Saturday, August 29, 2009

Consulado de Boston: tentando acertar, mas está difícil.

Se uma pesquisa for feita e as pessoas forem questionadas se nos últimos meses necessitaram de algum serviço do consulado, e perguntadas se saíram satisfeitas com o atendimento e com seus problemas resolvidos, a resposta da esmagadora maioria será negativa. E quanto ao atendimento ao telefone no horário de trabalho no consulado? É o pior do que podemos descrever; péssimo. Ser atendido é como ganhar na loteria.
De cada 100 pessoas, você pode, talvez com muita sorte, encontrar umas 10 afortunadas, só para se ter idéia da proporção dos problemas que a nossa comunidade enfrenta naquele décimo - quarto andar no centro de Boston.
O que será que falta? Coordenação, distribuição de tarefas, cobrança de eficiência, amor ao trabalho, empatia, paciência? Ou será que o que falta é um líder administrativo eficiente que saiba coordenar uma equipe? Tentar se proteger com serviços agendados, repassar a tarefa aos despachantes ou prestar serviços pelo correio não tem sido um bom caminho. Brasileiro que procura os serviços do Consulado agora tem outro nome: Cliente (definição dada pelo Cônsul). Parece que as medidas adotadas não têm deixado os “clientes” satisfeitos, pois continuam reclamando das mudanças e alegam que tudo só piorou. A questão é: se a “clientela” não esta satisfeita é porque o serviço não esta a altura. “Cliente” satisfeito significa bom atendimento.
O consulado de Boston tem dois Espaços Físicos que vale a pena descrever;
-Um dos Espaços Físicos do consulado (para o setor administrativo) possui o luxo e conforto que qualquer consulado digno deve ter, em qualquer parte do mundo: ar refrigerado, calefação, mobília, higiene, cafezinho, água, banheiros, amplo espaço para trabalho, etc. mais de 700m2 para 19 pessoas trabalhar.
- O outro Espaço Físico do consulado, onde é atendido o “povão” (a clientela como diz o Cônsul), que com seu dinheiro sustenta o consulado, não foi tão agraciado. O ambiente não possui ar refrigerado compatível com o espaço que é ocupado e as cadeiras são extremamente desconfortáveis para os muitos que esperam de 2 a 3 horas pelo seu documento. Falta água, no ambiente para clientela. Os guichês de atendimento são constrangedores: o vidro foi feito com uma pequena abertura destinada a comunicação (propositadamente feito para não perder o ar refrigerado de um ambiente para outro e para criar aquele clima de você fica ai e eu aqui). Não existe um funcionário fixo (recepcionista) fora do ambiente de alto luxo (envidraçado) para orientar quem quer que seja sobre como fazer os procedimentos. Notadamente a sala de atendimento não recebeu a atenção merecida. Nada foi feito para tornar o tempo de espera agradável, que muitas das vezes é longo. Não se esquecendo de mencionar que a sala tem no máximo 200m2 para receber, por dia, mais de 300 ”clientes”.

