Wednesday, July 18, 2012

Fernando Novaes & Comunidades Seguras


Tristemente temos o primeiro caso de impacto no nosso meio aqui em Massachusetts. A prisão do popular radialista Fernando Novaes.  Casado, morador da cidade de Peabody, onde sempre viveu com a família e filhos, foi preso em Boston na semana passada. Motivo: dirigia com carteira de motorista vencida, agregado a tudo isso entrou pelo México, foi pego e preso na travessia há oito anos, naquela época foi liberado e deveria se apresentar a corte mais tarde e não o fez. Fernando trabalhava com limpeza a noite, e foi durante a noite que foi pego. Agora está preso no centro de detenção de imigrantes em Boston.
O que dizer, o que fazer, e como consolar a esposa e filhos. Agora começa toda aquela luta, advogado, dinheiro e tentar libera-lo da cadeia e da quase certa deportação. Uma tarefa dura, sofrida onde muitas pessoas estão sofrendo tanto quanto o Fernando, mesmo estando do lado de fora da cadeia.
Eu conheci o Fernando pessoalmente nestas festas que tem na comunidade, trocamos umas ideias e na ocasião, ele falou o quanto apreciava o Hello Brazil News e eu falei o quando o escutava no rádio na 1230AM às vezes dirigindo para casa depois de um dia duro de trabalho. Ele me convidou educadamente para ir ao programa e participar com ele e a galera, bater uma bola no ar, com a turma, como ele carinhosamente disse na ocasião. Até hoje ainda não tive a oportunidade de participar do programa.
Qual a lição que o Fernando esta tendo agora dentro de em uma cela, e com todo tempo do mundo para pensar em um milhão de coisas? Muitas vezes eu o ouvia falando na rádio sobre a sua própria situação de ilegal neste país, e ele reafirmava sempre, eu preciso dirigir, sustentar minha família, não tenho alternativa a não ser correr o risco. Olha o que aconteceu com ele. Ninguém que vive ilegalmente nos USA está livre de uma desgraça destas. Contudo muito se pode evitar esta desgraça. Não quero julgar o Fernando e nem tenho este direito. Meu desejo é que ele consiga sair da cadeia e ganhar mais uma chance de ficar nos USA. Entretanto precisamos ser coerentes, maduros e aprendermos com o que aconteceu com ele. O fato é: hoje foi o Fernando e amanhã pode ser você.
Como evitar isso? Tem muita gente que tem corte em aberto por ter atravessado a fronteira como o Fernando, e deveria voltar à corte a nunca o fez, como ele. A justiça americana não esquece e não apaga registros desta natureza. Logo se você está nesta situação e quer viver feliz sem muitas dificuldades até aparecer uma lei que de a oportunidade a você de se legalizar, NÃO DIRIJA. Se você não tem problema de corte, mas dirige tome cuidado, MUITO cuidado, às vezes a sua autoconfiança em excesso e as desculpas que você dá para você mesmo para explicar suas atitudes, podem te devolver para o Brasil sem direito de volta.
O melhor a fazer neste caso é arranjar um emprego que ganhe menos, abrir mão de algumas coisas e trabalhar perto de casa, ou em algum local que de para você pegar um ônibus ou metro para o trabalho. Agindo assim você tem vida para mais 20, 30 anos na América, mesmo vivendo ilegalmente, até se legalizar. As chances de você ser deportado neste caso e uma em 10 milhões.
A Comunidade Seguras tem por objetivo eliminar criminosos perigosos e quem tem cortes em aberto e não compareceram nelas, estes indivíduos se enquadram como imigrantes de risco para o governo americano. Fernando não é um criminoso, não é perigoso, é trabalhador, mas, contudo tem uma conta de 8 anos atrás em aberto com o governo americano, e não pagou sua dívida,  não se cuidou o suficiente, portanto querendo ou não ele foi legalmente preso, e de acordo com a lei deve ser deportado.
Mas nós brasileiros acreditamos em milagres, e torcemos para que ele aconteça com o Fernando. Agora você que está ai trabalhando na rua dirigindo, e às vezes abusando da sua sorte, fuja de problemas e saiba se cuidar para nunca passar o que o Fernando e sua família estão passando. A escolha é sua, use o seu livre arbítrio. Às vezes só depois de duros golpes como este de Fernando é que nos arrependemos de algumas atitudes ou escolhas imaturas. Você esta livre e pode decidir o que é certo e é o melhor para você agora. Pense nisto.
Boa semana!
HBN – Paulo Monauer

