Tuesday, November 7, 2017

Margareth Shepard é a primeira brasileira eleita nos EUA por voto popular

Ela conquistou uma cadeira de vereadora através do voto popular, nesta última terça-feira 7 de novembro de 2017, na cidade mais brasileira dos EUA, Framingham em MA.
  

            Margareth venceu na disputa popular para vereadora com uma vantagem de 133 votos sobre a sua concorrente. Na verdade o total de 587 votos colocaram a Margareth no posto de vereadora da cidade de Framingham por um mandato de dois anos. Parece pouco, afinal são somente 587 votos de uma cidade de mais de 60 mil habitantes, mas como os votos são por zona este numero de 587 é muito relevante e é um fato histórico. Entretanto Framingham teve a sua primeira eleição para prefeito e vereadores da sua vida, antes era um ‘Town’ não uma cidade, que tinha em seu comando um administrador contratado, que se por ventura fosse ruim, podia ser demito a qualquer momento. Isso jamais vai acontecer com Yvonne Spicer que historicamente também se elegeu a primeira prefeita da cidade de Framingham nesta última terça-feira, 7 de novembro.

            Margareth Shepard, filha do seu Manuel, é antiga moradora de Framingham e bem conhecida na comunidade brasileira, sempre esteve envolvida em alguma atuação política, mas seu verdadeiro teste começa agora a partir da sua posse até o final deste mandato de 2 anos, quando ela com certeza vai ser candidata a reeleição. Ela é primeira brasileira eleita para um cargo publico nos EUA, por voto direto.

            Pablo Maia, brasileiro também foi candidato a vereador por Framingham, teve 1583 votos, mas não foi suficiente na zona que concorria, precisa de no mínimo 6 mil votos, não levou, perdeu.

Framingham tem mais de 60 mil habitantes, destes 40.162 estão registrados para votar, porém somente destes 15731 foram as urnas, ou seja, 39% dos votantes. Isso prova que os americanos não curtem votar e não chegados a uma política, a política aqui nos EUA se decide pela minoria que vota. Isso é um fato seja qual for a eleição, vereador, prefeito, deputado, senador ou presidente do país.

            Na cidade de Everett também tivemos dois brasileiros concorrendo ao cargo público de vereador, Stephanie Martins que por muitos era contada como certa sua vitória, bateu na trave e perdeu a eleição.

            Marconi Almeida, funcionário da Procuradoria Pública de MA, concorreu ao cargo de vereador também pela cidade de Everett, porém seu oponente morreu durante a campanha e ele ficou sozinho para faturar a cadeira de vereador da cidade de Everett, uma barbada, porém precisava no mínimo de 20% do total de votos da cidade para se eleger, não levou, e conseguiu uma vitória épica, perder para ele mesmo.

            Em Boston deu o que tinha que dar Marty Walsh se reelegeu com ampla vantagem sobre o seu concorrente e continua no comando da cidade, seguindo os passos do inesquecível Prefeito Menino. Walsh tem tudo para se perpetuar na cadeira de prefeito como Menino, mas o tempo vai provar isso.

Semana de eleição em Boston! A mesmice da política local na nossa comunidade.


                Estamos em uma fase aqui em Boston de que não queremos mais as mesmas coisas, as mesmas pessoas, os mesmo líderes locais da comunidade, não queremos insistir na mesmice, sem resultados maiores. Tem ONGs brasileiras demais em Boston, no passado elas eram salvadoras da pátria, se diziam o único caminho para os brasileiros obterem ajuda. Enquanto elas ajudavam alguns brasileiros, se aproveitavam do fato ‘ajuda’ e buscavam e buscam até hoje fortunas em “Grants” doações de terceiros (grandes empresas, governo, etc.), sem o compromisso de devolução deste dinheiro, e usam a comunidade como motivo de que precisam verbas, dizem que nossa comunidade é carente, etc. O papel aceita tudo, e tem muita gente neste ramo faturando alto, muito alto, e vendem uma idéia de pobreza e dificuldade, porém nunca abrem suas contas para mostrar os seus balanços, salvo o MAPS que é um ‘oásis bom, limpo, claro e transparente’ neste mundo das ONGs aqui em Boston. Há pouco tempo atrás fiz uma matéria onde uma executiva de uma ONG local antiga em Boston, fez em um ano mais de 12 viagens, nacionais e internacionais, incluindo idas para o Brasil, Salvador, Rio de Janeiro, Paris, etc. Como uma executiva de ONG tem tanto dinheiro e tempo disponível para fazer mais de 12 viagens ao ano, com inúmeras fotos nas redes sociais. Como explicar? Ganha muito, ou tem tempo de sobra para usufruir das doações que recebe na ONG, ou o seu salário e tão bom, e não necessita trabalhar muito. E a comunidade como fica? E a ONG como fica? Se engana quem quiser, mas tem coisas difíceis de engolir. E tem gente que idolatra este tipo de gente. Outro dia vi uma propaganda desta mesma ONG, ela estava comemorando uma doação de $100 ou $150 mil dólares que recebeu de uma único doador de Grants. Ual! Vamos viajar?