O consulado se defende com os seguintes argumentos: reclama da carga de serviços, que diz ser muito grande, diz não ter funcionários suficientes para atender a demanda dos serviços solicitados, não possui pessoas disponíveis para dar assistência aos presos (obrigação consular) como deveria e por falta de material humano encontra-se também impossibilitado de defender os interesses do povo com mais eficiência. Em resumo, o consulado sofre pela falta de dinheiro, porque diz que tudo que é arrecadado é destinado ao Ministério de relações Exteriores.
Este nosso consulado de Boston tem resposta para todos os problemas que surgem. Respostas, mas não soluções. Estive no consulado nesta quarta-feira para uma entrevista exclusiva com o Cônsul Mario Saad e o Cônsul Adjunto Alex Giacomelli. Os problemas que afetam a “clientela” (população brasileira) não são poucos. Para o consulado os problemas inexistem. Há um descompasso entre os dois lados. Não sei se a causa disso é incompetência administrativa ou falta de vontade de trabalhar. Acredito que todos os diplomatas que são transferidos da nossa área desejaram ter ido para outro local com menos trabalho. Como cedo ou tarde serão novamente remanejados, deixam o tempo passar. A opinião da “clientela” não importa, pois se é ela que necessita dos serviços, ela que se adéqüe, não tem opção.
Com o objetivo de “esvaziar” o consulado foi implantado o sistema de agendamento “online”, despachante autorizado e o serviços pelo correio, que já estão em funcionamento há algum tempo. Quando foram implantados, questionei a sua funcionalidade com a matéria “Consulado do Brasil em Boston muda as regras de atendimento – A quem isso favorece? Ao brasileiro usuário ou aos funcionários do consulado?” Visivelmente os verdadeiros e únicos beneficiados foram os que pertencem ao “staff” do consulado, apesar do consulado negar tal benefício. E assim, criaram um transtorno para aqueles que não têm outra saída e dependem do serviço fraco e inoperante do consulado: os brasileiros, principalmente os que moram longe da Grande Boston, e família inteiras que precisam tiram seus documentos, que não conseguem mais os serviços para o mesmo dia e tem que ir em vários dias alternados, um dia para cada membro da família, etc.
Apontei os problemas e gostaríamos de dar algumas poucas sugestões que poderiam fazer diferença, assim, o Consulado não precisaria recorrer ao Ministério de Relações Exteriores para pedir dinheiro, já que do ponto de vista do consulado, esse parece ser o grande causador do descompasso administrativo. Pessoalmente, não acredito que este seja o caso. Vamos às sugestões:
_Por que não retomamos aqui em Boston o que já existe na Florida, Washington e em e outros consulados há anos? Refiro-me aos Consulados Itinerantes que comprovadamente são eficientes. Os lugares são cedidos ao consulado pela comunidade, visando o conforto dos funcionários e do público que será atendido, tudo sem custos. Se houvesse um calendário anual de Consulados Itinerantes em cidades chaves como Framingham, Worcester, Lowell, Fall River, Haynnis, desafogaria os guichês de atendimento.
_O Consulado poderia treinar voluntários em ONGs para fazer a triagem dos papéis e assim facilitar o trabalho dos funcionários, sem custos extras para ambas as partes. A resposta para as duas sugestões foi a mesma; O cônsul afirmou que isso não é eficiente e que aqui em Boston não possui funcionários para fazer este serviço.
_Na entrevista que tive com o Cônsul Mario Saad, perguntei se poderia ser providenciado um número fixo de telefone, que apenas deveria ser chamado em situações emergenciais. O cônsul me afirmou que este número já existe e que funciona, (617)816-6315. Pediu-me para testá-lo à noite, pois estive com ele durante a tarde. Testei na quarta-feira, 26 as 11h 48min PM, por 3 vezes consecutivas. Não obtive resposta: ninguém atendeu e a mensagem que deveria ser do Consulado, era a da companhia telefônica. Impossível saber de quem era o telefone ou a quem pertencia. Não funciona!
Será realizado outubro próximo, no Rio de Janeiro, o segundo encontro dos Brasileiros no Exterior, organizado pelo Ministério de Relações Exteriores do Brasil. Todos que vivem no exterior estão convidados. O Consulado está à frente do projeto junto com o Ministério de Relações Exteriores do Brasil. Será que o representante temporário de Boston, Álvaro Lima, levantará a questão das dificuldades enfrentadas pelo nosso povo no Consulado de Boston como problemas com a infra-estrutura, o tratamento que nos é dispensado e as imperícias administrativas? Quem deseja o bem estar da nossa comunidade deveria lutar por nossos direitos. Entretanto, é difícil acreditar, pois quem diz ser nosso representante direto, dificilmente falará algo de negativo contra seu parceiro, o Consulado. A única coisa que sabemos que vai fazer, e bem, é bater na tecla de quantos somos em Boston(imigrantes), o que importa são os números...etc,.
A nossa comunidade já conquistou algumas melhorias no consulado nos últimos 10 anos é verdade, mas todas conquistadas foram através de muita luta, mas agora parece estamos andando na contra mão de algumas delas e ficando bem longe de outras melhorias quase alcançadas.
Se nós brasileiros somos a clientela, esta matéria serve de termômetro para o consulado aferir a satisfação do “Cliente”...
Texto e foto: Paulo Monauer