Massachusetts tem 28 brasileiros presos cumprindo pena criminal

Embaixador Fernando Mello Barreto e diplomatas do consulado de Boston   
Os dados foram fornecidos pelo Consulado Geral do Brasil de Boston que na última quinta-feira, 12 apresentou os números na Reunião de Conselho dos Cidadãos. Agregado a estes em média tem sempre mais ou menos 100 presos na imigração, de acordo com Embaixador Fernando Paulo de Mello Barreto Filho, titular de Boston.
O consulado apresentou um relatório de visitas e assistência aos presos em MA, dos últimos 3 anos:
v  2010 - Foram 1.172 visitas realizadas, coletivas e individuais.
v  2011- Foram 712 visitas realizadas, coletivas e individuais.
v  2012 - Os números ainda estão em aberto, e o consulado informou que visitou neste ano 3 instituições prisionais por mês, mas ainda esta levantando o número exato de quantos detentos foram agraciados com a visita consular, mas comunica que os números são menores do que os dos anos anteriores.
Toda esta questão prisional foi levantada pelo fato que os números de visitas caíram muito nos últimos dois anos. A explicação do Embaixador Fernando Barreto para tal queda se deve ao fato de a diplomata especialista nesta área do Consulado de Boston ter sido transferida para Brasília, que era a Maria do Socorro, muito conhecida na comunidade.
Hoje a pessoa responsável pelos presos no consulado é a diplomata Samira Martins, brasiliense atuando a pouco tempo no consulado, que esta tentando organizar um cronograma apurado para cobrir todas as visitas necessárias ao grupo carcerário de brasileiros em Boston e ouvir as necessidades dos mesmos.
Durante a reunião do Conselho dos Cidadãos, onde estiveram presentes inúmeros lideres e empresários brasileiros presentes, o embaixador fez questão de frisar que tem recebido algumas pressões do ICE para liberar a documentação de alguns brasileiros presos. Entretanto os brasileiros que ICE querem as documentações não tem interesse em serem deportados no momento, ou por orientação do advogado, ou por que acreditam que podem ser liberados e voltar às ruas aqui nos USA, logo a prerrogativa de sair ou não do país cabe ao detento, no caso, e ao consulado cabe respeitar a posição dos brasileiros presos e disse que não cede e nem vai ceder as pressões do ICE. Esta posição em alguns casos tem causado algum constrangimento nas relações ICE e consulado, contudo o embaixador disse que vai só vai liberar os documentos de deportação caso o preso queira ser deportado.
Outra medida consular tomada pelo embaixador para atender melhor a demanda careceria foi deixar uma linha telefônica do consulado em aberto entre 9hs30min ás 10hs30min, horário em que os detentos têm livre acesso grátis ao telefone, isso nas segundas, quartas e sextas-feiras. Esta medida tem por objetivo facilitar ainda mais a comunicação do preso com o consulado.
Questionado pelo Hello Brazil News, se o consulado estava fazendo a ‘ponte’ entre as famílias dos presos e os presos, o Embaixador respondeu: ‘No momento não tem como fazer isso por falta de pessoal e o grande acumulo de visitas a serem feitas. Entretanto reconhece que o ideal seria isso, fazer uma ligação telefônica para a família antes de visitar o preso, ver se eles querem mandar algum recado para o conterrâneo preso e depois da visita fazer o caminho de volta e novamente ligar para a família para dar um retorno de como ele anda e cosias assim. Ainda vamos chegar lá’.
Direto dos presos brasileiros no exterior:
O (a) cidadão (ã) brasileiro deverá solicitar à autoridade estrangeira autorização para comunicar-se com o consulado, que poderá gestionar para que seja assegurada sua integridade física, dispensando-se-lhe tratamento condigno, acompanhar a evolução do caso e avisar familiares no Brasil. É importante ter presente, porém, que o Consulado não poderá providenciar sua soltura, nem pagar os honorários do advogado ou as custas do processo, nem interferir no andamento do mesmo.
Caberá igualmente à Autoridade Consular, no exercício do que lhe faculta o artigo 36 da Convenção de Viena sobre Relações Consulares:
·        Prestar assistência aos brasileiros que se acharem envolvidos em processos criminais;
·        Estabelecer contratos com diretores de penitenciárias situadas em sua jurisdição e manter relação atualizada de presos brasileiros e andamento dos seus respectivos processos;
·        Caso solicitado, servir de ligação entre os prisioneiros e suas famílias, seja no Brasil ou no exterior;
·        Nos postos onde é elevado o número de prisioneiros brasileiros, inteirar-se das condições de saúde e das instalações onde estejam detidos e, ainda, instruir funcionário a visitar periodicamente os prisioneiros, mantendo fichário atualizado e enviando relatórios periódicos;
·        Assegurar, na medida do possível, aos brasileiros detidos ou encarcerados, acesso aos serviços consulares.
·        Fornecer os documentos necessários para o preso brasileiro ser deportado, caso ele assim o desejar.
PS: O Embaixador também relatou que muitos presos não querem informar aos familiares que estão presos, preferem o anonimato, e o consulado respeita isso, e não faz contato com os familiares.
HBN – Notícias – Paulo Monauer
Foto Paulo Monauer


Tuesday, July 10, 2012

O bê-á-bá na hora da compra de imóveis no Brasil!


