Monday, August 23, 2010

Paulo Monauer, frente a frente com o Cônsul Geral de Hartford CT

O Cônsul-Geral Ronaldo Edgar Dunlop, Cônsul-Geral Adjunto Nestor Foster Jr. e Paulo Monauer.
Cônsul-Geral Ronaldo Edgar Dulop - Foto Paulo Moanuer
O Consulado de Hartford apesar de seu pouco tempo de prestação de serviço em CT, desde seu inicio em 11 de janeiro de 2010, tem arrancado suspiros e inúmeros elogios de todos os brasileiros que se dirigem aquela repartição pública, independente se são de CT, MA, ME. O diferencial em todos os aspectos é tanto comparado com o tratamento que estamos acostumados a receber do consulado de Boston, que chegamos a imaginar que era coisa de um primeiro momento somente, afinal "vasoura nova varre bem” como diz o ditado popular. Entretanto já se passaram quase 10 meses desde a sua inauguração e nossa redação não cessa de receber e-mails constantemente “rasgando elogios” a este órgão público. Nós do JS sentimos a necessidade de trazer a informação para aos nossos leitores de qual o milagre que se pratica em CT, uma vez que não temos a mesma qualidade em Boston. Também constatamos que inúmeros residentes de Boston preferem simplesmente esquecer que existe um consulado em Boston e se dirigem diretamente ao consulado de Hartford. Que motivação é esta em nosso meio em Massachusetts afinal Hartford fica à uma hora e meia de Boston. Atrás destas e muitas outras explicações nos dirigimos a Hartford. Veja na integra a entrevista com o Cônsul Dunlop e Cônsul Adjunto Forster Jr.
Cônsul-Geral Adjunto Nestor Foster Jr. - Foto Paulo Monauer
PM – Quando foi inaugurado o consulado de Hartford?
O consulado foi inaugurado em 11 de janeiro de 2010, inaugurado eu digo aberto ao público para atendimento. Nós chegamos antes, na verdade no final de agosto, inicio de setembro de 2009. Não tínhamos nada. Não tínhamos lugar para funcionar, não tínhamos funcionários, tivemos que realizar todo o processo de ponta a ponta. Este espaço que nós ocupamos hoje era anteriormente ocupado pelo Bank of America. Organizamos a casa, contratamos os funcionários e demos um treinamento para eles de duas semanas, instalamos os equipamentos, compramos os moveis e tudo mais, fizemos tudo em praticamente em três meses e abrirmos as portas já operando com o sistema novo eletrônico integrado ligado diretamente a Brasília. E hoje estamos ai trabalhando.

PM – Quantos funcionários tem o consulado?
Hoje temos 8 funcionários administrativos, 3 de apoio e 3diplomatas e mais 5 de chancelaria, no total 19 funcionários.

PM- Quantos funcionários o consulado tem designado para visitar os presídios em CT?
Temos um oficial de chancelaria e o vice-cônsul que cuidam desta área. Os dois visitam os presos e cuidam desta área. A periodicidade é à medida que somos solicitados e que temos a informação de que alguém está preso. Agora também fomos autorizados a fazer um acordo com escritório de advocacia, nos representará o que nós achamos muito importante. Ele vai nos dar apoio jurídico, para acionar o advogado que o Estado põe a disposição das pessoas presas, para fazer uma pressão a favor do brasileiro que está preso. Coisa que já é feita pelos consulados de Washington e Miami. Também temos uma advogada brasileira que esta fazendo mestrado nos USA que faz um serviço voluntário no consulado uma vez por semana nada oficial, mas muito esclarecedor para quem precisa de alguma informação jurídica.

PM – O Senhor tem alguma ideia de quantos brasileiros presos tem o estado de CT?
Não tem muitos não. O numero não é muito oficial, mas é uma coisa entre 30 e 40 presos. Mas destes não temos nenhum com casos ligados a imigração. Todos estes ou estão cumprindo pena aqui ou aguardando julgamento.