Thursday, August 20, 2009

ONGs, políticos e mais espaço na mídia para eles em Massachusetts

Semana passada um amigo me perguntou se tenho preferências por políticos locais ou a favor de alguma ONG em Massachusetts e por que não abria mais espaço no meio de comunicação que trabalho para as pessoas envolvidas. Coincidentemente, há cerca de quatro semanas, um antigo conhecido, ativista político na comunidade, quis saber minha posição referentes às ONGs, pois havia fundado recentemente uma ONG e pediu uma oportunidade para divulgá-la. Há cerca de um ano e meio, um dos mais famosos e tradicionais donos de ONG de MA, em uma conversa reservada no meu último trabalho, relatava para mim e outro colega, que estava pedindo falência, perdendo a casa que morava e não estava ganhando de dinheiro na sua ONG. Mostrou-se desesperado e queria ajuda nesta situação. Perguntou se podíamos abrir mais espaço no veículo que trabalhávamos para difundir sua ONG. Situações ocorridas em tempos distintos, levantadas por um amigo e dois donos de ONGs.
Qual a ligação nestas três questões que por fim se interligam?
1- Ao meu amigo respondi que não tinha nem tenho lado entre ONGs e política local. Ele insistiu e ficou meio surpreso. Ao mesmo tempo retrucou que todo mundo tem que ter um lado na vida e na sociedade. Novamente respondi que não tinha lado, mas era a favor de qualquer pessoa, ONG ou político que estivesse fazendo melhorias para comunidade e que não enganava a mesma.
2- Ao ativista que virou “Ongueiro” (alguém que vira dono de ONG vitalício) e pediu espaço no jornal para divulgar sua nova ONG e arrecadar mais dinheiro, disse claramente que se quisesse fazer a diferença nos meios das ONGs já existentes, deveria atuar com um sindicato no Brasil. Mostrar serviço e resultados diferentes das outras ONGs que já existem. Ter como sede um local amplo, buscar ganhar fundos na comunidade e doações como é de praxe e oferecer algo para a comunidade que não fosse somente situações de um atravessador ou despachante comunitário, coisa que todas as ONGs fazem ao prestar o serviço. O que é um atravessador ou despachante comunitário? É aquele que tem uma salinha com carinha de bem pobre e sem recursos, uma mesa, um telefone e quando muito, uma secretaria ou voluntario para atender as ligações. Pois a grande maioria adora uma secretaria eletrônica com a mensagem: “retornaremos a sua ligação assim que puder”. As pessoas ligam, falam sobre seus problemas e eles os encaminham à defensoria pública do estado ou a alguma advogado para representá-lo na dificuldade. Em alguns momentos, quando se tem tempo e pessoas para trabalhar, ligam para a outra parte que esta sendo acusada tentando buscar uma solução. Isso é que todas fazem. Mas como uma ONG pode agir como um sindicato no Brasil? O ativista agora dono de ONG me perguntou. Expliquei que no Brasil o sindicato recebe um dia de salário do trabalhador por lei e é por ai que eles fazem “grana”. Aqui, as ONGs fazem dinheiro ao filiar associados e cobrar uma anuidade. Adoram uma adoção espontânea, principalmente de advogados, empresários, etc. Fazem jantares de gala, arranjam patrocinadores e cobram entrada para o jantar. E claro, enviam cartas o ano inteiro pedindo dinheiro a instituições privadas, fundações ou órgãos governamentais. Procuram mostrar serviço no trivial para manter a fachada, promovem cursos de qualquer coisa que possam ajudar o imigrante (isso ajuda a ganhar doações). Agora que foram explicadas algumas coisas, vamos a minha sugestão para este ativista comunitário que sofria coma falta de idéias. Disse para ele que deveria montar um consultório dentário comunitário e ter um atendimento de clinica geral dentro da ONG, com todos os equipamentos e serviços doados ou a um custo muito baixo, para ir ao encontro das necessidades do nosso povo imigrante. Isso é o que os sindicatos fazem no Brasil e não temos aqui. Ele desanimou. E disse: “Isso dá trabalho demais!”
3- No terceiro caso, do “Ongueiro” famoso que gosta de passar atestado de pobreza, (acredito que é por isso que estava contando sobre seus problemas financeiros sem ser perguntado ), afirmava estar em “banca rota” total. Sugeri que procurasse outra forma de ganhar dinheiro, pois a que estava usando não trazia os resultados esperados. Ele até hoje não trocou de trabalho e continua firme na ONG. Deu declarações na imprensa de faturamentos estonteantes da sua ONG em 2008, na ordem de 350mil e que estava em dificuldades, pois costuma faturar $450 mil por ano. Não sei para onde vai todo este dinheiro, para o imigrante é que não é! Hoje, diz ter dado a volta por cima e anuncia aos quatro ventos que aprendeu a administrar suas dividas e seu dinheiro.
Para finalizar este tema, acho que todo o trabalhador faz jus a um salário condizente e digno com a função. Seja ela qual for. Isso não denigre a imagem de ninguém, muito pelo contrário valoriza o individuo e o valoriza na sua função. Apesar disso tudo, muitos que trabalham com ONGs preferem fazer o jogo do “atestado de pobreza”, usando um carro velho e coisas do tipo. Contradizem-se e muitas vezes deixam escapar algumas informações que provam justamente o contrário, que vida deles não é tão difícil assim como apregoam, como por exemplo: Vão ao Brasil três ou quatro vezes por ano, fazem viagens constantes a outros estados, tem uma carga horária muito flexível e sonham ser políticos de carreira um dia, apesar de sempre negarem o fato.
Um bom exemplo a ser seguido é o de algumas ONGs na região de Framingham, que há muito tempo oferecem serviços dentários e clínicos gratuitos a qualquer um e nem precisa ser um associado. A nossa comunidade brasileira necessita das ONGs, elas precisam melhorar seu desempenho, que é fraco, e falta muita transparência em todas elas. Deveriam publicar em meios de comunicação os seus balanços anuais, prestar contas a comunidade e não esconder nada, pois vivem da comunidade ou não? Para prosperarem, precisam investir os recursos que captam para oferecer serviços aos imigrantes com maior clareza e resultado.
Quanto as minhas preferências, não tenho e aprecio a todos. Sempre publicaremos atividades das ONGs que façam diferença para comunidade, entretanto não faremos propaganda gratuita de engodo. Pelo tempo que tenho na mídia, deu para conhecer todos os “papagaios piratas” da região. Aprendi a separar o joio do trigo. E você aprendeu também?

