Sunday, November 1, 2009

Política em Massachusetts

Impressionante como nos últimos meses apareceram tantos novos personagens na nossa política local. Enquanto isso, velhos personagens da política local tentam disputar um espaço maior na nossa comunidade, querendo marcar território. Na política sempre vai ter espaços para todos eles. Velhos, novos, aspirantes e candidatos salvadores da pátria, do nada como sempre, aparecem. Uma corrida que mexe com os brios de muita gente, que respira, transpira, vive e sonha com isso. Inevitavelmente, de tempos em tempos, toda a população se envolve e discute alguma coisa sobre política. E quando se aproxima a hora de eleger um representante para alguma função que deveria proporcionar, através da sua representatividade, um bem coletivo, nosso estado parece preparar o seu caldeirão sobre o assunto.

Já alguns meses o foco de nossa comunidade se voltou para os políticos americanos de olho na legalização e a expectativa de se ter políticos brasileiros no USA com representatividade no Brasil, com poder de interceder em favor dos brasileiros que vivem aqui.

Em razão do meu trabalho tenho participado de inúmeras reuniões políticas aqui em MA. De todas que fui não sei quantas vezes já fui convidado a me tornar membro delas. Apesar dos membros nas reuniões quererem me convencer que minha participação seria um bem para comunidade, sempre neguei todos os convites. E não foram poucos. Sempre com a mesmo resposta: se eu fizesse parte de qualquer movimento político eu iria perder a minha neutralidade e isenção de opinar, escrever e publicar sobre aquele movimento. Mais do que isso, estaria sempre sob suspeita de passividade, de ser condescendente com meus colegas políticos.

Na política quando alguém quer fazer parte e ser integrante ativo de alguma legenda, grupo ou ONG, com aspirações de conseguir votos, deve se afastar de suas funções profissionais quando estas são conflitantes com a ética, regra desconhecida aqui em MA. O brasileiro daqui dos USA ainda vive com seus vícios políticos do Brasil. É praticamente certo que no próximo ano vamos eleger dois ou quatro representantes de MA. Isso porque alguns afirmam que serão dois, outros quatro, para os USA. Enquanto o documento oficial não sai vamos ficar com as duas hipóteses.

Independente disso, definitivamente vamos ter que votar. Em quem vamos votar? Tivemos uma experiência recente de uso dinheiro público pelo cônsul de Boston para política local na Conferência dos Brasileiros no Rio de Janeiro. Foi um desastre! E pegou mal até para quem se beneficiou. Como diz um conhecido ditado: “Fazer cortesia com o chapéu dos outros é bom e fácil”. E foi isso que o cônsul fez, sem uma consulta popular. Ele precisava ter a simpatia de alguns no meio depois dos muitos desastres administrativos que vem cometendo. Quando será que ele implementará as carteiras consulares já disponíveis em todos os consulados brasileiros no USA aqui em MA? Quando será que vai ativar os consulados itinerantes que existem em todos os consulados brasileiros nos USA aqui em MA? Quando será que uma família vai poder agendar todos, para irem num só dia no consulado? E quando o cliente do consulado vai poder escolher o dia e a hora do seu agendamento? Resolvendo estes pontos, já começa melhorar, e nem vamos falar de reforma no ambiente para receber os clientes.

E pra terminar, outro dia olhei uma matéria de um aspirante a político da região na manchete de um jornal local. Ele disse que vai falar com o governador de MA para ele conceder a carteira de motorista aos “indocumentados”. Será que as campanhas já começaram? Isso tem alguma coisa com projeção política? Teve outro político de carteirinha aqui de MA que noticiou para todo mundo que por motivos de doença na família iria ao Brasil, bem na ocasião da Conferência no Rio de Janeiro. Em nenhum momento falou em ir ao Rio na Conferência. Ele foi fotografado circulando todos os dias na conferência no Rio. Será que podemos dizer que isso foi um “lob”? Tem certas coisas que nem político entende.

Paulo Monauer

Elena Desserich: manchete em todo os USA

Num mundo de caos, ainda há mensagens de amor.



A história de amor de uma garotinha de apenas seis anos por sua família tomou conta dos noticiários e dos jornais esta semana. Seu nome: Elena Desserich, de Cincinnati Ohio.

Elena foi diagnosticada com câncer no cérebro, já em estágio terminal. Os médicos lhe deram 135 dias de vida.

Para seu pai Keith, e sua mãe Brooke, a notícia foi devastadora. Gracie, sua filha mais nova estava prestes a perder sua irmã mais velha.

Apesar do tratamento, das visitas constantes ao hospital, os pais de Elena não quiseram que ela soubesse de fato o que inevitavelmente iria acontecer: Elena iria partir em breve.

Então eles elaboraram uma “to do list”; coisas que ela adoraria fazer. A imaginação deu asas e Elena surgiu com as mais diferentes atividades: dirigir um carro, nadar com golfinhos, conhecer a torre Eiffel (seu pai até hoje tenta descobrir de onde ela tirou essa última ideia)... Para sua irmã deixou um guia escrito sobre o jardim de infância e para seu pai, a tradicional dança entre filha e pai no casamento. Mesmo não sendo o seu casamento, Elena dançou com seu pai: ”Vai ser um dos momentos mais marcantes que tivemos jutos. Fui capaz de dançar com minha filha...” desabafou Keith.

O tumor era inoperável e no estágio final da doença Elena não podia mais falar. Se expressar suas vontades com a fala não era mais possível Elena encontrou um jeito muito especial de fazê-lo: escrevendo, desenhando e pintando.

Sua mãe cortava os papéis em forma de coração, quando estes acabavam ela usava “post it”, até os comprovantes do banco eram usados para escrever e desenhar mensagens como: Mamãe amo você, Papai, mamãe e Gracie, amo vocês. As mensagens se estenderam aos seus avós e até o cachorro de sua tia não foi esquecido. Quando não havia palavras, bastava um papel coberto de corações para se fazer entender: Elena amava muito a sua família.

O que mais emociona é que muitos dos bilhetes e desenhos feitos por essa garotinha, que adorava ler e pintar, foram encontrados após a sua morte. Faz dois anos que a pequena garotinha sucumbiu ao câncer após 255 dias feito o diagnóstico. Centenas de bilhetes foram encontrados, nos mais inusitados lugares. Não há dúvida de que ela os escondeu esperando que fossem encontrados.

O último foi descoberto essa semana no meio de velhos livros de culinária, que sua mãe folheava.

Hoje os pais de Elena entenderam que apesar da pouca idade e da tentativa de esconder o que acontecia, ela de algum modo sabia. Elena escondeu seus bilhetes por toda a casa: no meio dos livros, nos jeans de seu pai, nas suas gavetas, na escrivaninha, no criado mudo, em malas, no meio dos pratos da estante... “Cada vez que encontro um desses bilhetes é como se estivesse recebendo um abraço dela”, desabafa sua mãe.



Com o intuito de não deixar que Gracie esquecesse sua “big sister”, seus pais escreveram um diário, que agora se tornou livro, chamado Notes Left Behind. O livro reúne desenhos, cartas, bilhetes e tudo o que aconteceu com essa notável garotinha nos seus 255 dias após o diagnóstico. Todo o dinheiro arrecadado será destinado à organização chamada The Cure Starts Now, criada pelos pais de Elena, para a pesquisa do câncer.

“Elena sempre quis ser professora. Ela ficaria surpresa com fato de que o mundo tenha se tornado a sua classe de aula. Ela está ensinando lições valiosas para todo o país e para o mundo”, disse sua mãe.

Os pais dessa garotinha mantêm ainda seladas as últimas mensagens que Elena escreveu para eles. Sua mãe diz que essas cartas são um seguro/apólice. “Não queremos abrir porque queremos acreditar que nunca deixaremos de encontrar os bilhetes que ela nos deixou. Sabemos que o que ela escreveu é muito especial. E sabemos que suas últimas palavras estão lá...”

Em meios a notícias de guerras, homens bombas, fome, doenças, balas perdidas, é muito reconfortante saber que temos verdadeiros anjos e que eles estão mais perto do que imaginamos. Não precisa ter asas, auréola, nem andar sobre as nuvens. Basta apenas deixar mensagens de amor e esperanças escondidas, esperando apenas serem encontradas...

M. Reyes

Fotos : Divulgação

Sunday, October 25, 2009

II Conferência das Comunidades Brasileiras no Exterior

14, 15, 16 de outubro - Palácio Itamaraty - Rio de Janeiro

Foi concluída, por volta das 9:30 PM, na última sexta-feira, dia 16 de outubro, no Salão Nobre do Palácio Itamaraty, no Rio de Janeiro, a II Conferência Brasileiros no Mundo, promovida pelo Ministério das Relações Exteriores e sob a coordenação do embaixador Oto Agripino Maia. O governo federal atraiu mais de 400 participantes de mais ou menos 34 países. Sentaram na mesma mesa Ministros de Estado, 55 Embaixadores e inúmeros Cônsules e brasileiros de todas as partes do mundo. Foram 3 dias de muito trabalho, sempre com jornadas superiores a 12 horas de debates.

O governo de posse de números e dados estonteantes sobre a população emigrante do Brasil (estima-se que há de três a quatro milhões de brasileiros vivendo no exterior) e com o conhecimento que esses brasileiros, através de seu trabalho têm feito remessas regulares ao Brasil para seus familiares, cifra que, no ano de 2006, chegou a U$ 7,3 bilhões (mais do que produção de soja rendeu para o Brasil na última safra), segundo dados do Banco Interamericano de Desenvolvimento.