 
·      Investir em imóveis no Brasil é seguro?
·      É um bom negócio?
·      Quem pode vender imóveis nos USA?
·      Em qual construtora que eu devo comprar?
·      Em qual imobiliária posso confiar?
·      Qual a melhor cidade para investir em imóveis?
·      Como o corretor pode conquistar minha
credibilidade e confiança na hora da venda?
O ‘Bum’ Imobiliário no Brasil  
O mercado imobiliário no Brasil é um dos que mais crescem na América Latina, isto é um fato. A oferta abundante das construtoras, que parecem só terem ofertas residências na vertical, (edifícios, produtos comerciais de maior demanda no mercado) vem suprindo as necessidades e sonhos que muitos brasileiros têm de morar em ambientes coletivos, os famosos edifícios. A facilidade pela escolha do local onde o consumidor quer viver é um forte fator de decisão na hora da compra, agregado a tudo isso vem às facilidades que os prédios oferecem, normalmente é mais seguro do que uma casa, do ponto de vista de assaltos e pequeno furto que são muito comuns no Brasil. Tem muita gente que nem quer pensar em ter um jardim, ter que cuidar da pintura, da higienize externa de uma casa, e para o bem da verdade uma casa custa mais caro do que um apartamento, que no caso do mundo moderno que vivemos é bem mais prático e funcional principalmente pela concentração da população em grandes urbanos. O que já foi privilégio de poucos no passado, como morar pertinho de tudo nos centros citadinos é hoje uma oportunidade aberta a todos os brasileiros, sem exceção. A verdade é que a população brasileira com pouco ou muita renda curte a onde imobiliária a seu belo prazer, de acordo com seu bolso. Apartamentos de 55m a 70m fazem a cabeça de muita gente, por outro lado apartamento de 200m a 500m metros também encantam a muitos outros, cada um na sua esfera econômica. Contudo a demanda maior esta no cliente interessado no apartamento pequeno. Ambos os consumidores usam e abusam das oportunidades e facilidades na hora da compra. Claro que alguns sofrem para conseguir fechar o negócio com a construtora, sofrem para pagar as mensalidades e os reforços, e depois sofrem pela espera até pegar as chaves, etc. Na verdade todo mundo aproveita o momento para se programar e comprar o imóvel na planta o que é bem mais em conta que do que comprar um imóvel já pronto para morar.
O bem, o imóvel
Depois desta fase de pagar o imóvel sem pode usufruir dele, falo do período de construção do mesmo, quando chega a hora de tomar posse de fato da tão sonhada casa própria, que por direito já pertence ao consumidor vem o tão esperado momento da entrega das chaves da nova residência. Ai começa a segunda parte da história. A maior reclamação no Brasil hoje no PROCON, órgão que garante o direito dos consumidores em geral, no que diz respeito a imóveis está centralizado em dois itens; a) Atrasos das construtoras na hora da entrega das chaves prometem para tal data e o cliente fica na expectativa e quando chega no momento exato o prazo precisa ser prolongado. b) O outro item de maior reclamação dos novos donos de casa própria no Brasil se refere aos acabamentos dos apartamentos. O cliente recebe as chaves cheio de emoções e entra no imóvel, passado a euforia começa a visualizar defeitos nas paredes que tiveram um reboco e acabamento de má qualidade, notam desníveis no piso, sem falar nas portas que não fecham direito, janelas que foram colocas com defeito e são entregues emperradas antes mesmo do novo proprietário mudar, e por ai vai. Neste caso vale a pena lembrar que o consumidor tem direito até cinco anos depois de pegou as chaves, para fazer reclamações e cobrar da construtora qualquer defeito no imóvel, e ela é obrigada por lei a reparar o problema sem custo para o proprietário do imóvel, desde que sua reclamação tenha procedência comprovada.
Bolha imobiliária no Brasil
Todo mundo fala que existe uma bola imobiliária no Brasil, (bola imobiliária é um superfaturamento nos preços dos imóveis, ou seja, os preços estão acima do mercado, quem compra hoje paga mais e na hora da venda do imóvel ele vai ter que vender por menos que pagou) e todos os corretores imóveis aqui nos USA usam o argumento que o momento da compra é agora, pois o mercado imobiliário só tende a valorizar com os eventos mundiais que vai ocorrer no Brasil nos próximos anos, Copa do Mundo e Olimpíadas. As experiências de outros países que também já tiveram a oportunidade de serem anfitriões de mega eventos como este (Copa do Mundo e Olimpíadas), sinalizam aos clientes em potencial de imóveis que as coisas não funcionam bem assim. Normalmente depois dos eventos existe uma queda significativa nos preços dos imóveis em áreas, cidades e arredores onde ocorrem os eventos. Isso é um fator normal, corriqueiro e inevitável, e é o chamado ‘ajuste de mercado’, com a queda na demanda excessiva em razão da conclusão dos eventos. Ao consumidor é importante escolher com cautela, onde comprar, quando comprar, com quem comprar e verificar as condições da compra, ter noção de preço de mercado dos imóveis no local onde esta comprando, pesquisar a construtora nos órgãos de reclamação do consumidor, ter tipo uma certidão do PROCON da idoneidade da construtora, ver o tempo que ela já esta atuando no mercado, etc. Muitas destas informações devem ser apresentadas através de documentos emitidos por órgãos competentes do Brasil aos clientes pelos corretores imobiliários, eles são a ponte de credibilidade entre as construtoras e os clientes, logo, é dever deles mostrar transparência ao cliente, dar segurança ao mesmo, e NUNCA mandar um cliente pesquisar na internet sobre o tema, eles devem chegar com as provas do que eles estão falando ou prometendo, com tabelas de reajuste de prestações nos últimos 12 meses, etc., em mãos. Estas e outras dicas de como ganhar a credibilidade do cliente se aprende no curso de, ‘Técnico de Transações Imobiliárias’.
Vendedores de imóveis precisam ser credenciados?
Para o corretor imobiliário que quer ser um profissional da área de vendas de imóveis no Brasil ele deve ter o diploma de TTI,  para isso ele precisa fazer um curso com que tem um ano de duração, como uma vantagem para quem vive no exterior ele pode ser feito pela internet, a média mínima para ser aprovado é 7, feito isso e de posse do diploma ele está apto para ganhar uma habilitação para trabalhar registrando o seu diploma no CRECI, e ai pagar a anuidade da entidade e assim receber a carteira de associado para trabalhar, o famoso numero do CRECI. No Brasil todo o vendedor de imóveis é obrigado a ter um diploma de Técnico de Transações Imobiliárias, TTI, com ele todo o vendedor pode entrar para seletivo grupo de quem esta autorizada legalmente a vender imóveis no Brasil. Aqui em Massachusetts poucos, não mais do que três corretores tem este curso de um profissional de vendas de imóveis e com registrado no CRECI no Brasil. Contudo vale a pena lembrar que para vender imóveis do Brasil aqui dos USA não é necessário ter TTI ou ter o numero do CRECI, mas quem tem esta qualificação deve difundi-la e explora-la mais por que com certeza e um vendedor teoricamente ‘mais qualificado que outros vendedores’. Qualquer outra formação profissional seja de nível universitário ou técnico; como engenharia, advogado, arquiteto, professor, etc., não abonam qualquer um a exercer a função de corretores de imóveis, o CRECI é o único documento que atesta um profissional e da legitimidade ao corretor imobiliário no Brasil, ou se tem ou não se tem. Tem muitos aventureiros sem qualificação em imóveis que inclusive dizem serem conselheiros financeiros para os clientes, na verdade eles não têm nenhuma estrutura ou formação profissional para tal aqui em Massachusetts. Cabe ao consumidor saber filtrar e checar o vendedor na hora da compra, pedir um ID da sua qualificação profissional, de um órgão competente aqui nos USA ou no Brasil. Cartão de visita e aval da imobiliária neste caso não são suficientes. Se você comprou um imóvel aqui nos USA com a promessa do corretor que depois que você pegar as chaves no Brasil você vai conseguir um financiamento direto da CEF ou em qualquer outro banco, morando nos USA, você foi iludido e enganado pelo corretor e esta em uma fria. Nos últimos 20 anos somente uma pessoa aqui de Massachusetts conseguiu um financiamento direto da Caixa Econômica Federal. Somente um. O processo para aplicar para um financiamento é fraqueado a qualquer um que vivem no exterior para tentar uma linha de credito de hipoteca imobiliária no Brasil, mas para ser aprovado mesmo cumprindo todos os pré-requisitos da CEF como ter uma poupança na entidade, etc., é uma realidade que praticamente não inexiste. Cuidado com as conversas e promessas de vendedores de fundo de quintal.
Em quais imobiliárias eu devo confiar na hora da compra?
Primeiro você deve procurar uma imobiliária que tenho um registro, e seja licenciada para vender imóveis em Massachusetts. Neste caso este documento deve ser o que vai abrir sua conversação com o corretor, ele vem em primeiro lugar, antes da oferta do imóvel. Um jeito prático para começar é só pedir para ter uma copia do alvará de funcionamento da prefeitura ou copia do alvará de funcionamento do estado, e em ultimo caso para ver o numero de registro no IRS, se você achar conveniente peça um documento da construtora que concede poderes para a imobiliária vender um imóvel dela, e por ai vai, exigir clareza não é ofensa ou desconfiança, mas sim um direito do consumidor, afinal e o seu dinheiro é que esta em jogo. Outro fator que pesa muito contra a imobiliária e os donos nunca terem ido ao Brasil, por que não tem documentos para isso, simplesmente desconhecerem o que vende, nunca tiveram um contato físico com o dono da construtora, com os empreendimentos na verdade são meros agentes, sem intimidade com o produto que oferecem e com pouca legitimidade profissional.