PM – O consulado tem verbas destinadas para ajudar os presos? Sejam natalinas ou não?
Nós temos recursos muito limitados, não natalinos. Uma verba especifica para pequenos auxílios de assistência consular do Itamaraty. Nós distribuímos isso com bastante parcimônia, para quem realmente precisa de uma ajuda financeira enquanto preso, no caso no máximo $30 ou $40 ao mês ou aquele caso do cidadão que foi deportado e mora no interior do Brasil. Ele vai voltar ao Brasil, desembarcar em um grande aeroporto e precisa de outra condução para chegar a sua casa, e não tem dinheiro nenhum, para este compatriota nos damos algum dinheiro para se alimentar na viagem e pagar outro transporte até chegar a sua casa. E por ai que usamos esta verba, com muito critério. Quanto ao natal ainda não passamos nenhum ainda aqui nesta região. Mas não somos favoráveis a dar cartões telefônicos para os presos, até pelas dificuldades que enfrentam para falar com familiares no Brasil e até mesmo dentro dos USA. Mas o que fazemos de rotina é uma ponte de comunicação com a família no Brasil. E o que é rotineiro para nós antes de visitar o preso é ligamos para família no Brasil para levar notícias frescas dos familiares. No nosso estado aqui não temos um centro de detenção de imigração. Os presos por motivos de imigração normalmente são transferidos para Boston. O que nos já temos é um entendimento com a imigração, a partir do momento que são presos pela imigração nos somos avisado e imediatamente já fornecemos
um documento de liberação de viajem, ou seja, para retornar ao Brasil. Caso seja liberado para voltar ao Brasil ele não necessita ficar esperando por falta deste documento.

PM– Tem um telefone no consulado 24hs para emergências?
Sim temos 860.471.0791. Entretanto ele só serve para atendermos pessoas da nossa jurisdição, de CT. NÃO ATENDEMOS EMERGÊNCIAS DE BOSTON. Ai as pessoas necessitam ligar para o telefone de
emergência do consulado de BOSTON. O que é considerado emergência: Acidente, morte e prisão. Contudo nem toda a prisão é uma emergência. Pode ser que seja ou pode ser que não seja.

PM – O senhor falou que a maior concentração de brasileiros no estado está em Bridgeport e Denbury. O que levou o senhor ou o Itamary a abrir o consulado aqui em Hartford?
Uma das razões por que aqui e capital do estado e também por que nos já prevíamos que poderíamos aliviar os consulados mais tradicionais de NY e o de Boston. Hartford fica bem no meio dos dois.
Foto-Paulo Monauer
PM – O senhor falou que a maior concentração de brasileiros no estado está em Bridgeport e Denbury. O que levou o senhor ou o Itamary a abrir o consulado aqui em Hartford?
Uma razão por que aqui e capital do estado e também por que nos já prevíamos que poderíamos aliviar os consulados mais tradicionais de NY e o de Boston. Hartford fica bem no meio dos dois.

PM- O que Senhor acha da população de Massachusetts vir buscar um atendimento aqui?
Risos... Não foi uma surpresa por que nós já esperávamos isso, mas confesso não com esta intensidade, como está acontecendo. Mas enfim atender é um dever nosso. Todo o brasileiro que nos procura pessoalmente tem esta prioridade, mas é claro que nos temos limites e por isso procuramos estimular o agendamento que facilita o nosso trabalho interno. Atendemos todas as pessoas, principalmente da jurisdição de Boston. Vem gente de todo lugar aqui até de NH e Maine.

PM- O sistema integrado com Brasília é novo. Sair fora do ar é normal? Isso é rotineiro? Até onde isso atrapalha a rotina de atendimento ou a emissão de qualquer documento?
O sistema integrado teve varias versões e está em continuo aperfeiçoamento. Desde que começamos a funcionar aqui já estamos usando como todos os outros consulados uma versão mais nova do sistema. Nos nunca tivemos uma queda no sistema. Para não mentir nós só tivemos um dia onde houve uma pane em no sistema de chaves de força do Governo Federal ela caiu e ai tudo parou não só sistema.