Sem dúvida esta segunda conferência foi um marco, um grande progresso para as comunidades brasileiras que vivem longe do Brasil, espalhadas pelo mundo. O evento foi organizado pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE) e reuniu representantes das principais comunidades brasileiras nos EUA, na América do Sul, na Europa Ocidental, no Japão, na Austrália, na África e no Oriente Médio, com a finalidade de debater assuntos do interesse da diáspora brasileira. Nesta segunda edição do encontro foram debatidas políticas públicas em quatro vertentes principais: Cultura e Educação, com destaque para o projeto do MEC, em coordenação com o Itamaraty, de aplicar exames supletivos no Japão, nos EUA e na Suíça e outros países; Trabalho e Previdência, com foco na negociação de acordos bilaterais de previdência social com países como EUA, Alemanha e outros; Serviços Consulares e Regularização Migratória, incluindo a abertura de novos Consulados brasileiros (Cidade do México, Hamamatsu/Japão, Hartford/EUA); e Representação Política, destacando-se a criação de Conselho Consultivo das comunidades brasileiras no exterior, com membros eleitos por escolha da comunidade local. O Conselho teria como objetivo auxiliar na definição de políticas voltadas para os imigrantes brasileiros e na revisão periódica das ações a serem implementadas. O governo federal, o grande mentor e precursor desta enorme abertura, precisa ser reconhecido e elogiado. O fruto destas duas conferências com certeza será incalculável para o cidadão brasileiro no exterior.

Não podemos esquecer que o governo está de olho na representatividade das urnas dos brasileiros que vivem no exterior. Apesar dos 3 a 4 milhões de brasileiros estimados no exterior, só 135 mil votaram nas últimas eleições presidenciais. O governo pretende estimular maior participação desses emigrantes em eleições e estuda ampliar o direito do voto além da disputa presidencial, única ocasião em que se pode votar no exterior, até por que historicamente, o Brasil foi um país receptor de população entre o fim do século 19 e os anos 1940. A partir dos anos 80, passou a ter muito mais emigrantes do que imigrantes.

Um dos atos mais significativos que ficou definido neste encontro (outros virão, mesmo que demandem mais um pouco de tempo):

Foi oficializada a formação do Conselho de Representantes dos Imigrantes Brasileiros, com 16 integrantes e mais 16 suplentes, sendo quatro de cada uma das regiões, a saber:

1-América do Norte e Caribe
2-Europa
3-América Central e Sul
4-África - Oriente Médio - Ásia-Oceania

Isso significa que, a partir de junho de 2010, depois de realizadas as eleições em todo o mundo, 16 representantes legalmente constituídos pelo Governo Brasileiro estarão formando um inédito conselho que fará a ponte entre os mais de 3 milhões de brasileiros que vivem no exterior e Brasília, através do Ministério das Relações Exteriores. Este Conselho será uma sólida base de apoio num movimento que precisa ser gerado, para acelerar a aprovação da PEC-05 (Proposta de Emenda Constitucional # 5), de autoria do Senador Cristovam Buarque e que prevê a eleição dos deputados federais representantes dos brasileiros que vivem no exterior.

O formato eleitoral para a escolha desses representantes deverá ser amplamente divulgado pelo Itamaraty através de todos os meios possíveis de comunicação, de forma a motivar o maior número possível de eleitores. Todos os brasileiros que vivem no exterior há mais de três anos, numa mesma região e que estejam aptos a cumprir com suas funções de representantes, poderão se candidatar. Poderão votar todos os brasileiros maiores de 16 anos, independente de seu “status” imigratório, e que possuam uma dessas três formas de identificação: Título de Eleitor, Carteira de Matrícula Consular (já disponível em todos os consulados brasileiros nos Estados Unidos (incrivelmente menos no Consulado de Boston, o Cônsul não reconhece esta necessidade) e Canadá) ou através da Internet acompanhada de devida comprovação de identidade e residência.

Nosso estado de Massachusetts e sua representatividade no encontro

Tivemos inúmeros representantes oficiais e não oficiais de Massachusetts no evento. A conferência estava aberta para qualquer participante, entretanto para ter voz ativa todos deveriam ter se inscrito antecipadamente. Teve alguns lideres que esconderam sua participação no evento, e só no dia oficial no Rio de Janeiro apareceram no Palácio Itamarati. Todos tinham objetivos pessoais para estar lá, além e claro de lutar por um bem coletivo dentro do possível em um segundo plano.

Oficialmente, três foram os representantes da nossa comunidade: Heloísa Galvão, Cofundadora do Grupo Mulher Brasileira (GMB), Álvaro Lima, diretor de pesquisas da Prefeitura de Boston e Edirson Paiva fundador do Jornal Brazilian Times, sendo que a Heloisa e o Sr. Edirson foram indicados diretamente pelo cônsul de Boston. Falo representando a nossa comunidade, pois estes três foram ao evento com as despesas pagas pelo governo brasileiro, logo jamais poderiam ter em mente objetivos pessoais, mas sim objetivos coletivos em favor da nossa comunidade de mais 300 mil brasileiros. Antes do Evento, o Sr Edirson fez uma reunião no Hotel Holiday Inn em Somerville para discutir pautas que deveriam ser apresentadas no encontro. Atitude louvável, que todos nós reconhecemos. Muitos da comunidade participaram. A nossa tristeza fica por conta das propostas que jamais chegaram a fazer parte da pauta da reunião. Isso porque foram discutidas tardiamente e inocentemente levadas e entregues “em mãos”, por nossos representantes. Ela se quer foram apresentadas. No site oficial do MRE do encontro as pautas agendadas para serem discutidas foram estas:

- Contribuições de pauta à “II Conferência Brasileiros no Mundo" ((http://www.brasileirosnomundo.mre.gov.br/pt-br/ii_conferencia_brasile. XML) você não vai encontrar nenhuma reivindicação oficial de “New England”. Iniciamos o evento com uma grande desvantagem de nossos representantes oficias. Falta gravíssima).

Fica a pergunta onde estão as nossas pautas? Não chegaram ao seu destino, nossos representas oficias perderam o tempo certo de entregá-las?

Nem tudo foi perdido por nossos três representem, que sem alternativa, se associaram as pautas de outras regiões. Dos três representantes dois são jornalistas: Heloisa Galvão (A notícia) e Sr. Edirson (Brazilian Times). E como jornalistas agiram de forma a atingir seus objetivos pessoais, pois fizeram matérias exclusivas para os jornais onde trabalham. Mas alto lá, quem pagou a ida deles para o Rio de Janeiro, a mídia que trabalham ONG ou os impostos? O Governo! Logo deveriam fazer uma declaração em conjunto e distribuí-las a toda imprensa, simultaneamente. Mas claro, nunca antes de publicar artigos em suas mídias onde trabalham.

Quando alguém recebe ajuda financeira significativa para representar outros e aceita esta ajuda, deve-se ter o cuidado de não misturar interesses pessoais/profissionais com a prestação de contas para com a coletividade. Será que viajaram para cobrir o evento para suas mídias ou ONG com o dinheiro público? Quanto ao Sr. Álvaro Lima, que também foi custeado pelo governo federal e que não esteve presente na reunião do Holiday Inn em Somervile, tinha um objetivo que não representava o todo que foi discutido como pauta por nossa comunidade, em assembleia. Ele tinha como objetivo uma institucionalização do evento e eleições para o conselho. Nesta semana, Álvaro deu uma entrevista para a repórter Márcia Rodrigues do OJB de Fall River, na qual expressou sua opinião e objetivos no evento:

“O que todos nós aqui presentes esperamos é institucionalizar o Conselho e a Conferência, além de tentar encontrar um processo eleitoral democrático onde qualquer brasileiro que se encontre no exterior e que queira se candidatar ao Conselho possa ser beneficiado com um mecanismo democrático de representação", disse Álvaro Lima à repórter.

Temos consciência de que nos dois ou três dias, no meio de 400, 600 pessoas, o ambiente relembra a torre de babel, onde cada um pretendia puxar a sardinha para o seu assado, sabemos que não seria fácil fazer alguma negociação. Mas quem disse que seria fácil? Nada disto foi surpresa, principalmente para quem já esteve no evento ano passado. Deveriam estar previamente preparados.

E dos nossos três representantes de MA, o mínimo que se esperava deles, era que não fossem perder o prazo de apresentar nossas propostas. Que lutassem por melhorias no atendimento do consulado, etc. Que seus interesses pessoais ficassem aquém de um bem maior e coletivo. Aparentemente, parece que pagamos com o dinheiro publico para ter observadores no encontro, pois não tínhamos propostas da nossa região quando participaram foi para aprovar proposta de outras regiões.

Será que existe algum candidato em nossa comunidade para 2010, que possa formar chapa com um suplente de nossa região, que mereça crédito? Ou vamos eleger uma represente de NJ, FL, CA...? Afinal são quatro de cada região. Posso estar enganado, mas os que têm se apresentado como futuro candidatos ou aspirantes até agora, mais parecem oportunistas do que representas do povo.

Algumas figurinhas antigas e conhecidas da nossa comunidade, que poderiam ser possíveis candidatos, andaram tropeçando nas próprias pernas, perdendo qualquer chance de ser o nome da vez, mesmo tendo marcado presença no evento. Daqui uma semana ou duas depois que o assunto se esvaziar na imprensa local nossos representantes oficiais vão falar oficialmente do que exatamente se passou lá? Resumindo, nossa delegação oficial ficou devendo muito, pois muitas foram às expectativas depositadas neles. O que eles trouxeram de concreto para casa?

Texto: PAULO MONAUER

Friday, October 16, 2009

Patriota sim. E com orgulho de ser Brasileiro.

Gosto da América e vou viver aqui o resto dos meus dias. Brasil só para passeio. Não tenho nada para reclamar da minha vida aqui, demorou muito para trabalhar em algo que me sentisse bem e que eu gostasse realmente. Tem algumas coisas que leva tempo mesmo. Como levou para mim e talvez para você, ou ainda sua hora não chegou, mas vai (sempre tem alguns afortunados que não sofrem tanto, não estou falando desta minoria) principalmente para quem chega aqui ilegal e vai à luta.

A grande maioria começa fazendo qualquer coisa para começar a ganhar seus primeiros dólares. Nada melhor do que o primeiro salário semanal. Faz quase 10 anos que estou aqui, mas nunca vou me esquecer como minha vida começou neste país, minha primeira chance de ganhar um cheque semanal foi como cozinheiro no Dunkin Donuts onde trabalhava à noite em Medford, durou duas semanas. E você lembra da sua? Tenho certeza que sim!