HBN – Notícias
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Lamberto Palombini dono do Grupo Proeng, cai nas graças da comunidade em Boston


Lamberto Palombini Neto, carioca de nascimento, capixaba de coração e com 54 anos, pai de 4 filhos, possui o doutorado em engenharia civil, é hoje um dos maiores empresários do ramo de construção cível no estado do Espírito Santo, proprietário do Grupo Proeng, a primeira construtora do ramo imobiliário a lançar um empreendimento exclusivamente para os brasileiros que vivem nos USA. Palombini é o primeiro dono de construtora do Brasil a visitar oficialmente a comunidade brasileira em Boston. Palombini gosta de estar frente a frente com seus clientes, tem 23 anos no comando da Proeng, único proprietário e fundador da empresa, dirige a mesma com braço de ferro, ela é a sua menina dos olhos, decido, confiante determinado, audacioso e ambicioso já entregou 58 empreendimentos e até hoje nunca atrasou nenhuma obra ou a entrega delas. Tudo foi entregue rigorosamente dentro do prazo. Têm 15 empreendimentos em andamento totalizando 63 projetos, todos feitos e realizados ou em andamento dentro do estado do Espírito Santo. Palombini  concedeu uma entrevista exclusiva ao Hello na sede da Luciano Costa Internacional em Marlboro ao lado do Diretor Comercial da empresa Adelson Alves e falou abertamente do seu prazer de poder lançar o seu segundo empreendimento direcionado exclusivamente para a comunidade brasileira aqui USA o ‘Celebration’ em Vila Velha. Falou também sobre a bolha imobiliária no Brasil, construtora Delta, PROCON, reclamações de clientes e revela qual o sucesso de vendas dos seus empreendimentos, eufórico exalta a excelente ligação e parceria que tem com a Luciano Costa Internacional, e com muita convicção diz que conhece a luta sofrida do povo brasileiro que vem para os USA em busca de um sonho e este sonho muitas vezes é ter a sua casa própria no Brasil e  para realmente mostrar que esta em sintonia com a comunidade brasileira de Boston e suas dificuldades colocou no contrato de compra de venda de seus imóveis a garantia de devolução de 100% do que o cliente pagou em dinheiro caso ele seja deportado. Confira a entrevista na integra:

Hello – Quem é Lamberto Palombini Neto?
Palombini - Sou carioca, tenho 53 anos. Sou o Diretor-presidente do Grupo Proeng, antes de montar o próprio negócio, no entanto, queria seguir carreira nas Forças Armadas. Cheguei há estudar sete anos em Colégio Militar, mas a vocação pela engenharia acabou falando mais alto, estava na veia. Na época, a certeza que tinha era que queria se dedicar à engenharia civil e, logo após me formar, acabei vindo para o Espírito Santo, estado onde vivo há 30 anos. Meu primeiro emprego no Espírito Santo foi na empresa Odebrecht onde trabalhei na construção da Terceira Ponte, que liga Vitória a Vila Velha. Só tive este emprego, depois abri minha própria construtora o Grupo Proeng. Sou casado e tenho 4 filhos, dois do primeiro casamento e mais dois do segundo, inclusive tenho um filha que vive aqui nos USA no estado de Alabama onde recentemente se formou como dentista.