PM – No período de janeiro até agora teve uma queda só?
Mas não foi o sistema foi uma queda geral em Brasília. Tivemos uma única vez um pouco de lentidão no sistema do Serpro. Mas é muito raro, e não atrapalha e nunca atrapalhou a emissão de qualquer documento. Onera, mas o que podemos fazer para acelerarmos o processo, nós fazemos. Coletar os documentos, etc., e se for caso até mandamos a pessoa embora e enviamos o documento pelo correio.

PM – Quantos passaportes são emitidos por dia aqui no consulado?
De 70 a 80 por dia. Uma media de 2.000 por mês.

PM- Quais alternativas param se tirar o passaporte aqui?
Nos só podemos fazer passaporte aqui se a pessoa vem pessoalmente, quando ela não mora em nossa jurisdição que é CT, RI. Se ela mora em nossa jurisdição ela pode mandar tudo pelo correio e nos entregamos para ela pelo correio. O pessoal de Massachusetts NÃO PODE ENVIAR NADA PELO CORREIO para o consulado de Hartford, não vai ser atendido. Quando a pessoa faz o agendamento, ela vem com hora marcada e é atendido no horário marcado. Ou você pode vir aleatoriamente e esperar para ser atendido. Nós alertamos a pessoa que vem sem hora marcada que haverá um tempo de espera, para não criar nenhuma frustração. Se for o caso até informamos que ela por ir fazer um lanche ou coisa assim depois de pegar a ficha vermelha. A preferência é de quem agendou horário, mas todos que se dirigem ao consulado são atendidos e ninguém volta para casa sem ser atendido. Nós enviamos o passaporte pelo correio. O processo leva no máximo 10 dias até ele chegar à residência da pessoa. Também temos um dispositivo de segurança chamado “ativação do passaporte” que quando o cidadão recebe o passaporte pelo correio chega junto uma folhinha com alguns alertas. Para verificar se tudo está correto no seu passaporte, nome, datas, etc. Qualquer erro deve ser informado ao consulado em um prazo menor do que 5 dias. Se existir um erro emitimos um novo passaporte sem custo para a pessoa. Se não ligar consideramos que esta tudo OK e os passaportes são ativados.

Foto- Paulo Monauer
PM- A pessoa pode vir buscar o passaporte ao invés de receber pelo correio? Ou necessariamente todo o passaporte feito aqui retorna para pessoa pelo correio?
Ela pode vir buscar aqui se houver uma emergência justificada. Exemplo: O meu avô esta morrendo e eu preciso viajar e não tenho o passaporte. Ok! Então pedimos um comprovante do fato. Se for apresentado nós podemos entregar este passaporte em 24 ou 48hs.

PM – Qual a percentagem de atendimento sem agendamento?
Entre 40 a 60% vem com agendamento e o resto sem agendamento. Existe uma variável muito grande, de acordo com o dia. Por exemplo, dia de chuva, os pintores não trabalham daí aproveitam para vir ao consulado, coisas assim.

PM- Qual o percentual de pessoas que vocês têm retornado sem prestar o serviço solicitado que não tem agendamento?
Praticamente zero. Nós temos casos aqui raros. Quando o volume de pessoas sem agendamento excede o numero de passaportes que podemos atender nos avisamos: olha esta suspensa à entrega de fichas para atendimento deste documento. Mas isso só aconteceu somente duas ou três vezes neste período todo.

PM - Vocês emitem 70 a 80 passaportes por dia. Qual a capacidade operacional do consulado utilizada hoje?
Estamos chegando perto dos 100%.

PM-Vocês estão planejando alguma expansão? Aumentar número de funcionários, um novo local, etc.?
Nós estamos bem instalados aqui. Qualquer mudança ou aumento de numero de funcionários precisa de uma negociação com a secretaria de estado lá em Brasília. Por enquanto ainda não, mas houver a necessidade nós faremos.