Neste tempo todo em que vivo aqui nos USA umas das coisas que mais marcou minha transição e adaptação aqui e que me contagiou de uma forma do qual nunca tinha experimentado antes foi o patriotismo, amor, respeito, devoção dos americanos para com a sua pátria e nação. Verdadeiramente neste ponto eles dão um “show de bola” em nós brasileiros. Não por que não somos patriotas. Somos sim! Mas não como eles. A verdade tem que ser dita (às vezes). Concorda? Ao vê-los com esta devoção espantosa, demonstrada em todo lugar, em qualquer canto deste país, realmente fica muito difícil para nós não percebermos tamanha euforia patriótica, que os acompanha a centenas de anos.

Com sou sensível, e agregado a distancia do nosso Brasil, não tive como não me contagiar. Admiro e aprecio o patriotismo americano e entrei no clima, até por que antes nunca havia colocado em xeque meus sentimentos pela minha pátria, o Brasil. Em contra partida, sob influência americana, meu amor “tupiniquim” que ganhou um aditivo extra aqui na América desabrochou. Não que ele fosse fraco, só que nunca foi questionado ou mensurado. Aprendi a olhar o Brasil diferente, com muito mais orgulho, prazer, e força interior. Tem algumas coisas que só damos valor quando não às temos. E não foi diferente comigo em relação ao Brasil.

Outro dia fui fazer uma viajem para ver meus filhos. Estava no aeroporto de Boston esperando meu momento de embarcar para fazer uma conexão em NY e depois seguir para Utah. Contemplava aquela paisagem gostosa das manobras de parque dos aviões nos portões de embarque. Depois de algum tempo olhando e analisando qual seria a aeronave que me levaria para NY, percebi que eram seis iguais (ao alcance dos meus olhos), todas da mesma companhia Jet Blue. Logo, diante do fato, não faria diferença em qual eu iria embarcar. Do nada meus olhos viram E190 escrito na lateral de uma dos aviões, e ai reparei melhor todos eram E190. “E”, para mim E de Embraer, “190” é o modelo. Caiu a ficha. Naquele momento a cadeira que eu estava sentado ficou pequena para mim, pois senti um orgulho, uma alegria, prazer, satisfação, ao ver aqueles aviões ali enfileirados. Desculpe repetir, mas eram seis uns ao lado do outro, sabe o que é isso? Tudo produto brasileiro, tecnologia de ponta, todos feitos no Brasil, com consumo garantido na América e no mundo, pensei comigo.

Tal situação me pegou de surpresa, pois nunca tinha reparado neste detalhe, até por que seguidamente estou viajando. Naquele momento ali sentado no saguão do aeroporto, em estado de graça interior lembrei-me de Rui Barbosa em umas das Conferencia de Genebra em que foi convidado a falar. Rui Barbosa antes de começar a discursar sentou em uma cadeira tirou os sapatos e as meias, (enquanto todos na platéia o olhavam atentamente se perguntando o que ele estava fazendo) pegou uma caixinha de terra colocou no chão e colocou os dois pés dentro daquela pequena caixa se pôs em pé e começou a falar primeiro em “Tupi Guarani” (língua original brasileira) e depois em mais de 30 idiomas, repetiu seu discurso que começou assim: “Mesmo estando solo estrangeiro, estou pisando em terras brasileiras....” No meu mundo naquela hora no aeroporto eu era o Rui Barbosa, discursando para o meu coração e para minha alma e mente (pois não tinha com quem dividir tamanho prazer): “Mesmo estando em solo americano, iria voar dentro de uma aeronave brasileira....”.

 Depois de embarcar percebi o quanto ela é linda por dentro, moderna, confortável, tem de tudo, uma TV para cada poltrona, sabe aquela coisa de cheirando a nova? Pois é; era ela! Cheia de passageiros, voando a 550 milhas por hora, 35 mil pés de altura, cortando espaço aéreo americano lá estava eu, dentro dela. Desculpe minha euforia, mas tem horas que ser brasileiro e tão gostoso, especial, maravilhoso, mesmo que o mundo inteiro esteja ao seu redor e ninguém imagina o que você está sentido ou pensado, principalmente quando seu coração esta gritando de orgulho de ser brasileiro. Se me permitem confessar: é muito difícil descrever o que senti naquele momento, e maior do que escrevi aqui (mas eu tentei) quem sabe na sua próxima viagem você não sente o mesmo prazer que eu e descobre por você mesmo o que estou tentando descrever para você agora. Mas nisto tudo tem uma coisa incontestável: É bom demais ser brasileiro. Você não acha?

Paulo Monauer

Saturday, October 3, 2009

Estudantes legais brasileiros em Massachusetts

Como existem inúmeros estudantes brasileiros aqui no estado de Massachusetts, vou tentar esclarecer algumas informações que possam ajudar essas pessoas. Muitos são os problemas enfrentados pelos brasileiros que entram no país com o F1 Visa (visto de estudante) ou aqueles que chegaram aqui como turistas e solicitaram uma mudança no seu status para estudante.


Eu procurei e conversou com a melhor fonte de informações: os próprios estudantes, que estudam em escolas locais e que de alguma forma conseguiram mudar o seu status, adquirir sua "Driver License, Social Security Number", trabalhar legalmente, etc.

O que os estudantes brasileiros precisam entender é que infelizmente, não existe uma “receita” exata para fazer as coisas acontecerem, muitas são as variantes.

O que fazer para tirar o seu social, se você é um estudante? Todo estudante tem direito a um social, pois é um documento importante que abre portas. Muitas escolas locais (área de Boston), pouco depois que os estudantes começam as aulas, providenciam a carta que permite o acesso ao documento. Entretanto, muitas escolas relutam em ajudar os estudantes a obterem o documento, por isso alegam que se o indivíduo não trabalha, não há a necessidade do documento. Toda escola, mesmo aquela que não possua um campus onde os alunos possam trabalhar, pode dar uma carta de encaminhamento para o estudante adquirir o seu social.

Algumas escolas até providenciam uma carta permitindo o trabalho legal para o estudante por 20 horas semanais (não precisa esperar 1 ano). Vale a pena pesquisar antes de escolher definitivamente a escola para estudar. Pesquisar ainda é a melhor opção para evitar posteriores arrependimentos.

A primeira pergunta que o responsável da escola irá fazer é: se você ainda não pode trabalhar, por que precisa de um social? Possíveis respostas do aluno: O social é um documento importante e eu tenho o direito de adquiri-lo. Sem o social a pessoa não pode alugar uma casa, não pode alugar um carro, não pode ter um cartão de credito, comprar um carro, ter um seguro, já que sem social a pessoa não possui uma história de crédito, etc. O importante é deixar claro que o estudante não tem a intenção de quebrar a lei quando tiver em mãos o documento (social). Trabalho só “voluntário”.

Outro argumento é a necessidade da "Driver License". O estudante muitas vezes precisa de uma licença para dirigir rapidamente, já que muitas vezes a policia local não aceita a carteira de habilitação internacional. Também, retirar o documento sem social é bem complicado, demorado e em certos casos impossível. Isso porque sabemos das discriminações sofridas por aqueles que não possuem o SSN. Assim, o estudante pode pedir uma carta a escola, que não poderá ser negada, pois é um direito do aluno.

Não quero favorecer nem desfavorecer nenhuma escola, acreditamos apenas que algumas informações podem ajudar a muitos, portanto não citaremos os nomes das instituições que facilitam a aquisição dos documentos (F1 e depois SSN). Mas todos os estudantes que aceitaram falar com a nossa redação estudam na área de Boston, com mensalidades que variam de U$440,00 a U$900,00( varia de escola e do nível de inglês do estudante).

Como um turista fica legal se tornando um estudante? Isso é possível apenas se o tempo de permanência ( que pode variar, mas no geral são 06 meses) não expirou. A pessoa que possui o visto de turista se dirige a escola escolhida munido do seu passaporte e do seu I-94(papel recebido no avião que é preenchido, uma parte fica no guichê da imigração e a outra é anexada ao passaporte). Paga então taxas para a imigração, para a escola, e outras que perfazem em média um total de U$500,00 (o valor pode variar por escola). O processo de mudança de visto pode variar. Há estudantes que receberam o seu I-20(documento do estudante que garante a sua permanência legal, enquanto estudar, nos USA) em duas semanas, outros, receberam após quatro meses. É importante lembrar que enquanto a resposta não chega, a pessoa tem que estudar “part time”. Para muitos é uma vantagem, pois enquanto a resposta não chega o estudante não paga a mensalidade integral.

Fique atento: Algumas escolas têm contratos e antes de assiná-los leia atentamente. Se o seu inglês não for bom, leve alguém que possa ajudá-lo. Há contratos que não permitem a transferência para outra escola enquanto não forem completados seis meses de estudos. Há escolas que cobram outras não, uma taxa para o estudante tirar férias. Depois de assinar o contrato em certas escolas, o aluno tem apenas 03 dias para cancelar o contrato e receber o dinheiro de volta, passado esse período o estudante não recebe nada.

Estou tentado ajudar os brasileiros e estou aberto a quaisquer informações que porventura possam ajudar a comunidade. Temos algumas denuncias de alguns alunos que precisam ser checadas e comprovadas antes de ser publicadas. Se você sabe de algo, quer saber mais e quer colaborar escreva para, pmonauer@hotmail.com

Paulo Monauer

Friday, September 11, 2009

As reclamações do Consulado Brasil em Boston só aumentam a cada semana

As reclamações com maior número de incidência são:

1- Agendamento eletrônico – As pessoas não aceitam esta condição imposta de distanciamento do consulado, de não poderem fazer um só agendamento para toda a família ir no mesmo dia (reclamação oriunda principalmente de mães com filhos pequenos, que necessitam voltar três ou quatro vezes em dias diferentes com seus filhos para fazer seus documentos); queixam-se de não poder escolher o dia do agendamento, não tendo a opção de ir no seu dia de folga. Muitos dos agendamentos estão sendo marcados para 10 ou 12 dias após ter feito o pedido, etc., quando a promessa inicial do consulado era de 2 ou 3 dias. Literalmente, um serviço desqualificado que faz com que os brasileiros de Boston sintam uma certa repugnância, quando tem que se deslocar ao consulado. Logo estes, que deveriam ser bem tratados, pois são os “clientes” (como o Cônsul se refere aos brasileiros).

