles têm. Contudo igualdade social é facilmente alcançada de uma maneira tão onipresente neste país que a sociedade americana se mistura de um jeito tal que às vezes a gente nem sabe quem é quem. Pena que muita gente vem do Brasil para cá e não aprendem esta lição básica de um país de primeiro mundo. Este é o país dos emergentes, hoje você é pobre amanhã você é rico, e isso é um fato, mas a beleza disto e que aqui aprendemos junto com tudo isso que ninguém é melhor que ninguém e que o ser humano é que esta em alta, não seu poder aquisitivo ou colocação social. 

HBN – Paulo Monauer
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Carteira de Motorista em MA, reunião novamente adiada para 05 de março

Carteira de Motorista em MA, reunião novamente adiada para 05 de março
Ilegais sofrem em uma luta sem fim, para quem sabe um dia dirigir livremente em Massachusetts

A audiência foi transferida desta quarta-feira, 05 de fevereiro para 05 de março. Justificativa: A mesma da última vez, tempestade de neve. A reunião será no mesmo local combinado anteriormente na State House (estação do metrô Park Street), em novo horário das 13 às 16 horas, na Sala A2. A comissão mista de Transporte, composta de cinco senadores estaduais e 11 deputados estaduais, nesta data vai ouvir depoimentos contra ou a favor do projeto, que em inglês é identificado como Safe Driving Bill H.3285.
Bem se não cair neve em 5 de março, acho que a coisa vai para frente, senão teremos uma outra nova data. A comunidade esta em campanha para recolher assinaturas para pressionar os políticos estaduais a serem favoráveis a abertura do direito de dirigir aos indocumentados. Até agora já recolhida uma média de 5 mil assinaturas, juntando todas as etnias comunitárias, um numero agradável é 10 mil, com esta nova prorrogação a marca pode ser alcançada com a sua ajuda. Assine o abaixo assinado imediatamente faça a sua parte e de a sua contribuição: http://www.change.org/petitions/i-need-to-drive-my-daughter-to-the-hospital-pass-the-safe-driving-bill. E compareça se possível à State House na quarta-feira, dia 05 de março.

HBN – Local - Paulo Monauer
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