PM- Só uma confirmação. O planejamento orçamentário do ano seguinte ao ano de exercício dos consulados são normalmente enviados à Brasília em outubro. É certo isto?
Funciona assim mesmo. Apesar de que aqui tudo ainda está em uma fase de primeiro plano, o consulado é muito novo. Mas realmente é assim, mas nem tudo que pedimos quer dizer que vai ser aprovado por Brasília. Geralmente não se leva o que se pede.

PM – Como vocês já confirmaram todo mês de outubro se envia um planejamento de gastos para o próximo ano. Tem alguma coisa que pode ser acrescentada no orçamento de outubro prevendo uma expansão para próximo ano? Tem alguma estimativa de aumentar o numero de funcionários?
Ainda não, entretanto até lá nos vamos ver isso.

PM- Por que o consulado prefere colocar um funcionário administrativo para atender na frente antes dos do cidadão chegar aos guichês de atendimento?
Nós inventamos a figura da pessoa que faz a triagem. Por que ele otimiza o tempo de todo mundo. Se tiver algo errado na documentação, ou se está tudo certo, a pessoa já vai saber. Se existe alguma duvida poderá ser esclarecida com calma. Quando a pessoa chega ao guichê de atendimento não tem mais nenhum problema e só elaborar o documento. O funcionário administrativo na frente também ajuda nos dois terminais de internet caso a pessoa não preencheu os formulários e precisa fazer aqui.

PM- Vocês hoje são um exemplo de consulado de ponta em New England. Qual o plano para manter a qualidade? Se no próximo ano vocês começarem a receber o dobro de pessoas que recebem hoje? Qual o plano B?
O plano B seria que Boston atendesse melhor a sua demanda, afinal vai passar por reformas e isso é claro aliviaria nossa carga também. Nós temos um limite e quando ele chagar vamos pensar em alternativas. Nós estamos com nosso atendimento estabilizado. Tivemos alguns picos nos meses de julho e agosto por ser um periode de férias. Se houver uma desestabilização vamos tomar as medidas com vista em como atender a demanda.

PM- Quando aumenta a demanda de atendimento, todo mundo em um primeiro momento já pensa que se precisa de mais espaço e mais funcionários, não tem como aperfeiçoar o serviço? Buscar uma maior excelência no atendimento?
Pode-se fazer as duas coisas. O gargalo físico são os oitos guichês, não tem como receber mais documentos se não for por eles. Isto é uma limitação física. Entretanto nós temos como aumentar a sintonia fina dos funcionários. De que forma nós fazemos isso? Com o nosso controle interno. Não necessariamente para aumentar a produção de documentos é necessário aumentar o numero de funcionários.

PM – Ouvimos falar que o Cônsul Dunlop, circula pelo saguão de atendimento no meio do povo. Como um verdadeiro pastor que cuida das suas ovelhas. Por quê? É verdade isso?
Risos...Gosto de conversar com as pessoas, não ficar como uma ‘figura de marfim’, a figura do cônsul deve ser vista. Até ajudo e dou explicações às pessoas. As pessoas costumam elogiar nosso trabalho e nós ficamos muito contentes com isso. As vezes aparece pessoas depois que já terminou a senha vermelha e pedem para serem atendidos. Ai nós avaliamos de onde elas vem se tem crianças pequenas e em alguns casos abrimos exceção o que é normal no atendimento.

PM- Aqui neste consulado vem funcionários temporários enviados por Brasília para trabalhar somente pro trinta dias e depois voltam ao Brasil?
Depois de aberto o consulado nunca tivemos. Um mês antes de abrimos o consulado teve um aqui.

PM– Este funcionário temporário é vocês que solicitam ou Brasília manda aleatoriamente ao comando de vocês?
Nós é que solicitamos. Sempre a luz das nossas necessidades. Se estivermos aqui com muita demanda e precisamos que nos envie um funcionário temporário para cobrir a férias de algum funcionário ou tem alguém doente, quando não temos um substituto. Neste caso é praxe solicitar. Ai nós enviam, mas só sob o nosso comando.