2- O ambiente onde os Brasileiros são recebidos no consulado é totalmente desprovido de qualquer conforto. Principalmente porque esta sala do consulado recebe em torno de 350 pessoas por dia; cadeiras de ferro, sem ar refrigerado, ninguém do lado de fora dos guichês para dar informação ou organizar com calma os “clientes”. Muitos compatriotas ficam até duas ou 3 horas dentro do consulado, pois vem de longe e tem que esperar a confecção dos seus documentos, etc..

3- A assistência consular aos presos e emergências, telefones de emergências (617-816-6315), etc., nada funciona como deveria e esta longe de ser um serviço considerado regular. Hoje a classificação do serviço consular pode ser avaliada de péssima a pior.

Nossa pergunta é: Por que não dar continuidade aos Consulados Itinerantes em cidades como Cape Cod, Fall River, Framingham, Lowell, Worcester, Nashua e Somerville? Por que o Cônsul não ouve a população, o “cliente”? O brasileiro é que tem que pagar pelo mau serviço? A desculpa do Consulado de Boston é que não dispõe de funcionários x dinheiro, justificativa difícil de aceitar uma vez que outros consulados também enfrentam as mesmas dificuldades e prestam o serviço continuamente.

O Consulado Itinerante surgiu em 1996 e possui os seguintes objetivos:

 “Aproximar o Consulado do cidadão brasileiro no exterior”;
 “Levar o consulado próximo ao local de residência dos usuários e, sempre que possível, aos sábados ou domingos”;
“Fazer o atendimento fora da sede da repartição e em dias de descanso do imigrante, o que facilita de sobremaneira a vida dos usuários”;
“A clientela visada compõe-se, em sua maioria, de cidadãos brasileiros menos favorecidos, muitos dos quais em situação migratória irregular no país”;
“Estes consulados itinerantes realizam-se, em geral, em salões paroquiais ou em espaços cedidos graciosamente por comerciantes brasileiros”;
 “A distribuição de senhas, a operação de copiadoras, a operação de máquina para tirar fotos para passaportes e certificados militares, a preparação de refeições para os servidores, entre outras tarefas, são prestadas, com orgulho, por membros da comunidade brasileira”;
“O Consulado Itinerante representa, nesse sentido, importante ocasião de congraçamento entre os servidores públicos e a comunidade a que servem”;
“Verifica-se a preocupação com a integração Governo- Consulado / sociedade civil”;
“Trata-se, assim, de um serviço de coleta e entrega de atos consulares executados junto à
comunidade brasileira, poupando ao usuário um deslocamento, muitas vezes difícil e
oneroso, ao grande centro de Boston”;
“O respeito à cidadania é, pois, a marca registrada dos Consulados itinerantes”.
Os principais obstáculos encontrados para a execução do projeto referem-se à escassez de recursos. “Ao mesmo tempo, o obstáculo tornou-se um dos pontos fortes do Consulado itinerante, a saber, a capacidade de realizar um projeto inovador com a participação da comunidade, com economia para os cofres públicos”,
“Mais do que esses indicadores meramente quantitativos podem revelar, os Consulados itinerantes demonstraram ser instrumento valioso para afirmação da nova cultura de valorização do imigrante brasileiro no exterior”
“Os funcionários consulares, por sua vez, passam a ter um contato mais direto com a comunidade, perfazem suas rotinas burocráticas à vista do público e têm seu trabalho mais valorizado”.

Todos estes valores acima foram renegados pelo consulado de Boston, em detrimento a um regresso e desserviço a população brasileira carente, sofrida, ilegal e legal em Massachusetts. Nós vivemos uma ditadura consular onde os “Clientes” não são ouvidos nem consultados. Onde a administração quer ficar longe do “Cliente” e manter o 14º andar do prédio vazio, sem clientela. Coisa impossível de se resolver com atos administrativos que não vão ao encontro da comunidade. Visivelmente, o consulado quer reprimir a demanda de documentos. Fazia 150 passaportes por dia e dia hoje faz 50. A demanda não diminuiu só a oferta de serviço. O que fazer com outros 100 passaportes que não são feitos por dia, mais de 2.000 mil a menos por mês. Como alguém pode cortar uma demanda financeira e de serviços de utilidade publica desta forma, com uma comunidade de 300 mil brasileiros que precisam de documentos e não tem opção? Necessita ir ao consulado.

Dê uma olhada na importância dos Consulados Itinerantes no mundo e nos USA neste ano de 2009. Um serviço e programa do Ministério das Relações Exterior considerado ineficiente pelo consulado de Boston. O Cônsul diz que é inaplicável para a nossa comunidade de Massachusetts, impondo uma ditadura consular contra a comunidade. Se não for isso, conteste ou prove o contrário! Contra fatos não há argumentos! Os fatos e resultados estão ai, para quem quiser ver. Tem consulado Itinerante da Flórida que em dois dias atendeu mais de 1.000 brasileiros, e tudo neste ano 2009. Este programa é excelente e vai ao encontro (em gênero, número e grau) da comunidade. Por que o consulado resiste em não ativar este serviço a nossa comunidade? Por  que acha que agendamento eletrônico e uma solução eficiente, se assim o fosse a America inteira estaria praticando? Outros consulados nem querem saber do tal agendamento eletrônico porque sabem que o grito da comunidade vai dar vai ser grande e hoje eles têm um relacionamento com a comunidade invejável. Relacionamento que o Consulado de Boston está longe de ter.

Consulados Itinerantes - Calendário 2009

Estados Unidos;

Consulado de Boston – ZERO consulado itinerante

Consulado Geral Atlanta - 2 consulado itinerante
Charleston - 06 e 07/06 - Realizado
Foram atendidos 117 brasileiros e processados 117 documentos.
Charlotte - 03 e 04/10 - Confirmado

Consulado Geral Houston - 20 consulado itinerante
Nova Orleans - 06 e 07/03 - Realizado
Foram atendidos 300 brasileiros e processados 346 documentos.
Dallas - 27 a 29/03 - Realizado
Foram atendidos aproximadamente 500 brasileiros e processados 404 documentos.
Little Rock - 03 a 05/04 - Realizado
Foram atendidos aproximadamente 50 brasileiros e processados 50 documentos.
Denver - 17 a 19/04 - Realizado
Foram atendidos 300 brasileiros e processados 246 documentos.
Oklahoma City - 27 a 29/04 - Realizado
Foram atendidos aproximadamente 100 brasileiros e processados 86 documentos.
Olathe - 15 a 17/05 - Realizado
Austin - 16/05 – Realizado
Albuquerque - 30/05 – Realizado
Nova Orleans - 25 e 26/07 - Realizado
Oklahoma City - 22/08 - Realizado
Denver - 19/08 - Realizado
Dallas – 18 a 19/09 - Confirmado
Local: Sheraton Dallas North – Galleria
4801 LBJ Freeway (635) West, 75244 - Tel: (972) 661 3600 - Das 9 às 18hs.
Informações acesse www.brazilhouston.org
Olathe - 24/10 - A confirmar
Nova Orleans - 23 e 24/10 - Confirmado
Local: Igreja Assembléia de Deus Brasileira
523 West Esplanade - Kenner, 70065 - Das 9 às 18hs.
Informações acesse www.brazilhouston.org
Little Rock - 7/11 - Confirmado
Local: 2701 Kavanaugh Blvd, 103 - 72205 - Das 9 às 18hs.
Informações acesse www.brazilhouston.org
Dallas - 7 e 8/11 - A confirmar
Denver – 20 e 21/11 - Confirmado
Local: 2801 E. Harvard avenue - 80219 - Das 9 às 18hs.
Informações acesse www.brazilhouston.org
Oklahoma City - 5/12 - Confirmado
Local: Câmara de Comércio do Sul de Oklahoma City - 701 Southwest 74 street, 73139
Tel: 634 1436  - Das 9 às 18hs.
Informações acesse www.brazilhouston.org
Denver - 05/12 - A confirmar
Nova Orleans - 11 e 12/12 - A confirmar

Consulado Geral Los Angeles - 8 consulado itinerante
San Diego - 28 e 29/03 - Realizado
Foram atendidos 344 brasileiros e processados 302 documentos.
Las Vegas - 18 e 19/04 - Realizado
Foram atendidos 244 brasileiros e processados 186 documentos.
Phoenix - 16 a 17/05 - Realizado
Foram processados 249 documentos.
Salt Lake City - 27 e 28/06 - Realizado
San Diego - 15 e 16/08 - Confirmado
Honolulu - 26 e 27/09 - A confirmar
Salt Lake City - 24 e 25/10 - A confirmar
Phoenix - 5 e 6/12 - A confirmar

Consulado Geral Miami - 14 consulado itinerante
Tampa - 20 a 22/02 - Realizado
Foram atendidos 350 brasileiros e processados 302 documentos.
Orlando - 13 a 15/03 - Realizado
Foram atendidos 620 brasileiros e processados 631 documentos.
Jacksonville - 10 a 12/04 - Realizado
Foram atendidos 168 brasileiros, processados 143 documentos e realizados 25 atendimentos jurídicos com Advogado.
Orlando - 22 a 25/05 - Realizado
Foram atendidos aproximadamente 575 brasileiros, processados 546 documentos e realizados 29 atendimentos jurídicos com Advogado.
Tampa - 12 a 15/06 - Realizado
Orlando - 17 a 19/07 - Realizado
Foram atendidos aproximadamente 1000 brasileiros e processados 540 documentos.
Jacksonville - 21 a 23/08 - A confirmar
Orlando - 18 a 21/09 - A confirmar
Porto Rico - 02 a 05/10 - A confirmar
Jacksonville - 16 a 19/10 - A confirmar
Orlando - 23 e 25/10 - A confirmar
Tampa - 23 a 26/10 - A confirmar
Orlando - 20 a 23/11 - A confirmar
Fort Myers – 30/10 a 02/11 - A confirmar
Jacksonville - 11 a 14/12 - A confirmar