Paulo Monauer

Saturday, August 15, 2009

Nossa comunidade brasileira em Massachusetts

Nunca tivemos tantos eventos, em um curto período de tempo, como tem acontecido na nossa comunidade nos últimos meses. A divulgação desses eventos tem sido irrepreensível, sejam estes shows, atividades evangélicas, astros do nosso tão amado futebol e estrelas da nossa teledramaturgia, etc,. Nossa qualidade de informação, de uma maneira geral, tem progredido a passos largos. O brasileiro que vive em Massachusetts não pode mais reclamar da falta de informações ou da falta de conhecimento sobre fatos importantes ocorridos na nossa comunidade. Os brasileiros “desinformados” o são por escolha própria, pois muitos deles não tem o desejo de manter suas raízes, sua origem e até preferem viver a margem da nossa comunidade. Preferem viver como americanos, abandonando seus costumes, tradições e até o seu povo.
As igrejas brasileiras prosperam, também lojas, programas de radio, programas de televisão locais, jornais, médicos, advogados, dentistas, seguradoras, corretores, ONGs, agências de viajem e lojas de remessas de dinheiro, etc,. Infelizmente, igualmente “prospera” uma grande quantidade de picaretas oportunistas, que assim como o joio e o trigo, estão mesclados e agem no comércio brasileiro ou diretamente no seio da comunidade. Muitos deles são velhos conhecidos, o que os impede e os inibe de certa forma, mas ainda assim, temos que conviver com sua presença.
Crescemos e muito e isso é um fato incontestável! Se não crescemos em números, mantendo-nos aproximadamente na casa 300 mil aqui no estado, crescemos em informação, em volume de negócios, em participação popular e aos poucos vamos ganhando espaço com os nossos anfitriões americanos. Com muito mais freqüência, os americanos tem se mostrado interessados por nossa comunidade. Muitas empresas americanas investem milhões e milhões em mídia, direcionada exclusivamente aos brasileiros.
O que será que aconteceu? Ou o que está acontecendo? É simples: estamos crescendo como um povo imigrante, em cultura e ganhando espaço financeiro. Inúmeros brasileiros que vivem em Massachusetts ganham rios de dinheiro somente atendendo o povo brasileiro que vive na região. Tem muitos comerciantes que passam um mês inteiro sem atender a americanos, apenas vendendo e negociando com brasileiros. Com todos os avanços e progressos ainda tem líder comunitário, que em programa de rádio local, incentiva os brasileiros a irem embora. Afirmam que no Brasil as coisas estão mais fáceis e que agora os sonhos estão se tornado realidade, só que desta vez, lá no nosso Brasil.
Tenho ido ao Brasil e realmente as coisas por lá estão melhores, entretanto está muito longe da realidade do Brasil se tornar como a da América. O país está melhor sim, mas em se comparando com a vida na América, apesar das dificuldades, os brasileiros aqui ainda tem mais chances de ter uma vida financeira estável e mais poder de compra.
Com o passar dos anos, a nossa comunidade se tornou mais coesa e unida, apesar de muitos pregarem o contrário. Triunfar é inevitável para aqueles que acreditam, trabalham arduamente e querem progredir. Já não precisamos de desbravadores ou bandeirantes, nosso espaço já foi conquistado. Estamos no caminho certo e o sucesso da comunidade está se tornando cada vez mais palpável. Não existem mais possibilidades de retrocessos. Tudo o que precisamos fazer é seguir o curso, com ou sem documentos.