Hello – Quantos anos tem o Grupo Proeng no mercado de construções?
Palombini – 23 anos

Hello – Quantos empreendimentos a sua empresa já teve?
Palombini - 58 no total – 2 por ano e todos já entregues. Temos ainda hoje mais 15 empreendimentos em construção, todos no estado do Espírito Santo. Posso dizer que minha construtora é 100% capixaba.

Hello – A menos de dois meses atrás o Proeng fez o lançamento do seu primeiro empreendimento exclusivamente voltado para os brasileiros que moram no exterior em Boston o ‘Itaparica Privilege’ em Vila Velha. O que aconteceu que já está lançando outro?
Palombini – Por que em dois meses vendemos todas as 104 unidades deste empreendimento. A Luciano Costa Internacional nossa parceira na área de vendas com exclusividade no exterior vendeu todas as unidades em tempo recorde. A grande maioria das unidades foi vendida em Massachusetts, mas também teve algumas unidades vendidas pela Luciano Costa no estado de New Jersey e na Europa mais precisamente na Suíça. O sucesso de vendas nos motivou ao lançamento do segundo de muitos empreendimentos que pretendemos fazer direcionado aos brasileiros que vivem mais especificamente nos USA.

Hello – Quando vai ficar pronto o ‘Itaparica Privilege’ este que já foi todo vendido? E qual foi o preço dos apartamentos e o valor das prestações hoje para os compradores?
Palombini – Vamos entregar este empreendimento em 2016. O Preço médio de um apartamento de 1 quarto era de R$ 150 mil reais e as prestações hoje giram em torno de R$ 596 reais por mês. O de dois quartos o preço ficou em torno de R$ 210 mil reais e a prestação que esta sendo paga hoje é de R$ 800 reais.

Qual o segredo do sucesso de vendas da sua construtora aqui em Boston?
Palombini - Bem minha construtora tem 23 anos no mercado, sempre teve um dono só, eu nunca tive sócios, nunca atrasamos a entrega de nenhum empreendimento, todos foram entregues rigorosamente dentro do prazo, como disse a você foram 58 empreendimentos. Gosto de supervisionar pessoalmente cada obra, e sou muito centralizador. Criei uma credibilidade com meu trabalho, com minha dedicação, e isso eu acredito que facilita o investidor ver com transparência onde ele esta investindo seu dinheiro. Agregado a tudo isso uma boa campanha publicitária de vendas e uma imobiliária com uma excelente pegada e bons profissionais na área de venda como a nossa parceira Luciano Costa Internacional tem, facilita o nosso sucesso. Os nossos preços não tem nada de bolha imobiliária é real e competitivo. Este conjunto de coisas, mais uma harmonia de trabalho coletivo, leva ao sucesso com certeza. Isso tudo mostra que estamos no caminho certo e por isso estamos aqui novamente para o lançamento do nosso segundo empreendimento, para a população de Boston.

Hello – Vamos falar do seu novo empreendimento o ‘Celebretion’ também em Vila Velha. Faça a sua apresentação do empreendimento? Qual o preço e prestação do imóvel?
Palombini – O prédio terá 102 unidades de 2 quartos em média com 56m, tendo todas as unidades uma suíte, banheiro social, sala de jantar, sala, cozinha, varanda e área de serviço e uma vaga na garagem, tudo incluído no preço que fica em torno de R$200 mil com as prestações em torno de R$690 reais, a entrega dele será em 2017. Também no térreo do prédio vamos ter um mini centro de compras com 12 lojas para facilitar os moradores em suas necessidades e estrategicamente na cobertura do prédio nos centralizamos a área de lazer coletiva, com piscina, salão de festas, etc.

Hello- No caso dos compradores ou investidores aqui dos USA eles tem alguma facilidade ou vantagem a mais do que os investidores do Brasil?
Palombini - No Brasil temos muita burocracia enorme com os documentos, se exige muito mais papeis e comprovantes dos compradores. Aqui nos USA esta burocracia inexiste praticamente. Nós da Proeng financiamos 100% o imóvel para o comprador, não existe a questão de aplicar em um banco na hora de pegar as chaves para poder pagar o saldo devedor do imóvel. Isso é um ‘plus’ a mais na hora do investidor decidir em investir no nosso empreendimento. Também tem a questão do foco do comprador, no Brasil muitas vezes o foco do comprador é desviado na hora de pagar a prestação do imóvel, já aqui nos USA o comprador tem um foco de finalizar o mais rápido possível os pagamentos e quitar a divida, isso nos dá maior segurança nas vendas feitas fora do Brasil. O investidor de Boston encara a compra do imóvel como uma poupança e garantia de uma renda ao voltar para o Brasil.

Hello – Como o Sr. vê a liquidez dos brasileiros que vivem no exterior?
Palombini - É muito cedo para se falar disto, precisamos de mais tempo, mas posso garantir que até aqui tudo tem funcionado 100% no que diz respeito à liquidez nos pagamentos das mensalidades dos investidores internacionais, no caso os brasileiros, residentes em Boston e New Jersey.