Consulado Geral Nova York - 30 consulado itinerante
Mont Vernon - 07/05 - Realizado
Foram processados 207 documentos.
Danbury - 14/05 - Realizado
Foram processados 198 documentos.
Philadelphia - 21/05 - Realizado
Foram processados 246 documentos.
Newark - 28/05 - Realizado
Foram processados 289 documentos.
Bridgeport - 04/06 - Realizado
Danbury - 11/06 - Realizado
Newark - 13/06 - Realizado
Philadelphia - 18/06 - Realizado
Long Beach - 25/06 - Realizado
Albany - 01/07 - Realizado
Mount Vernon - 02/07 - Realizado
Foram processados 184 documentos.
Danbury - 09/07 - Realizado
Foram processados 156 documentos.
Philadelphia - 16/07 - Realizado
Foram processados 256 documentos.
Newark - 23/07 - Realizado
Foram processados 260 documentos.
Hatford - 30/07 - Realizado
Foram processados 142 documentos.
Philadelphia - 20/08 - Realizado
Long Braunch - 27/08 - Confirmado
Mount Vernon - 03/09 - Confirmado
Danbury - 10/09 - Confirmado
Philadelphia - 17/09 - Confirmado
Newark - 24/09 - Confirmado
Bridgeport - 01/10 - Confirmado
Danbury - 08/10 - Confirmado
Philadelphia - 15/10 - Confirmado
Long Branch - 22/10 - Confirmado
Bethelahand - 29/10 - Confirmado
Mount Vernon - 05/11 - Confirmado
Philadelphia - 12/11 - Confirmado
Newark - 19/11 - Confirmado
Philadelphia - 03/12 - Confirmado
Long Branch - 10/12 - Confirmado
Mineola - 18/12 - Confirmado

Consulado Geral São Francisco - 2 consulado itinerante
Portland - 29 e 30/05 - Realizado
Foram atendidos 160 brasileiros e processados 160 documentos.
Burlingame - Novembro - A confirmar

Consulado Geral Washington - 7 consulado itinerante
Columbus / Lexington - 23 e 24/05 - Realizado
Richmond / Virgina Beach - 19 a 22/06 - Realizado
Cincinnati / Columbus - 24 a 27/07 - Realizado
Richmond – 23/08 - Realizado
Foram atendidos 189 brasileiros e processados 132 documentos.
Ohio e Kentuchy - 19 e 20/09 - A confirmar
Richmond e Virginia Beach - 17 e 18/10 - A confirmar
Columbus / Cincinnati - 21 a 22/11 - A confirmar
Richmond - 20/12 - A confirmar

No mundo;

África do Sul – 1 consulado itinerante
Alemanha - 8 consulado itinerante
Argentina - 14 consulado itinerante
Austrália - 1 consulado itinerante
Áustria - 2 consulado itinerante
Bolívia - 21 consulado itinerante
Cabo Verde - 2 consulado itinerante
Canadá- 2 consulado itinerante
França - 4 consulado itinerante
Guiana Francesa - 7 consulado itinerante
Índia - 4 consulado itinerante
Japão - 47 consulado itinerante
Líbano - 1 consulado itinerante
Nova Zelândia - 6 consulado itinerante
Paraguai - 13 consulado itinerante
Portugal - 1 consulado itinerante
Suriname - 6 consulado itinerante
Uruguai - 3 consulado itinerante

Dados retirados do pagina do Ministério de Relações Exteriores do Brasil.
http://www.portalconsular.mre.gov.br/avisos/consulados-itinerantes-calendario-2009-publicacao-em-08-de-julho

Se você não está satisfeito com o serviço consular de Boston você pode reclamar, por e-mail, telefone ou carta.

Via e-mail - Siga os passos abaixo.
Primeiro acesse este endereço;
http://www.portalconsular.mre.gov.br/contact-info
Logo em seguida comece a preencher os campos com seu dados, mas quando chegar nestes item a baixo siga as instruções:
1- Item Assunto clique na seta e faça a opção reclamação
2- Item País Por favor, informe o país para onde deseja enviar a mensagem você coloca Brasil
Embaixada, Consulado e Vice-Consulado não mexa automaticamente vai estar escrito Brasília -
3- Item mensagem escreve sua reclamação e especifique que sua reclamação que é do consulado de Boston- USA.
4- Item Arquivo Se quiser enviar foto da fila, do setor, do e-mail, do que você tiver como prova da sua reclamação pode fazer se não tiver pode reclamar igual.
5- Item Arquivo Digite os caracteres da imagem para continuar
Preencha todos os intens.

Por carta envie para este endereço:
Ministerio de relações Exteriores/ Reclamação dos serviços do Consulado de Boston
Palácio Itamaraty - Esplanada dos Ministérios - Bloco H - Brasília/DF - Brasil
CEP: 70170-900

Pelo telefone ligue para estes números:
Núcleo de Assistência a Brasileiros - Divisão de Assistência Consular (NAB - DAC)
• Telefones: (61) 3411-8803/ 8805/ 8808/ 8809/ 8817/ 9718
Fax: (61) 3411-8800
E-mail: dac@mre.gov.br

OBSERVAÇÃO: Para denúncias fora do horário de expediente, e para casos de extrema urgência no exterior:
Telefone: (61) 3411-6456

Texto - Paulo Monauer

Thursday, September 3, 2009

Boston e suas maravilhas inesquecíveis!

Alguma vez você já teve o sentimento de viver em algum lugar por anos, sem conhecê-lo? Sabe aquela sensação de estar ao lado de algo bom, maravilhoso e por “relaxamento”, falta de interesse ou por acreditar que a qualquer momento, por estarem tão perto, você não precisa ir de imediato conhecê-las? Sabe do que estou falando? Não? Pois bem, falo de algo como de alguém que morou em Porto Alegre e depois de uma vida na cidade, descobre que nunca viu o por do sol no Rio Guaíba, nunca visitou Gramado, Canela, Flores da Cunha... Estou tentando fazer uma comparação como a de um carioca da gema, que nasceu no Rio de Janeiro, mas nunca foi ao Corcovado, ao Pão de Açúcar, ao Maracanã, a Ilha de Paquetá, Barra, Aterro do Flamengo, Copacabana, Ipanema, Pedra da Gávea... Tenho muitos amigos cariocas nesta situação; desconhecem as maravilhas do Rio. Estou tentando clarificar algo, que acontece também com aquele mineiro que mora ali, ao lado de Ouro Preto, mas nunca teve interesse de conhecer esta linda cidade histórica. Já pensou que existem muitos lugares, que muitos dariam “um dedinho” para conhecer e que você teve a sorte de estar ali ao lado e desprezou?
Hoje grande parte da nossa comunidade, que mora nos arredores de Boston, passa por esta mesma situação. Muitos não conhecem nada desta cidade maravilhosa, por plena ou total falta de interesse. Não estão ligados nestas coisas, não conhecem o prazer de curti-las e se deliciarem ao andar por onde muitos gostariam. Sei que você pode dizer que não curte estas coisas, que não gosta, que não esta com o pensamento voltado nestes interesses, pois não tem tempo... Mas vamos lá! Vou tentar e talvez consiga conscientizar você e despertá-lo! Criar algum interesse e desejo de fazer algo novo, diferente. Sei que muitos em nossa comunidade reconhecem e valorizam a cultura local, procurando agregar novos valores.
Quero falar de Boston! Você já foi conhecer a State House, o Museu de Ciências, Museum of Fine Arts, Museu das Crianças. Já esteve na Harvard Square ou subiu os 50 andares do prédio do Prudential Center para ver o Skywalk Observatory? Fez o passeio no Duck Tours? Já viu as crianças no piscinão (verão) ou foi patinar na pista de gelo (inverno) ao ar livre no Boston Common & Public Garden? Já foi a algum Sail Boston? Conhece o New England Aquarium? Já fez a caminhada do Freedom Trail, um dos passeios mais legais de Boston (a trilha de tijolinhos vermelhos que atravessa a cidade)? Charles River? Humm... Não me diga que você nunca foi a um “happy hour” no Boston Harbor Hotel curtir uma boa música ou um filme ao ar livre no píer de Boston? E quanto ao Zoo? Conhece a famosa Newbery St, a mais famosa rua que tem todas as lojas de grife no centro de Boston? Já fez algum passeio de barco? Teve a oportunidade de visitar a Martha's Vineyard, Cape Cod? E esquiar na montanha? Acredito que conheça somente o lago de Leomister, os restaurantes brasileiros, a balada do Holiday Inn, o Clube Lido, Hampton Beach, Revere... Mantenha tudo que você gosta de fazer e acrescente de vez enquanto algo novo. Saia do trivial, do rotineiro. Não me diga que você só conhece NY por que foi no Brazilian Day? Você deve aproveitar mais sua passagem pelos USA, se veio ou não para ficar, não importa. Tem muita coisa que não envolve dinheiro e vale à pena experimentar. Pense nisso e tente ter uma vida mais agradável no meio de tanto trabalho. Você tem tempo, basta querer.

Texto e fotos: Paulo Monauer

Saturday, August 29, 2009

Consulado de Boston: tentando acertar, mas está difícil.

Se uma pesquisa for feita e as pessoas forem questionadas se nos últimos meses necessitaram de algum serviço do consulado, e perguntadas se saíram satisfeitas com o atendimento e com seus problemas resolvidos, a resposta da esmagadora maioria será negativa. E quanto ao atendimento ao telefone no horário de trabalho no consulado? É o pior do que podemos descrever; péssimo. Ser atendido é como ganhar na loteria.
De cada 100 pessoas, você pode, talvez com muita sorte, encontrar umas 10 afortunadas, só para se ter idéia da proporção dos problemas que a nossa comunidade enfrenta naquele décimo - quarto andar no centro de Boston.
O que será que falta? Coordenação, distribuição de tarefas, cobrança de eficiência, amor ao trabalho, empatia, paciência? Ou será que o que falta é um líder administrativo eficiente que saiba coordenar uma equipe? Tentar se proteger com serviços agendados, repassar a tarefa aos despachantes ou prestar serviços pelo correio não tem sido um bom caminho. Brasileiro que procura os serviços do Consulado agora tem outro nome: Cliente (definição dada pelo Cônsul). Parece que as medidas adotadas não têm deixado os “clientes” satisfeitos, pois continuam reclamando das mudanças e alegam que tudo só piorou. A questão é: se a “clientela” não esta satisfeita é porque o serviço não esta a altura. “Cliente” satisfeito significa bom atendimento.
O consulado de Boston tem dois Espaços Físicos que vale a pena descrever;
-Um dos Espaços Físicos do consulado (para o setor administrativo) possui o luxo e conforto que qualquer consulado digno deve ter, em qualquer parte do mundo: ar refrigerado, calefação, mobília, higiene, cafezinho, água, banheiros, amplo espaço para trabalho, etc. mais de 700m2 para 19 pessoas trabalhar.
- O outro Espaço Físico do consulado, onde é atendido o “povão” (a clientela como diz o Cônsul), que com seu dinheiro sustenta o consulado, não foi tão agraciado. O ambiente não possui ar refrigerado compatível com o espaço que é ocupado e as cadeiras são extremamente desconfortáveis para os muitos que esperam de 2 a 3 horas pelo seu documento. Falta água, no ambiente para clientela. Os guichês de atendimento são constrangedores: o vidro foi feito com uma pequena abertura destinada a comunicação (propositadamente feito para não perder o ar refrigerado de um ambiente para outro e para criar aquele clima de você fica ai e eu aqui). Não existe um funcionário fixo (recepcionista) fora do ambiente de alto luxo (envidraçado) para orientar quem quer que seja sobre como fazer os procedimentos. Notadamente a sala de atendimento não recebeu a atenção merecida. Nada foi feito para tornar o tempo de espera agradável, que muitas das vezes é longo. Não se esquecendo de mencionar que a sala tem no máximo 200m2 para receber, por dia, mais de 300 ”clientes”.

