Wednesday, July 14, 2010

Diplomata também é cara de pau!

Foi só escrever uma materia e provar que nada mudou no consulado de Boston, trazendo a tona o tema de que a diplomacia refloresce com ares de que nada esta acontecendo ou aconteceu dentro daquela repartição publica. Tipo aquela coisa – “O mundo gira em volta do meu ser”. O pior é que tem gente para tudo, inclusive para abrir espaço para estes tipos que vivem em outro planeta e viram as costas para ajudar a comunidade. O que uma passagem de avião com uns 3 dias de estadia paga no Rio de Janeiro não compra com alguns “supostos lideres e guardiões da comunidade”, “os formadores de opinião”, “os vendedores de imagem que tudo vai bem em Sião e Sião prospera”. E tanta cara de pau, que eu nem consigo acreditar. Mas fazer o que! O leitor sabe julgar, não é omisso e sofre na carne cada vez que precisa de um documento no consulado.

Vem ai um novo cônsul, que precisa ser respeitado. Cabe falar e relembrar que o respeito ao próximo termina onde começa o do outro. É uma situação bilateral e precisamos dar um tempo para ele arrumar a casa que esta uma zorra. Apesar de que após 11 meses de espera, a administração anterior (Chefe Mario Saade) não obteve progressos para melhorar o serviço, ou melhor, nada foi feito que alcançasse ou acalmasse o “cliente do consulado” que continua sendo maltratado e mal atendido. Ele é obrigado a entrar em uma fila de espera de 4 meses para obter um documento ou pagar uma taxa extra para os despachantes e o mais grave com eles o tempo de espera é só de duas semanas. O pior e ter que ouvir do Chefe da Casa Consular que a culpa é da comunidade pelo longo tempo de espera.

O novo cônsul chega com alguns desafios que ganhou de graça como herança após mais de 3 anos de uma administração desastrosa do embaixador Mario Saade, são alguns deles:

-Passaportes – após mais de 11 meses de funcionamento do agendamento eletrônico, Boston tem um tempo de espera recorde no mundo diplomático brasileiro, mais de 4 meses.

-Agendamento eletrônico com hora marcada – Nunca funcio¬nou só no e-mail como resposta.

-Ficha por ordem de chegada – Se você tem hora marcada isto é totalmente desnecessário

-Falta de uso do equipamento de trabalho disponível – As maquinas fotográficas nunca foram usadas.

-Não usar como desculpa o prédio - para não acomodar com dignidade a comunidade com cadeiras confortáveis, ar condicionado, água disponível a todos.

-Resolver o problema das carteiras consulares – fazer 5 ou 6 por dia e um absurdo.

- Ter a hombridade de nunca usar como desculpa para justificar problemas administrativos locais alegando que o sistema saiu do ar em Brasília.

- Nunca argumentar falta de dinheiro – O consulado tem um orçamento anual de mais 5 milhões de dólares. Destes mais de 70% e para pagar salários da Chefia Consular.

-Dar uma nova estrutura no site do consulado que é arcaico, sem esquecer-se de manter as datas de atualização do site que Mario Saade nunca colocou.

-Não manter vínculos de privilégios no site, aceitando cadastrar um profissional liberal e outro não, dando a ideia de cartel.

-Não dar prioridade para este ou aquele órgão de imprensa tratar todos iguais sem privilégios.

-Não ter funcionários de outros países trabalhando no consula¬do, mesmo que sejam de empresas terceirizadas.

-Atender ao telefone, tanto o de emergência como o convencional – Estes serviços nunca funcionaram.

- Fazer consulados itinerantes – Coisa que Mario Saade detestava. Fez dois em toda a sua administração.

-Acabar com os privilégios dos despachantes - entregarem o passaporte em duas semanas, enquanto que se alguma pessoa for direto ao consulado vai esperar 4 meses. Isto não é cartel? Porque esta diferença de tempo em um órgão oficial do governo e um prestador de serviço intermediário? Para o cliente (comunidade) pagar mais caro pelo serviço?

-Incentivar a comunidade brasileira de MA a buscar os serviços consulares em Boston e não em CT, afinal moramos aqui e não em CT.

-Promover e patrocinar eventos culturais de nível como o consulado de Atlanta esta fazendo agora o “Brazilian Day de Atlanta”.

-Nunca devolver o dinheiro destinado aos presos que normalmente é usado para compra de presentes e cartões telefônicos no Natal. Mario Saade devolveu em dezembro 2009, por pura maldade!! Saade com uma voz mansa de cordeiro deixou nossos irmãos presos a ver navios no natal.

-Designar alguém que realmente de assistência os presos pe-riodicamente.

Tudo isto é só uma palhinha das atrocidades que Saade deixa para o novo Embaixador!

Definitivamente, em um primeiro plano, o Consulado de Boston hoje precisa de um administrador e não de um diplomata.

Paulo Monauer