Texto e foto: Paulo Monauer

Friday, August 14, 2009

Deborah Secco esbanja simpatia em Boston e encanta a todos








Esta semana, Boston recebeu um dos rostos mais famosos da teledramaturgia brasileira, a jovem atriz Deborah Seco, que veio a convite da Produtora Intermídia e o site O Favorito. A atriz global veio a trabalho: filmou comerciais para a TV e foi a responsável pelo workshop realizado no Holliday Inn, em Somerville, sábado dia 8.
O Workshop de Teatro, TV e Cinema abordou temas como a arte de atuar, a inspiração necessária para se interpretar verdadeiramente um papel e a dificuldade de fazer o expectador sentir cada emoção escrita no roteiro, através do corpo e da voz do ator. O evento contou com cerca de setenta pessoas e foi feito num clima bastante descontraído, o que impressionou as pessoas que participaram. A atriz esbanjou simpatia, carisma e se mostrou bastante acessível. Humildade é uma palavra que define o comportamento da atriz no workshop e foi essa a impressão que marcou a todos que participaram.
Casada há pouco mais de um mês com o jogador de futebol Roger Flores, ex de Adriane Galisteu, não quis falar muito sobre a vida de recém casada. A atriz confessa que é uma “workalolic” e é completamente apaixonada por aquilo que escolheu por profissão.
A atriz participou de uma entrevista coletiva para toda a imprensa brasileira, no Café Belô. Deborah não se mostrou afetada pelo sucesso e foi muito requisitada pelos jornalistas. Respondeu a todos com simpatia e falou um pouco da sua carreira.
A atriz começou cedo, aos 8 anos de idade fazendo comerciais. Desde então, atuou em cerca de 13 novelas e ficou sabendo disto no programa do Faustão e que essa marca é maior do que a sua colega, a atriz Malu Mader. Deborah também trabalhou em mini-séries, seriados sem contar nas inúmeras participações especiais que teve a oportunidade de fazer. Dentre os seus personagens favoritos estão a Íris da novela Laços de Família e a Darlene, onde fez par com a sua amiga a atriz Juliana Paes, na novela Celebridade. No currículo da atriz também consta ter posado para uma famosa revista masculina, a Playboy, em 1999.
Respondendo a minha pergunta sobre qual seu time do coração a estrela global se mostrou dividida. Quando era pequena torcia pelo Fluminense, time dos pais. Para não fugir a tradição de adolescente rebelde, a atriz rompeu relações com o time da família e optou pelo Flamengo. Atualmente o coração da atriz continua dividido, isso porque quando o marido da atriz defendia o Grêmio, a torcida do time a recebeu a tão bem que, se hoje o Flamengo e o Grêmio se enfrentarem a atriz torce por um empate.
E foi assim, distribuindo carisma e simpatia que a atriz Deborah Seco marcou mais uma vez a sua passagem pela cidade de Boston.
Texto e fotos: Paulo Monauer

Monday, August 10, 2009

Rede Record investe pesado no RecNov na Vargem Grande no Rio de Janeiro




















Fiz uma vista oficial em dezembro de 2008 a Central de Produção e o Núcleo de Teledramaturgia da Rede Record e testemunhei a gigante que ela está se transformando a passos largos na teledramaturgia. A recepção e o acompanhamento da visita foram feito pelos Srs. Alexandre Costa, Diretor de Operações, Tarcisio Salles Rodrigues, Diretor Administrativo, Marcos Pimentel, Gerente Geral de Produção Núcleo de Teledramaturgia e Carlos Augusto, Representante da Rede Record em Newark, NJ-USA.