O consulado se defende com os seguintes argumentos: reclama da carga de serviços, que diz ser muito grande, diz não ter funcionários suficientes para atender a demanda dos serviços solicitados, não possui pessoas disponíveis para dar assistência aos presos (obrigação consular) como deveria e por falta de material humano encontra-se também impossibilitado de defender os interesses do povo com mais eficiência. Em resumo, o consulado sofre pela falta de dinheiro, porque diz que tudo que é arrecadado é destinado ao Ministério de relações Exteriores.
Este nosso consulado de Boston tem resposta para todos os problemas que surgem. Respostas, mas não soluções. Estive no consulado nesta quarta-feira para uma entrevista exclusiva com o Cônsul Mario Saad e o Cônsul Adjunto Alex Giacomelli. Os problemas que afetam a “clientela” (população brasileira) não são poucos. Para o consulado os problemas inexistem. Há um descompasso entre os dois lados. Não sei se a causa disso é incompetência administrativa ou falta de vontade de trabalhar. Acredito que todos os diplomatas que são transferidos da nossa área desejaram ter ido para outro local com menos trabalho. Como cedo ou tarde serão novamente remanejados, deixam o tempo passar. A opinião da “clientela” não importa, pois se é ela que necessita dos serviços, ela que se adéqüe, não tem opção.
Com o objetivo de “esvaziar” o consulado foi implantado o sistema de agendamento “online”, despachante autorizado e o serviços pelo correio, que já estão em funcionamento há algum tempo. Quando foram implantados, questionei a sua funcionalidade com a matéria “Consulado do Brasil em Boston muda as regras de atendimento – A quem isso favorece? Ao brasileiro usuário ou aos funcionários do consulado?” Visivelmente os verdadeiros e únicos beneficiados foram os que pertencem ao “staff” do consulado, apesar do consulado negar tal benefício. E assim, criaram um transtorno para aqueles que não têm outra saída e dependem do serviço fraco e inoperante do consulado: os brasileiros, principalmente os que moram longe da Grande Boston, e família inteiras que precisam tiram seus documentos, que não conseguem mais os serviços para o mesmo dia e tem que ir em vários dias alternados, um dia para cada membro da família, etc.
Apontei os problemas e gostaríamos de dar algumas poucas sugestões que poderiam fazer diferença, assim, o Consulado não precisaria recorrer ao Ministério de Relações Exteriores para pedir dinheiro, já que do ponto de vista do consulado, esse parece ser o grande causador do descompasso administrativo. Pessoalmente, não acredito que este seja o caso. Vamos às sugestões:
_Por que não retomamos aqui em Boston o que já existe na Florida, Washington e em e outros consulados há anos? Refiro-me aos Consulados Itinerantes que comprovadamente são eficientes. Os lugares são cedidos ao consulado pela comunidade, visando o conforto dos funcionários e do público que será atendido, tudo sem custos. Se houvesse um calendário anual de Consulados Itinerantes em cidades chaves como Framingham, Worcester, Lowell, Fall River, Haynnis, desafogaria os guichês de atendimento.
_O Consulado poderia treinar voluntários em ONGs para fazer a triagem dos papéis e assim facilitar o trabalho dos funcionários, sem custos extras para ambas as partes. A resposta para as duas sugestões foi a mesma; O cônsul afirmou que isso não é eficiente e que aqui em Boston não possui funcionários para fazer este serviço.
_Na entrevista que tive com o Cônsul Mario Saad, perguntei se poderia ser providenciado um número fixo de telefone, que apenas deveria ser chamado em situações emergenciais. O cônsul me afirmou que este número já existe e que funciona, (617)816-6315. Pediu-me para testá-lo à noite, pois estive com ele durante a tarde. Testei na quarta-feira, 26 as 11h 48min PM, por 3 vezes consecutivas. Não obtive resposta: ninguém atendeu e a mensagem que deveria ser do Consulado, era a da companhia telefônica. Impossível saber de quem era o telefone ou a quem pertencia. Não funciona!
Será realizado outubro próximo, no Rio de Janeiro, o segundo encontro dos Brasileiros no Exterior, organizado pelo Ministério de Relações Exteriores do Brasil. Todos que vivem no exterior estão convidados. O Consulado está à frente do projeto junto com o Ministério de Relações Exteriores do Brasil. Será que o representante temporário de Boston, Álvaro Lima, levantará a questão das dificuldades enfrentadas pelo nosso povo no Consulado de Boston como problemas com a infra-estrutura, o tratamento que nos é dispensado e as imperícias administrativas? Quem deseja o bem estar da nossa comunidade deveria lutar por nossos direitos. Entretanto, é difícil acreditar, pois quem diz ser nosso representante direto, dificilmente falará algo de negativo contra seu parceiro, o Consulado. A única coisa que sabemos que vai fazer, e bem, é bater na tecla de quantos somos em Boston(imigrantes), o que importa são os números...etc,.
A nossa comunidade já conquistou algumas melhorias no consulado nos últimos 10 anos é verdade, mas todas conquistadas foram através de muita luta, mas agora parece estamos andando na contra mão de algumas delas e ficando bem longe de outras melhorias quase alcançadas.
Se nós brasileiros somos a clientela, esta matéria serve de termômetro para o consulado aferir a satisfação do “Cliente”...
Texto e foto: Paulo Monauer

Thursday, August 20, 2009

ONGs, políticos e mais espaço na mídia para eles em Massachusetts

Semana passada um amigo me perguntou se tenho preferências por políticos locais ou a favor de alguma ONG em Massachusetts e por que não abria mais espaço no meio de comunicação que trabalho para as pessoas envolvidas. Coincidentemente, há cerca de quatro semanas, um antigo conhecido, ativista político na comunidade, quis saber minha posição referentes às ONGs, pois havia fundado recentemente uma ONG e pediu uma oportunidade para divulgá-la. Há cerca de um ano e meio, um dos mais famosos e tradicionais donos de ONG de MA, em uma conversa reservada no meu último trabalho, relatava para mim e outro colega, que estava pedindo falência, perdendo a casa que morava e não estava ganhando de dinheiro na sua ONG. Mostrou-se desesperado e queria ajuda nesta situação. Perguntou se podíamos abrir mais espaço no veículo que trabalhávamos para difundir sua ONG. Situações ocorridas em tempos distintos, levantadas por um amigo e dois donos de ONGs.
Qual a ligação nestas três questões que por fim se interligam?
1- Ao meu amigo respondi que não tinha nem tenho lado entre ONGs e política local. Ele insistiu e ficou meio surpreso. Ao mesmo tempo retrucou que todo mundo tem que ter um lado na vida e na sociedade. Novamente respondi que não tinha lado, mas era a favor de qualquer pessoa, ONG ou político que estivesse fazendo melhorias para comunidade e que não enganava a mesma.
2- Ao ativista que virou “Ongueiro” (alguém que vira dono de ONG vitalício) e pediu espaço no jornal para divulgar sua nova ONG e arrecadar mais dinheiro, disse claramente que se quisesse fazer a diferença nos meios das ONGs já existentes, deveria atuar com um sindicato no Brasil. Mostrar serviço e resultados diferentes das outras ONGs que já existem. Ter como sede um local amplo, buscar ganhar fundos na comunidade e doações como é de praxe e oferecer algo para a comunidade que não fosse somente situações de um atravessador ou despachante comunitário, coisa que todas as ONGs fazem ao prestar o serviço. O que é um atravessador ou despachante comunitário? É aquele que tem uma salinha com carinha de bem pobre e sem recursos, uma mesa, um telefone e quando muito, uma secretaria ou voluntario para atender as ligações. Pois a grande maioria adora uma secretaria eletrônica com a mensagem: “retornaremos a sua ligação assim que puder”. As pessoas ligam, falam sobre seus problemas e eles os encaminham à defensoria pública do estado ou a alguma advogado para representá-lo na dificuldade. Em alguns momentos, quando se tem tempo e pessoas para trabalhar, ligam para a outra parte que esta sendo acusada tentando buscar uma solução. Isso é que todas fazem. Mas como uma ONG pode agir como um sindicato no Brasil? O ativista agora dono de ONG me perguntou. Expliquei que no Brasil o sindicato recebe um dia de salário do trabalhador por lei e é por ai que eles fazem “grana”. Aqui, as ONGs fazem dinheiro ao filiar associados e cobrar uma anuidade. Adoram uma adoção espontânea, principalmente de advogados, empresários, etc. Fazem jantares de gala, arranjam patrocinadores e cobram entrada para o jantar. E claro, enviam cartas o ano inteiro pedindo dinheiro a instituições privadas, fundações ou órgãos governamentais. Procuram mostrar serviço no trivial para manter a fachada, promovem cursos de qualquer coisa que possam ajudar o imigrante (isso ajuda a ganhar doações). Agora que foram explicadas algumas coisas, vamos a minha sugestão para este ativista comunitário que sofria coma falta de idéias. Disse para ele que deveria montar um consultório dentário comunitário e ter um atendimento de clinica geral dentro da ONG, com todos os equipamentos e serviços doados ou a um custo muito baixo, para ir ao encontro das necessidades do nosso povo imigrante. Isso é o que os sindicatos fazem no Brasil e não temos aqui. Ele desanimou. E disse: “Isso dá trabalho demais!”
3- No terceiro caso, do “Ongueiro” famoso que gosta de passar atestado de pobreza, (acredito que é por isso que estava contando sobre seus problemas financeiros sem ser perguntado ), afirmava estar em “banca rota” total. Sugeri que procurasse outra forma de ganhar dinheiro, pois a que estava usando não trazia os resultados esperados. Ele até hoje não trocou de trabalho e continua firme na ONG. Deu declarações na imprensa de faturamentos estonteantes da sua ONG em 2008, na ordem de 350mil e que estava em dificuldades, pois costuma faturar $450 mil por ano. Não sei para onde vai todo este dinheiro, para o imigrante é que não é! Hoje, diz ter dado a volta por cima e anuncia aos quatro ventos que aprendeu a administrar suas dividas e seu dinheiro.
Para finalizar este tema, acho que todo o trabalhador faz jus a um salário condizente e digno com a função. Seja ela qual for. Isso não denigre a imagem de ninguém, muito pelo contrário valoriza o individuo e o valoriza na sua função. Apesar disso tudo, muitos que trabalham com ONGs preferem fazer o jogo do “atestado de pobreza”, usando um carro velho e coisas do tipo. Contradizem-se e muitas vezes deixam escapar algumas informações que provam justamente o contrário, que vida deles não é tão difícil assim como apregoam, como por exemplo: Vão ao Brasil três ou quatro vezes por ano, fazem viagens constantes a outros estados, tem uma carga horária muito flexível e sonham ser políticos de carreira um dia, apesar de sempre negarem o fato.
Um bom exemplo a ser seguido é o de algumas ONGs na região de Framingham, que há muito tempo oferecem serviços dentários e clínicos gratuitos a qualquer um e nem precisa ser um associado. A nossa comunidade brasileira necessita das ONGs, elas precisam melhorar seu desempenho, que é fraco, e falta muita transparência em todas elas. Deveriam publicar em meios de comunicação os seus balanços anuais, prestar contas a comunidade e não esconder nada, pois vivem da comunidade ou não? Para prosperarem, precisam investir os recursos que captam para oferecer serviços aos imigrantes com maior clareza e resultado.
Quanto as minhas preferências, não tenho e aprecio a todos. Sempre publicaremos atividades das ONGs que façam diferença para comunidade, entretanto não faremos propaganda gratuita de engodo. Pelo tempo que tenho na mídia, deu para conhecer todos os “papagaios piratas” da região. Aprendi a separar o joio do trigo. E você aprendeu também?