Hello – Como surgiu a parceria com a Luciano Costa Internacional?
Palombini - Há mais ou menos 1 ano tínhamos um Diretor Comercial no Grupo Proeng, que lá naquela época fez alguns contatos com a Luciano Costa e a partir daí  e começamos um ‘namoro’ e estudo do mercado e do perfil do consumidor aqui do exterior e começamos a desenvolver um projeto, um empreendimento que viesse ao encontro exclusivamente das necessidades e apelos dos brasileiros que vivem no exterior, a coisa fluiu e hoje estamos aqui.

Hello - Qual é o ranking do Grupo Proeng junto às construtoras do Brasil?
Palombini - Do Brasil eu não sei, mas no Espírito Santo de acordo com o sindicato temos hoje mais de 400 construtoras no estado, e todo ano tem uma festa de premiação das melhores construtoras do estado, nos últimos dois anos temos ficado sempre as 5 melhores do estado, esta posição nos agrada, por que às vezes ser apontada como melhor pode não ser uma boa coisa, por isso estamos contente com nossa posição.

Hello - Uma dos maiores índices de reclamações de clientes de construtoras de imóveis no Brasil junto ao PROCON hoje é o atraso nas entregas dos empreendimentos, isso como o senhor já explicou não é um problema que afeta a sua empresa, pois todos os seus empreendimentos até agora foram entregues dentro do prazo. Mas a segunda maior reclamação dos clientes e os problemas com os acabamentos internos dos imóveis como; paredes tortas, portas empenadas, etc., sem falar nas áreas de uso comum dos moradores nos prédios. A Proeng tem estes problemas? Se tem como esta lidando com eles?
Palombini - Estes problemas sempre existiram e vão existir, uma vez que o dono do imóvel ao após receber a chave tem um prazo de 5 anos para reivindicar qualquer anormalidade que constatar no imóvel, junto à construtora, e ela terá que fazer o reparo se for comprovado o problema e se a origem é mesmo oriundo da construtora. Cinco anos e muito tempo. O que acontece é que muitas vezes o proprietário do imóvel depois de estar morando dois anos no imóvel, vem com uma reclamação que o vidro da janela esta trincado, ou que o local onde ele deposita o lixo coletivo esta com problema e por ai vai. Nós descobrimos depois de algum tempo que a maioria destes problemas às vezes ocorre por que os moradores demoram muito a contratar uma administradora para gerencia o prédio, o condomínio e neste meio tempo muita coisa se danifica no imóvel e no condomínio, recaindo a carga sobre a construtora. Para resolver este problema tomamos algumas medidas preventivas neste caso. Agora sempre que entregamos um novo prédio, já colocamos uma administradora responsável que vai cuidar e zelar o condomínio e do prédio, isso tem facilitado muito a manutenção do imóvel, claro que os proprietários podem cancelar ou reinterar o contrato com administradora em qualquer tempo, mas o prédio não tem mais um período de abandono, isso diminuiu sensivelmente as reclamações. Outro fator que tem ajudado muito é que antes do proprietário mudar para o prédio e após receber as chaves ele preenche um formulário detalhado de como esta tudo no imóvel, que ele deve preencher e entregar para a construtora, isso é lei. Este questionário nos repetimos com o proprietário 6 meses depois que ele esta residindo no imóvel e novamente depois de 3 anos que ele vive no local. As reclamações hoje estão sobre controle e nossas medidas tem facilitado muito nossa vida neste quesito.

Hello - Existe bolha imobiliária no Brasil? Os preços dos imóveis estão realmente acima do mercado? O que Sr. tem a nos dizer sobre isso?
Palombini - Eu acredito que existe uma bolha imobiliária sim, por exemplo, no Rio de Janeiro, o metro quadrado esta superfaturado, mais caro que o metro quadrado de Miami por exemplo. É claro que o mercado precisa de um ajuste e isso vai ter acontecer, e quem comprou com preço superfaturado com certeza vai perder na hora da venda. Contudo a bolha existe em alguns setores bem localizados, digo cidades e estados, o que não é caso no Espírito Santo, onde atuamos. O mercado esta estável com preços reais, competitivos a qualquer tempo por isso os nossos clientes tem a garantia de que realmente estão fazendo um compra segura, sem chances de perdas financeiras no futuro.

Hello - Explica para nos esta jogada comercial de devolver o dinheiro integralmente se algum comprador for deportado, isso quer dizer que ele tem uma poupança ativa em dinheiro vivo na Proeng caso seja deportado? Já teve algum caso deste?
Palombini - Temos uma clausula no nosso contrato internacional que se o cliente ou comprador for deportado realmente devolvemos 100% em dinheiro do que ele pagou para a construtora. Nossa visão é dar mais segurança ao nosso comprador de Boston e beneficia-lo no caso de que alguma desgraça venha acontecer com ele, como a deportação. Até hoje ainda não tivemos nenhum caso desta natureza, mas se eles existirem com certeza vamos cumprir com o contrato, apesar de que fizemos um estudo neste caso e esta é uma situação muito difícil de ocorrer, mas possível, e repito se ocorrer vamos cumprir com o contrato e devolver em dinheiro tudo que o cliente pagou.

Hello - A Construtora Delta vive um escândalo no Brasil, com esta história de propina, Carlinhos Cachoeira e tudo mais.  A Proeng participa de licitações ou faz algum serviço para governo?
Palombini - Não nunca entramos em licitações e não trabalhamos para o governo, não sou a favor de procurar esta opção de empreendimento.