A RecNov, como e chamado a Central de Produção em Vargem Grande, foi comprada em 2005 e em 2006 já começou a funcionar com a sua primeira produção de novela, Prova de Amor. A partir daí começou o império de produções que já conta com oito estúdios A, B, C, D, E, F, G, H em funcionamento e mais quatro em construção a todo vapor. Cinco destes estúdios já construídos contam com 1000m2 de área. Todos com as mais modernas tecnologias de gravação, iluminação e pós-produção que é distribuída para o mercado internacional. Depois de concluída as construções dos outros quatro estúdios em obras a RecNov terá uma capacidade muito maior de produção em estúdios do que o Projac da Rede Globo. A RecNov conta com uma área com 200mil m2, e desta tem 131mil m2 de área construída. Um grande centro gerador de empregos, arte, lazer e entretenimento.
Tarcisio Salles Rodrigues, Diretor Administrativo relata que existem 2mil funcionários diretos e amais de 1600 colaboradores terceirizados, que circulam diariamente nas suas dependências na Vargem Grande/RJ onde ficam concentradas todas as etapas e planejamento das produções de novelas e series especiais (Os Mutantes, Chamas da Vida, Lei e o Crime e mais Vendetta e Betty e a Feia, próximas novelas que na época já tinham começado as gravações que estão indo ar agora) que estão conquistando o Brasil e o mundo. Indiscutivelmente todos que acompanham e vivem o dia a dia da Record reconhecem que o crescimento da Rede em novelas vem se dando muito rápido com muito trabalho, investimento e qualidade, e que o lema é crescer, crescer e crescer muito, muito mais.
A Rede Record foi a emissora que mais cresceu no Brasil em 2008, tanto em índices de audiência como na participação do mercado. Resultado de investimentos da mais alta tecnologia, mas também de toda a dedicação do talento do que diz ser o seu maior patrimônio, os profissionais empenhados na produção e realizações das novelas e programações que estão mudando a historia da televisão brasileira. Alexandre Costa, Diretor de Operações disse: “Não queremos parar por aqui, por que acreditamos ter a responsabilidade e o compromisso de levar este trabalho cada vez mais adiante e para isso afirmo que estamos preparados”. Agora para a chegada da TV Digital a rede Record fez fortes investimentos na área técnica. Conta com índices de audiência que não param de crescer a cada dia. “O sucesso que vem dando certo é o de pensar sempre no telespectador como prioridade e oferecer um produto de alta qualidade”, diz Marcos Pimentel, Gerente de Núcleo e Teledramaturgia.
Nos USA a Rede Record Internacional de acordo com Carlos Augusto, Representante de vendas de Newark, está pronta para deslanchar em 2009. Com a grade de programação que a Rede Record esta oferecendo junto com qualidade e nível nas suas produções, acredita que na érea de assinantes a rede vai pode dobrar seus números. E na área comercial especialmente em Massachusetts com os pacotes super acessíveis e com o retorno cada vez maior para os anunciantes acredita que o produto Record de Televisão vai superar todas as suas expectativas de resultados nesta área.