Paulo Monauer

Saturday, August 15, 2009

Nossa comunidade brasileira em Massachusetts

Nunca tivemos tantos eventos, em um curto período de tempo, como tem acontecido na nossa comunidade nos últimos meses. A divulgação desses eventos tem sido irrepreensível, sejam estes shows, atividades evangélicas, astros do nosso tão amado futebol e estrelas da nossa teledramaturgia, etc,. Nossa qualidade de informação, de uma maneira geral, tem progredido a passos largos. O brasileiro que vive em Massachusetts não pode mais reclamar da falta de informações ou da falta de conhecimento sobre fatos importantes ocorridos na nossa comunidade. Os brasileiros “desinformados” o são por escolha própria, pois muitos deles não tem o desejo de manter suas raízes, sua origem e até preferem viver a margem da nossa comunidade. Preferem viver como americanos, abandonando seus costumes, tradições e até o seu povo.
As igrejas brasileiras prosperam, também lojas, programas de radio, programas de televisão locais, jornais, médicos, advogados, dentistas, seguradoras, corretores, ONGs, agências de viajem e lojas de remessas de dinheiro, etc,. Infelizmente, igualmente “prospera” uma grande quantidade de picaretas oportunistas, que assim como o joio e o trigo, estão mesclados e agem no comércio brasileiro ou diretamente no seio da comunidade. Muitos deles são velhos conhecidos, o que os impede e os inibe de certa forma, mas ainda assim, temos que conviver com sua presença.
Crescemos e muito e isso é um fato incontestável! Se não crescemos em números, mantendo-nos aproximadamente na casa 300 mil aqui no estado, crescemos em informação, em volume de negócios, em participação popular e aos poucos vamos ganhando espaço com os nossos anfitriões americanos. Com muito mais freqüência, os americanos tem se mostrado interessados por nossa comunidade. Muitas empresas americanas investem milhões e milhões em mídia, direcionada exclusivamente aos brasileiros.
O que será que aconteceu? Ou o que está acontecendo? É simples: estamos crescendo como um povo imigrante, em cultura e ganhando espaço financeiro. Inúmeros brasileiros que vivem em Massachusetts ganham rios de dinheiro somente atendendo o povo brasileiro que vive na região. Tem muitos comerciantes que passam um mês inteiro sem atender a americanos, apenas vendendo e negociando com brasileiros. Com todos os avanços e progressos ainda tem líder comunitário, que em programa de rádio local, incentiva os brasileiros a irem embora. Afirmam que no Brasil as coisas estão mais fáceis e que agora os sonhos estão se tornado realidade, só que desta vez, lá no nosso Brasil.
Tenho ido ao Brasil e realmente as coisas por lá estão melhores, entretanto está muito longe da realidade do Brasil se tornar como a da América. O país está melhor sim, mas em se comparando com a vida na América, apesar das dificuldades, os brasileiros aqui ainda tem mais chances de ter uma vida financeira estável e mais poder de compra.
Com o passar dos anos, a nossa comunidade se tornou mais coesa e unida, apesar de muitos pregarem o contrário. Triunfar é inevitável para aqueles que acreditam, trabalham arduamente e querem progredir. Já não precisamos de desbravadores ou bandeirantes, nosso espaço já foi conquistado. Estamos no caminho certo e o sucesso da comunidade está se tornando cada vez mais palpável. Não existem mais possibilidades de retrocessos. Tudo o que precisamos fazer é seguir o curso, com ou sem documentos.

Texto e foto: Paulo Monauer

Friday, August 14, 2009

Deborah Secco esbanja simpatia em Boston e encanta a todos








Esta semana, Boston recebeu um dos rostos mais famosos da teledramaturgia brasileira, a jovem atriz Deborah Seco, que veio a convite da Produtora Intermídia e o site O Favorito. A atriz global veio a trabalho: filmou comerciais para a TV e foi a responsável pelo workshop realizado no Holliday Inn, em Somerville, sábado dia 8.
O Workshop de Teatro, TV e Cinema abordou temas como a arte de atuar, a inspiração necessária para se interpretar verdadeiramente um papel e a dificuldade de fazer o expectador sentir cada emoção escrita no roteiro, através do corpo e da voz do ator. O evento contou com cerca de setenta pessoas e foi feito num clima bastante descontraído, o que impressionou as pessoas que participaram. A atriz esbanjou simpatia, carisma e se mostrou bastante acessível. Humildade é uma palavra que define o comportamento da atriz no workshop e foi essa a impressão que marcou a todos que participaram.
Casada há pouco mais de um mês com o jogador de futebol Roger Flores, ex de Adriane Galisteu, não quis falar muito sobre a vida de recém casada. A atriz confessa que é uma “workalolic” e é completamente apaixonada por aquilo que escolheu por profissão.
A atriz participou de uma entrevista coletiva para toda a imprensa brasileira, no Café Belô. Deborah não se mostrou afetada pelo sucesso e foi muito requisitada pelos jornalistas. Respondeu a todos com simpatia e falou um pouco da sua carreira.
A atriz começou cedo, aos 8 anos de idade fazendo comerciais. Desde então, atuou em cerca de 13 novelas e ficou sabendo disto no programa do Faustão e que essa marca é maior do que a sua colega, a atriz Malu Mader. Deborah também trabalhou em mini-séries, seriados sem contar nas inúmeras participações especiais que teve a oportunidade de fazer. Dentre os seus personagens favoritos estão a Íris da novela Laços de Família e a Darlene, onde fez par com a sua amiga a atriz Juliana Paes, na novela Celebridade. No currículo da atriz também consta ter posado para uma famosa revista masculina, a Playboy, em 1999.
Respondendo a minha pergunta sobre qual seu time do coração a estrela global se mostrou dividida. Quando era pequena torcia pelo Fluminense, time dos pais. Para não fugir a tradição de adolescente rebelde, a atriz rompeu relações com o time da família e optou pelo Flamengo. Atualmente o coração da atriz continua dividido, isso porque quando o marido da atriz defendia o Grêmio, a torcida do time a recebeu a tão bem que, se hoje o Flamengo e o Grêmio se enfrentarem a atriz torce por um empate.
E foi assim, distribuindo carisma e simpatia que a atriz Deborah Seco marcou mais uma vez a sua passagem pela cidade de Boston.
Texto e fotos: Paulo Monauer