Hello - A bolsa de valores sempre é uma tentação para muito empresários, abrir o capital da empresa, significa uma grande captação de recursos a Proeng vende ações hoje, faz parte da bolsa ou tem seu capital em aberto, se não tem planos para isso?
Palombini - Bem nos vamos passar a ser uma S.A eu acredito em 90 dias. Mas tudo isso só tem um objetivo abrir uma linha de credito maior com os bancos e instituições financeiras, que valorizam mais uma empresa S.A, mas mesmo assim vou continuar sendo o único dono da Proeng, não quero e não vou ter sócios. Também não temos capital em aberto nas bolsas de valores e nem tenho planos para isso.

Hello - Para finalizar a Proeng pretende fazer o caminho inverso e construir algum empreendimento no exterior, mais precisamente aqui nos USA? E como está sendo a sua visita a Boston?
No momento não estamos pensado nisto, em lançar um empreendimento no exterior não é nosso foco, mas no futuro quem sabe. Quanto a Boston minha visita foi muito produtiva profissionalmente e escutei depoimentos de capixabas que vivem aqui que nunca vi na vida antes e nem sabia que me conheciam elogiando a minha construtora, me chamando pelo nome, isso me emocionou muito e não tem preço, e eu nunca pensei ouvir elogios a Proeng e ao meu trabalho tão longe de casa, de pessoas que já adquiriram um imóvel nosso há muito tempo atrás, e prestaram seus testemunhos dando credibilidade a Proeng. Com certeza este ambiente amigável e carinhoso, e de reconhecimento do meu trabalho como profissional, vai me fazer voltar muitas às vezes a Boston.

Perguntas e informações sobre os empreendimentos do Grupo Proeng favor ligar 508.281.4414

HBN – Notícias
Fotos Paulo Monauer
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Tuesday, July 3, 2012

Bairro Ironbound em Newark têm mais de 20 mil brasileiros


Newark é a cidade mais populosa do estado de New Jersey, nos Estados Unidos. Foi fundada em 1666 e elevada a cidade em 1836. Newark é um moderno centro comercial, industrial e financeiro. Abriga o segundo principal aeroporto da Região Metropolitana de New York, o Aeroporto Internacional de Newark, que movimenta quase 30 milhões de passageiros anualmente.
Demografia
Segundo o censo nacional de 2010, a sua população é de 277.140 habitantes, destes 26.31% são Brancos e 52.35% são afro-americanos, 0.61% nativos americanos, 1.62% asiáticos, 0,04 das ilhas do pacifico, 15.22% de outras raças e 3.85% duas ou mais raças. Os hispânicos de qualquer raça giram em torno de 33.83% da população local, de acordo com senso de 2010.  A capital do estado de NJ, uma cidadezinha bem menor chamada Trenton, que nem tem cara de capital de estado, tem uma população de 84.913 habitantes menos da metade da população de Newark.
Economia
A cidade de Newark possui várias áreas centrais de importância: distrito de negócios no centro, a zona Ironbound, o distrito de university heights, o aeroporto e porto Marítimo. A zonas urbanas periféricas de Manhattan, East Orange, Irvington, Elizabeth, Jersey City e Union são fontes importantes de empregos de residentes de Newark. Newark é o terceiro maior centro Estadunidense de seguradoras, depois de Nova York e Hartford. As empresas Prudential Financial e Mutual Benefit Life originaram em Newark. A última, das maiores seguradores do mundo, ainda está sediada na cidade.  Também é o local de sede para muitas outras empresas, incluindo a International Discount Telecommunications, New Jersey Transit, Public Service Enterprise Group (PSEG), e Horizon Blue Cross and Blue Shield of New Jersey. Apesar de não possuir a base colossal industrial do passado, a cidade mantém uma indústria considerável. A zona sul de Ironbound, também conhecida como the Industrial Meadowlands, viu muitas fábricas construídas desde a Segunda Grande Guerra, incluindo uma enorme cervejaria da Anheuser-Busch. A indústria dos serviços também está a crescer rapidamente, e a substituir algumas das indústrias, que outrora eram o motor da economia de Newark.
Porto Marítimo
O Porto de Newark localizado na costa Oeste da Baía de Newark, serve a zona metropolitana de Nova York e quadrante noroeste Estadunidense e é a maior instalação de transbordo de cargas na Costa Leste dos Estados Unidos. O complexo é parte da Zona De Comercio Internacional Nº 49 que é gerida pela Port Authority of New York and New Jersey e faz parte do sistema de transporte multimodal do Terminal Marítimo Portuário de Newark-Elizabeth. O Porto engloba uma gama completa de atividades comerciais marítimas: terminais de contentores, terminais de processamento de automóveis, terminais de transferência de cargas liquidas e sólidas, edifícios de armazenagem e distribuição, empresas transporte rodoviário, e terminal ferroviário dentro do porto. Tem serviço ferroviário direto Norfolk Southern e CSX assim como terminais ferroviários para carga de contentores (containers).
Companhias sediadas em Newark
Cidades-irmãs
Ironbound o bairro dos brasileiros
e muitos outros imigrantes

Um dado interessante é que na cidade de Newark, existe um bairro operário chamado Ironbound, no qual existe grande uma concentração de Brasileiros, Portugueses e Equatorianos, com destaque para os brasileiros que tem uma colônia muito grande da cidade de Reserva, no Estado do Paraná. É um bairro onde o idioma inglês é pouco ouvido, sendo superado pelos idiomas Português e Espanhol. No bairro a principal rua é a Ferry Street, que sai da Wilson Avenue e vai até a outra ponta, terminando praticamente dentro da estação de trem Pennsylvania Station. 

A estação de metro que carinhosamente tem o nome de ‘Penn Station’, tem duas importantes ligações: une Newark a Manhattan em questão de 10 minutos e a outra divide dois lados da cidade de Newark. De um lado fica o centro financeiro da cidade e do outro o Ironbound o bairro dos imigrantes, com uma concentração gigantesca de Brasileiros e Português. 