Curiosidades do complexo Recnov da Rede Record:

• São oito estúdios em funcionamento e mais quatro em construção, cada um com sua estrutura separada de copa, serviço de cenário, salas de maquiagem, figurinistas e atelier de costura, etc.
• Cenas externas diárias de rua movimentam mais de 120 carros por dia
• Figurantes são mais de 400 por dia contratados através de agencias
• Os Mutantes 90% das roupas usadas na produção são feitas por três contramestres, três alfaiates e nove costureiras
• Numero de pessoas que circulam pelas dependias do complexo por dia hoje mais de 3.600
• Produtos a partir de janeiro 2009 – 5 novelas e uma Serie que serão trabalhados simultaneamente
• A Serie Lei e o Crime que estreou em dezembro têm um custo operacional por capitulo de $500 mil reais e para dar ares de filme a Serie e utilizada uma câmera Vipper de alta resolução

O RecNov (Record Novelas) é a central produtora de telenovelas da Rede Record. É no complexo que são gravadas as novelas da rede.
A primeira cena gravada nos novos estúdios foi da novela Prova de Amor.

História:

Seus estúdios foram comprados de seu antigo dono, o humorista Renato Aragão, em 10 de março de 2005. Era neles que Renato produzia seus filmes.
Seu nome foi mudado então para RecNov e fica no bairro de Vargem Grande, no Rio de Janeiro, onde até então possuia apenas três estudios.
Foi feito um investimento de mais de R$ 60 milhões em infraestrutura e tecnologia. A área da RecNov passou de 40 mil m² para 200 mil m². Os três antigos estúdios foram totalmente reformados e equipados, dois deles possuem 1.120 m², um com 400 m².
Foram somados a esses mais três estúdios, cada um com 1.000 m², juntamente com um prédio que abriga as áreas administrativas e camarins, dois galpões com 2.500 m² cada, a Fábrica de Cenários e o depósito de cenários.
Em 2007, a Record concluiu a obra de mais duas instalações, totalizando oito estúdios de uso exclusivo para a produção de novelas.
Em 2008 A Record investiu R$ 200 milhões na ampliação de sua central de estúdios no Rio, o RECNOV, apesar da crise financeira global. Já conta com mais 2 (dois) novos estúdios de 1.000 m2 cada e uma central de pós-produção (finalização e efeitos especiais).
O RECNOV, sua central de produção, já tem 5 (cinco) estúdios desse porte, mas são insuficientes para a demanda. A versão brasileira de “Rebelde” começará a ser gravada em um estúdio alugado.
A emissora também está construindo neste ano 2009 um prédio administrativo, com 5.400 m2, e uma fábrica de cenários e reciclagem de materiais com 20 mil m2. O RecNov também ganhará praças com quiosques e laguinhos, um centro de convivência com restaurantes, biblioteca, academia e auditório, uma portaria exclusiva para atores e uma estufa para cultura de plantas, além de estacionamento para 800 carros.
Em novembro de 2008, a Record comprou mais 81.000 metros quadrados de área para o RecNov. Agora, serão 280.000 metros quadrados de estúdios e cidades cenográficas.
São mais de mil profissionais trabalhando a todo o vapor entre cenários, sala de maquiagem, figurino, guarda-roupas, produção de elenco, cinegrafistas, entre outros.
Texto e fotos: Paulo Monauer