Monday, August 10, 2009

Rede Record investe pesado no RecNov na Vargem Grande no Rio de Janeiro




















Fiz uma vista oficial em dezembro de 2008 a Central de Produção e o Núcleo de Teledramaturgia da Rede Record e testemunhei a gigante que ela está se transformando a passos largos na teledramaturgia. A recepção e o acompanhamento da visita foram feito pelos Srs. Alexandre Costa, Diretor de Operações, Tarcisio Salles Rodrigues, Diretor Administrativo, Marcos Pimentel, Gerente Geral de Produção Núcleo de Teledramaturgia e Carlos Augusto, Representante da Rede Record em Newark, NJ-USA.
A RecNov, como e chamado a Central de Produção em Vargem Grande, foi comprada em 2005 e em 2006 já começou a funcionar com a sua primeira produção de novela, Prova de Amor. A partir daí começou o império de produções que já conta com oito estúdios A, B, C, D, E, F, G, H em funcionamento e mais quatro em construção a todo vapor. Cinco destes estúdios já construídos contam com 1000m2 de área. Todos com as mais modernas tecnologias de gravação, iluminação e pós-produção que é distribuída para o mercado internacional. Depois de concluída as construções dos outros quatro estúdios em obras a RecNov terá uma capacidade muito maior de produção em estúdios do que o Projac da Rede Globo. A RecNov conta com uma área com 200mil m2, e desta tem 131mil m2 de área construída. Um grande centro gerador de empregos, arte, lazer e entretenimento.
Tarcisio Salles Rodrigues, Diretor Administrativo relata que existem 2mil funcionários diretos e amais de 1600 colaboradores terceirizados, que circulam diariamente nas suas dependências na Vargem Grande/RJ onde ficam concentradas todas as etapas e planejamento das produções de novelas e series especiais (Os Mutantes, Chamas da Vida, Lei e o Crime e mais Vendetta e Betty e a Feia, próximas novelas que na época já tinham começado as gravações que estão indo ar agora) que estão conquistando o Brasil e o mundo. Indiscutivelmente todos que acompanham e vivem o dia a dia da Record reconhecem que o crescimento da Rede em novelas vem se dando muito rápido com muito trabalho, investimento e qualidade, e que o lema é crescer, crescer e crescer muito, muito mais.
A Rede Record foi a emissora que mais cresceu no Brasil em 2008, tanto em índices de audiência como na participação do mercado. Resultado de investimentos da mais alta tecnologia, mas também de toda a dedicação do talento do que diz ser o seu maior patrimônio, os profissionais empenhados na produção e realizações das novelas e programações que estão mudando a historia da televisão brasileira. Alexandre Costa, Diretor de Operações disse: “Não queremos parar por aqui, por que acreditamos ter a responsabilidade e o compromisso de levar este trabalho cada vez mais adiante e para isso afirmo que estamos preparados”. Agora para a chegada da TV Digital a rede Record fez fortes investimentos na área técnica. Conta com índices de audiência que não param de crescer a cada dia. “O sucesso que vem dando certo é o de pensar sempre no telespectador como prioridade e oferecer um produto de alta qualidade”, diz Marcos Pimentel, Gerente de Núcleo e Teledramaturgia.
Nos USA a Rede Record Internacional de acordo com Carlos Augusto, Representante de vendas de Newark, está pronta para deslanchar em 2009. Com a grade de programação que a Rede Record esta oferecendo junto com qualidade e nível nas suas produções, acredita que na érea de assinantes a rede vai pode dobrar seus números. E na área comercial especialmente em Massachusetts com os pacotes super acessíveis e com o retorno cada vez maior para os anunciantes acredita que o produto Record de Televisão vai superar todas as suas expectativas de resultados nesta área.

Curiosidades do complexo Recnov da Rede Record:

• São oito estúdios em funcionamento e mais quatro em construção, cada um com sua estrutura separada de copa, serviço de cenário, salas de maquiagem, figurinistas e atelier de costura, etc.
• Cenas externas diárias de rua movimentam mais de 120 carros por dia
• Figurantes são mais de 400 por dia contratados através de agencias
• Os Mutantes 90% das roupas usadas na produção são feitas por três contramestres, três alfaiates e nove costureiras
• Numero de pessoas que circulam pelas dependias do complexo por dia hoje mais de 3.600
• Produtos a partir de janeiro 2009 – 5 novelas e uma Serie que serão trabalhados simultaneamente
• A Serie Lei e o Crime que estreou em dezembro têm um custo operacional por capitulo de $500 mil reais e para dar ares de filme a Serie e utilizada uma câmera Vipper de alta resolução

O RecNov (Record Novelas) é a central produtora de telenovelas da Rede Record. É no complexo que são gravadas as novelas da rede.
A primeira cena gravada nos novos estúdios foi da novela Prova de Amor.

História:

Seus estúdios foram comprados de seu antigo dono, o humorista Renato Aragão, em 10 de março de 2005. Era neles que Renato produzia seus filmes.
Seu nome foi mudado então para RecNov e fica no bairro de Vargem Grande, no Rio de Janeiro, onde até então possuia apenas três estudios.
Foi feito um investimento de mais de R$ 60 milhões em infraestrutura e tecnologia. A área da RecNov passou de 40 mil m² para 200 mil m². Os três antigos estúdios foram totalmente reformados e equipados, dois deles possuem 1.120 m², um com 400 m².
Foram somados a esses mais três estúdios, cada um com 1.000 m², juntamente com um prédio que abriga as áreas administrativas e camarins, dois galpões com 2.500 m² cada, a Fábrica de Cenários e o depósito de cenários.
Em 2007, a Record concluiu a obra de mais duas instalações, totalizando oito estúdios de uso exclusivo para a produção de novelas.
Em 2008 A Record investiu R$ 200 milhões na ampliação de sua central de estúdios no Rio, o RECNOV, apesar da crise financeira global. Já conta com mais 2 (dois) novos estúdios de 1.000 m2 cada e uma central de pós-produção (finalização e efeitos especiais).
O RECNOV, sua central de produção, já tem 5 (cinco) estúdios desse porte, mas são insuficientes para a demanda. A versão brasileira de “Rebelde” começará a ser gravada em um estúdio alugado.
A emissora também está construindo neste ano 2009 um prédio administrativo, com 5.400 m2, e uma fábrica de cenários e reciclagem de materiais com 20 mil m2. O RecNov também ganhará praças com quiosques e laguinhos, um centro de convivência com restaurantes, biblioteca, academia e auditório, uma portaria exclusiva para atores e uma estufa para cultura de plantas, além de estacionamento para 800 carros.
Em novembro de 2008, a Record comprou mais 81.000 metros quadrados de área para o RecNov. Agora, serão 280.000 metros quadrados de estúdios e cidades cenográficas.
São mais de mil profissionais trabalhando a todo o vapor entre cenários, sala de maquiagem, figurino, guarda-roupas, produção de elenco, cinegrafistas, entre outros.
Texto e fotos: Paulo Monauer

Sunday, August 9, 2009

Desagradável aroma gastronômico!

Esta semana, como de costume fui tomar café, almoçar e jantar por ai, como costumo fazer sempre. Até por que há muito tempo não costumo fazer minhas refeições em casa. Morar sozinho tem suas vantagens e desvantagens, mas isso e assunto para outro dia. Têm tantos restaurantes, padarias, lanchonetes brasileiras em Boston e arredores, que boas opções para matar a saudade de uma gostosa comida brasileira, bolos, tortas, etc., não faltam. Mas apesar de tantas opções verdes amarelo, eu não abro mão de curtir um bom ambiente americano seguidamente. Tem uma coisa que definitivamente que não consigo conceber em alguns restaurantes brasileiros. O cheiro de comida, óleo que entranha no cabelo, (falo em nome das mulheres, e de quem tem, até por que os meus estão em retirada há alguns anos), roupas, pele, etc. Onde esta a exaustão do ambiente? Na grande maioria não existe. Quando você sai do restaurante necessariamente você precisa tomar um banho e trocar de roupa, o cheiro de comida que você leva junto para casa ou carro, e horrível. Na grande maioria das vezes a comida e boa, o ambiente sempre com raras exceções e muito apertado, todo mundo fica meio empilhado, as mesas são tão perto umas das outras, quase juntas, quando não interligadas uma a outra. Onde fica a tua, a minha, a nossa privacidade? Que prazer alguém pode sentir, quando se desloca para um restaurante buscando um lugar agradável, gostoso, com boa comida, junto com a família ou a namorada, ou com amigos e sai fedendo a óleo e comida? Quase sempre nos temos que nos servir o famoso “PF” a quilo, apesar de ter muitos restaurantes com cardápio e opções diferentes. Do nada o “churrasco” virou marca registrada (do Rio Grande do Sul para o mundo), quase todos restaurantes tem, a pesar que pessoalmente às vezes ache plenamente dispensável o churrasco. Outro dia, me deparei com um destes muitos assadores de plantão em um restaurante em Framingham, apesar de ter muitos bons churrasqueiros e com alta qualidade profissional. Mas este especificamente usa óleo para fazer churrasco. Gaúcho que sou comer um churrasco sem ser feito somente com sal grosso, tem qualquer outro nome, mas nunca poderia ser chamado de churrasco. Os restaurantes brasileiros pegaram tanto, que tem hispano dono de restaurante em Somerville, com funcionários somente formados por brasileiros, serve somente comida brasileira e com nome de “gauchão”. Apesar de existirem algumas, ainda faltam muito mais opções que possam respeitar o poder de consumo de nos brasileiros de New England. Definitivamente tudo é aceitável, falta de espaço, assador de carne a base de óleo, hispano dono de restaurante brasileiro com nome do sul, etc. Mas sair com a fragrância de óleo e comida, no cabelo, na roupa, pele, e demais. É, mas apesar de tudo, os restaurantes brasileiros continuam cheios e em plena expansão. Acredite! Se não acredita, confirme. Afinal tem um restaurante em cada esquina.

Texto e foto: Paulo Monauer

Thursday, July 30, 2009

Ronaldinho Gaucho, Dida do Milan e Fabiana Silva do Boston Breakers curtem Show de pagode do Pixote no Club Lido em Revere, MA





Afinal de contas quem disse que atleta não pode curtir um bom pagode? Sair? Respirar? Se divertir? Os atletas do Milan e a Fabiana adoram um pagode e aproveitaram a coincidência dos fatos ( tempo, hora, dia e local) para poder curtir um grande Show no Club Lido, juntos. Em um camarim exclusivo em cima do palco ao lado da banda lá estavam eles. Para quem foi ao show do Pixote no domingo, 26 teve uma visão agregada ao excelente som de pagode; a visão dos craques da bola, ali a poucos metros de distancia. Mesmo com a distância absurda que existe entre Boston e o Brasil e possível viver aqui um ambiente bem brasileiro. Coisa que quem vive aqui em Boston já sabe, mas que agora Ronaldinho e Dida descobriram também. E foi exatamente assim que todos encararam a noite. Com uma latinha de Red Bull na mão os atletas curtiram o Pixote, que animou os as mais 800 pessoas presentes no Lido. Teve até palhinha do Ronaldinho tocando com a banda entre outras canjas como: fotos com os craques, autógrafos.
Texto e fotos: Paulo Monauer