Visivelmente quem conhece ou anda pela cidade pode notar a diferença entre um lado e o outro da Penn Station. O centro financeiro é o lado desenvolvido da cidade de Newark, limpo, organizado, higiênico, tudo funciona, ruas largas bem sinalizadas, um infraestrutura modelo, escolas de qualidade, hospitais de primeira, etc. Um fato interessante é que 90% da população deste lado da cidade são de residentes afro- americanos. 

Contam alguns moradores antigos do bairro de Ironbond, que há mais ou menos uns 40 a 50 anos atrás houve uma grande rebelião na cidade dos negros contra os brancos, e a população negra do lado desenvolvido de Newark invadiram o bairro de Ironbond e tocaram fogo nas casas dos brancos e expulsaram de lá. Depois disto aos poucos foi acontecendo uma grande imigração de Portugueses que começaram novamente a povoar o bairro. Depois disto foram chegando os brasileiros, hispanos de tudo quanto é lugar, do Peru, Equador, Chile, Venezuela, El Salvador, Argentina, e por ai vai e o hoje o bairro é o que é graças a estes imigrantes. 

Hoje o bairro tem uma arquitetura com a cara portuguesa. A grande maioria das casas tem pedras decorativas nas fachadas das casas, estilo tipicamente português. O bairro ainda abriga alguns consulados como do Peru, Equador e outros. 

Os brasileiros que invadiram Ironbond ao contrario de outros lugares nos USA, não foi turma de minas, mas sim os paranaenses, que hoje na sua grande maioria praticamente dominam a mão obra operaria de concerto e manutenção de pontes na região. Este é um serviço perigoso, por que se trabalha em alturas fantásticas e com risco de vida muito grande, logo, paga-se muito bem aos operários, a turma ganha muito, contudo trabalha muito também. Nos últimos 10 anos houve uma invasão mais generalizada de brasileiros de diferentes estados do Brasil, com destaque para os Paraenses, que imigraram em bloco para Ironbond, para ser mais preciso as mulheres Pará descobriram Newark. 

O bairro de Ironbound foi abandonado pelo prefeito e políticos locais por muitos anos, sempre o tratando sem muita relevância, e isso o tornou em bairro pouco higiênico, situação visível para as pessoas que circulam pelas suas vias publicas, e sem muita infraestrutura social e educacional, tanto que as melhores escolas e serviços públicos sempre estiveram do outro lado da Penn Sation, lado contrario do bairro de Ironbound, não que haja uma distancia muita grande em um lado e outro. Não é distância o fator preponderante neste caso. 

A zorra higiênica chegou a tal ponto no bairro de Ironbound que candidatos políticos usam postes de ruas, arvores nas calçadas para colocar cartazes de candidatos político. Uma situação que lembra bem o lixo publicitário dos políticos no Brasil e cidades brasileiras. A festa sem freios dos políticos invadem as ruas e o bairro fica infestado de cartazes de propaganda política, no meio fio das calçadas, sem falar nos tradicionais santinhos, isso é apenas uma pontinha do problema que o bairro enfrenta e mostra descaradamente o descaso publico com o bairro e a bagunça em que ele vive hoje. Por que do lado de lá da Penn Station, esta festa publicitária de políticos não acontece. 

Alguns empresários brasileiros e portugueses, agregado aos políticos de origem portuguesa começaram uma campanha para mudar o visual do bairro e buscar mais recursos da cidade para ser investido no bairro.  Eles lutam na câmera municipal e na prefeitura para terem mais verbas para tornar o bairro mais higiênico, organizado, com escolas de maior qualidade técnica de ensino, mais modernas, e esta luta já começou a obter resultados. O bairro ganhou um novo parque, com inúmeras quadras de lazer para diferentes esportes, um estádio novinho de futebol com capacidade para mais de 50 mil pessoas, tudo isso quase ao lado da Penn Station no bairro Ironbound. O bairro esta ganhando uma cara nova, sendo revitalizado, mas este é um processo longo e demorado, não se recupera anos de descaso em uma semana, mas os brasileiros residentes os muitos empresários, e todas as etnias que vivem no local percebem que algo esta mudando e que começaram a ganhar mais atenção e verbas para revigorar o Ironbound. 

Dizem os empresários de Ironbound, e estes são na sua maioria brasileiro e português, que o bairro hoje recolhe tanto ou mais impostos que qualquer outro bairro de Newark, e querem ver o retorno destes impostos revertido em melhoria e investimentos no bairro e para isso se uniram e estão pressionando os políticos.

Andar na Ferry St de Ironbound e como se andasse no Brasil, ou uma cidade portuguesa, ela é lotada de comércios brasileiros e portugueses, todo mundo falando português. Com certeza o comercio brasileiros de Ironbound é infinitamente maior do que o da cidade de Framingham, que hoje muitos pregam ter a maior concentração de brasileiros em uma só cidade em Massachusetts. A população brasileira e empresários de Ironbound afirmam que hoje moram mais de 25 mil brasileiros no bairro, mesclando isso com a quantidade de portugueses oriundo de Portugal, transforma o bairro Ironbound na maior concentração de população da língua portuguesa dentro dos USA. 

Inúmeras festas portuguesas são feitas no bairro por ano, como Brazilian Day de Newark, o dia de Portugal  entre outras e  a população do bairro adora curtir todas, e neste período o bairro recebe inúmeros visitantes de tudo quanto e parte dos USA. 

HBN – Notícias – Paulo Monauer