                Nossa comunidade tem vários ativistas locais, que se dizem pessoas preocupadas com a comunidade. Balela a grande maioria destas personalidades chamadas de ativistas (poucos se salvam), não saem do seu casulo, não conhecem a comunidade, não andam no meio da comunidade mensalmente, semanalmente, e muito menos diariamente e se dizem profundo conhecedores da comunidade brasileira. Tem personalidades que viraram ícones na comunidade, figurões sem nenhum resultado prático.

                Tem alguns que porque trabalham para americanos, como na prefeitura de Boston, Procuradoria do Estado, ou escreveram um livro ou dois sobre perfil da comunidade se acham grandes e intocáveis. Todos usaram a comunidade como amuleto para chegar a este patamar. Já escrevi contando a história de como um homem de Boston que tinhas uns rascunhos que chamava de pesquisa, e teve seu primeiro livro publicado no Press Ward, na Flórida. Um livro que a gente lá no sul chama carinhosamente que foi feito ‘nas coxas’, redigido e impresso ‘nas coxas’, e o livro pegou, por que nem todo mundo conhece a verdade dos fatos. Tem outros ativistas, que ciscam, ciscam e não vão a lugar nenhum, querem os holofotes, até ai tudo normal. O que esperar desta gente?

                Há alguns anos atrás uma pessoa que se diz influente na política de Boston, deu uma palestrar para meia dúzia de gatos pingados da comunidade brasileira, e eu estava lá. A palestra é era para ensinar como se consegue ganhar a simpatia de um político para nossas causas da comunidade em Boston. Resumindo o palestrante disse o seguinte: Leva um cheque para o político, e uma lista de reivindicações da comunidade, e diz; ‘Doamos este dinheiro para o senhor (candidato,  e não adianta chegar com mixaria, tem que ser de $30 mil para cima), se o senhor se comprometer em atender nossas reivindicações da comunidade se for eleito. E ele enfatizou, o palestrante: ‘Este é único caminho para nossa comunidade na política’. Achei um absurdo! Ele queria que comprássemos o comprometimento do político, e disse que é assim que a política funciona aqui em Boston. Isso quer dizer que se tivermos $1milhão de dólares para colocar em um candidato vamos ter tudo dele. Eu acho que o Brasil não saiu do corpo do palestrante! Tendo eu mais de 17 anos em Boston, destes 15 ‘estando como jornalista’ não vi está técnica funcionar.   

                Resumindo, esta gente brasileira que entende de política aqui em Boston diz que os Democratas são o melhor partido para os imigrantes. Eles brasileiros influentes de Boston se grudam com os candidatos Democratas, e dizem ter influencia na comunidade e vão introduzi-los os americanos na comunidade brasileira para que eles apóiem este candidato e com isso vão ganhar vantagens pessoais ou para suas ONGs depois de o candidato se for eleito. Olha Massachusetts há mais de 15 anos tem mais de 90% dos políticos estaduais, senadores e deputados, todos Democratas. Eles podem aprovam o que quiserem. Os políticos eleitos Republicanos na ativa em Massachusetts representam menos de 10% da casa. Olha, os democratas de Boston nunca fizeram nada pelos imigrantes indocumentados, até hoje os indocumentados não podem dirigir em Massachusetts e em mais de 10 estados dos EUA isso é possível hoje. Logo podemos definir que nossas ONGs, nossos ativistas nada fazem de funcional para nossa comunidade, se temos alguns privilégios governamentais não foram eles (brasileiros influentes) que conseguiram, mas sim as outras comunidades de imigrantes que conseguiram, e nos entramos de carona nesta história, nunca protagonistas de conquistas políticas locais.

                Olha, hoje estão aparecendo novas personagens políticas na nossa comunidade, muitas delas concorrem em cargos públicos como vereador e prefeito em algumas cidades.

                Vamos abandonar esta turma do passado que se diz protagonista em prol da comunidade e vamos apoiar esta gente nova que esta chegando, por que se continuarmos a insistir com estas ONGs e ativistas do passado daqui há 20 anos vamos estar no mesmo lugar de hoje, ou seja, em lugar nenhum em Massachusetts e vamos continuar pegando carona em outras etnias ilegais para termos algumas poucas vantagens para a nossa população brasileira ilegal de Boston.