Foto- Paulo Monauer
PM – Eles não saltam de paraquedas aqui, sem solicitação?
Não só sob um pedido especifico do posto. O posto tem que solicitar este funcionário provisório.

PM – Em Boston se usa os codinomes no consulado. Como o Cônsul é chamado de “Chefe”. O brasileiro que vem para ser atendido de “Cliente”. E aqui como é?
Não nunca foi necessário ninguém me chamar de “Chefe”. Nunca nos ocorreu de alguém chamar alguém de cliente.

PM- O “Manual de Serviço Consular Jurídico”, a bíblia branca consular, que esta disponivel para qualquer um ler e conhecer seus direitos dentro de um departamento consular. Na verdade ela norteia e contem todas as diretrizes consulares ela é observada aqui neste consulado?
O manual de serviço norteia todo o serviço consular, não tem como sair disto, traduz o que é a legislação brasileira e o que devemos fazer em cada caso. Imagina se não existe o manual e cada um fosse interpretar a lei a seu bel prazer. Isso não seria serviço publico seria uma esculhambação. O manual é atualizado periodicamente a luz da legislação brasileira.

PM – O manual diz que não precisa de comprovante de residência para tirar o passaporte, mas se alguém exige o comprovante?
O próprio faz manual que faz esta intermediação do que é a lei brasileira. Só quem pode mudar o manual e secretaria de estado em Brasília. O posto não pode mudar o manual.

PM – Pode ou não pode se exigir o comprovante de residência para tirar o passaporte?
A luz do que está no manual de serviço NÃO. Não se pode exigir de ninguém o comprovante de residência para tirar o passaporte.

PM – A foto do presidente, bandeira e brasão é obrigatória estar visível no consulado ou não?
Sim tem que estar sempre visível.

PM – O consulado bate foto de alguma pessoa que não traz a foto para tirar o passaporte?
Tiramos se for o caso, mas o sistema para scanear a foto é muito lento. Por isso aconselhemos todos a já virem com foto pronta. Mas nunca vamos mandar alguém embora quando ele não trouxer a foto, só que para tirar a foto vai atrapalhar muito o andamento do trabalho.

PM – Vocês fazem consulados itinerantes?
Sim, inclusive já e temos dois programados, 9 e 10 de setembro.

PM – Isso atrapalha a demanda interna?
Não. Nem um pouco.

PM – Têm despachantes aqui? O que se vive em Boston hoje com alguns despachantes é uma realidade dura. Alguns estão cobrando até $200 pra tirar um passaporte. Por que lá um passaporte tem uma fila de espera de 4 meses. Eles prometem entregar o passaporte em uma semana. Está se criando uma rede de atravessadores em MA. O correio aqui tem uma deferência ao cidadão que vem ao balcão?
O despachante é um problema universal. Tem em todo lugar. Este pessoal e coisa dupla. A pessoa não quer entrar em fila, não quero se incomodar então paga. O que não pode, e que não se faz aqui é dar tratamento favorecido para despachante. Nós fazemos um volume imenso de documentos pelo correio desde que morem em nossa jurisdição. O correio não tem preferência ao que vem fisicamente no balcão. Nem pode ter.

PM - O site do consulado abriga indicações de advogados ou notários públicos.
Não.

PM – Por que não?
Por que nós aceitamos aqui o reconhecimento de qualquer firma de notário da nossa jurisdição. O governo do estado nos da uma lista de todos os notários e todos estão no nosso banco de dados. Quanto aos advogados nós temos uma lista dos que falam português, mas não colocamos no site.

PM – O Senhor tem alguma informação sobre a chegada do novo Cônsul de Boston?
Eu soube ele estava ontem, 16 em Brasília, foi para conversar, que é uma coisa normal quando se é transferido de uma área para outra. Ele antes de ser Embaixador na Austrália ele foi Cônsul Geral em Londres. Acredito que deva chegar esta semana em Boston.