Sunday, August 9, 2009

Desagradável aroma gastronômico!

Esta semana, como de costume fui tomar café, almoçar e jantar por ai, como costumo fazer sempre. Até por que há muito tempo não costumo fazer minhas refeições em casa. Morar sozinho tem suas vantagens e desvantagens, mas isso e assunto para outro dia. Têm tantos restaurantes, padarias, lanchonetes brasileiras em Boston e arredores, que boas opções para matar a saudade de uma gostosa comida brasileira, bolos, tortas, etc., não faltam. Mas apesar de tantas opções verdes amarelo, eu não abro mão de curtir um bom ambiente americano seguidamente. Tem uma coisa que definitivamente que não consigo conceber em alguns restaurantes brasileiros. O cheiro de comida, óleo que entranha no cabelo, (falo em nome das mulheres, e de quem tem, até por que os meus estão em retirada há alguns anos), roupas, pele, etc. Onde esta a exaustão do ambiente? Na grande maioria não existe. Quando você sai do restaurante necessariamente você precisa tomar um banho e trocar de roupa, o cheiro de comida que você leva junto para casa ou carro, e horrível. Na grande maioria das vezes a comida e boa, o ambiente sempre com raras exceções e muito apertado, todo mundo fica meio empilhado, as mesas são tão perto umas das outras, quase juntas, quando não interligadas uma a outra. Onde fica a tua, a minha, a nossa privacidade? Que prazer alguém pode sentir, quando se desloca para um restaurante buscando um lugar agradável, gostoso, com boa comida, junto com a família ou a namorada, ou com amigos e sai fedendo a óleo e comida? Quase sempre nos temos que nos servir o famoso “PF” a quilo, apesar de ter muitos restaurantes com cardápio e opções diferentes. Do nada o “churrasco” virou marca registrada (do Rio Grande do Sul para o mundo), quase todos restaurantes tem, a pesar que pessoalmente às vezes ache plenamente dispensável o churrasco. Outro dia, me deparei com um destes muitos assadores de plantão em um restaurante em Framingham, apesar de ter muitos bons churrasqueiros e com alta qualidade profissional. Mas este especificamente usa óleo para fazer churrasco. Gaúcho que sou comer um churrasco sem ser feito somente com sal grosso, tem qualquer outro nome, mas nunca poderia ser chamado de churrasco. Os restaurantes brasileiros pegaram tanto, que tem hispano dono de restaurante em Somerville, com funcionários somente formados por brasileiros, serve somente comida brasileira e com nome de “gauchão”. Apesar de existirem algumas, ainda faltam muito mais opções que possam respeitar o poder de consumo de nos brasileiros de New England. Definitivamente tudo é aceitável, falta de espaço, assador de carne a base de óleo, hispano dono de restaurante brasileiro com nome do sul, etc. Mas sair com a fragrância de óleo e comida, no cabelo, na roupa, pele, e demais. É, mas apesar de tudo, os restaurantes brasileiros continuam cheios e em plena expansão. Acredite! Se não acredita, confirme. Afinal tem um restaurante em cada esquina.

Texto e foto: Paulo Monauer