PM – Qual o maior desafio do seu consulado?
Manter a qualidade do serviço.

PM– Qual o seu maior prazer?
Atender muito bem a nossa comunidade.

Foto- Paulo Monauer
Consulado-Geral do Brasil em Hartford
One Constitution Plaza
Hartford – CT – 06103
860.760.3100
http://hartford.itamaraty.gov.br/pt-br/services_(in_english).xml

Paulo Monauer

Monday, August 16, 2010

O ‘xixi’ e seus inconvenientes na Bahia!

Nesta semana os políticos da Bahia aprovaram uma lei um tanto quanto estranha para os moradores do estado. Poderia acrescentar o sobressalto da nova lei ao povo brasileiro e sem duvida ao mundo. ‘Quem for pego pela polícia urinando em lugar público vai preso e terá que pagar uma multa para ser solto’. Tal medida foi justificada pelos políticos em razão dos altos custos que os ‘xixis’ dos baianos estão causando as obras públicas. Tem viadutos em algumas cidades que estão tendo suas bases danificadas pelo acido da urina do povo. O conserto e manutenção destes viadutos dizem os políticos vai custar uma fortuna para Estado da Bahia. Agregado a tudo isso vêm também à desculpa de que o povo perdeu a vergonha e urina em qualquer lugar. Igualmente alegam que no carnaval o problema fica mais grave e as cidades em geral viram um grande mictório ao ar livre. A lei parece que tem base pelas alegações dos deputados baianos. A população esta dividida sobre o assunto. Os homens baianos: os maiores ‘mijões’ do Brasil, estão inconformados com a punição, eles alegam não terem como segurar suas necessidades fisiológicas.

Diante dos fatos podemos constatar que na Bahia é onde se concentra a população com a maior incontinência urinária do país, se não for do mundo. O problema não se concentra só nos homens, mas muitas mulheres não têm o menor constrangimento em baixar a calcinha em qualquer lugar e fazer o tão famoso ‘xixi’ ao lado de um murinho ou poste que são os lugares prediletos dos necessitados. Afinal quando se está apertado não existe alternativa, não é verdade? O problema é antigo na Bahia e não começou ontem. Já se arrasta há anos, sem uma solução. Agora com esta medida mais dura e constrangedora para os ‘mijões do asfalto’, viadutos, postes ou murinhos, os políticos tem a esperança que a ação policial coíba que o líquido amarelo expelido pelo corpo dos baianos, causem mau cheiro ou danos às obras das vias urbanas do estado.

Está correto ou errado tomar tal medida? No meu ponto de vista está é uma medida tremendamente errada, autoritária e sem precedentes. Explico por que! Tomemos a capital do estado, Salvador como exemplo que tem uma media de 200 banheiros públicos, lembrando que Salvador tem uma população de mais de 3.800.000 habitantes e muitos destes banheiros estão em péssimo estado de conservação, praticamente sem condições de uso. Esta estatística foi dada pelos próprios políticos que criaram a lei do “xixi-cana”. E óbvio que seria mais viável, à administração pública oferecer mais banheiros a população já que existe está necessidade há anos. Como uma solução definitiva para o problema, eles poderiam ser descartáveis, fixos ou pagos ser for o caso á uma companhia privada para administrar o problema dos baianos, para isso o governo poderia abrir licitações públicas, etc. E independente de qualquer coisa em um primeiro momento fazer uma reforma em caráter de urgência nos banheiros já existentes. É incompreensível ver a população sofrer tal humilhação ao ponto de ser presa. Tudo para ocultar o descaso dos próprios políticos, quem tem dentro de seus gabinetes um banheiro privado com toda a mordomia pago com o dinheiro do povo para fazer seu habitual “xixi”. Antes da lei ser levada a risca já começaram as piadas com o assunto: já existem aqueles que falam que quem realmente vai levar vantagem nesta é os fabricantes de fraldas geriátricas, se a população baiana adotar a medida de sair de casa prevenida para não ser presa e ter que pagar multa.

Paulo Monauer