Wednesday, September 5, 2012

Brazilian Day de NY perde as origens gastronômicas


 
O orgulho nacional dos brasileiros fora do Brasil é a festa fantástica que João de Mattos, incorporou, projetou e criou: O Brazilian Day de NY! Depois de alguns anos a TV Globo se incorporou ao evento e o divide palco com o mentor e o legítimo dono autoral da festa até hoje.
Nos últimos anos, na questão gastronômica e venda de quinquilharias brasileiras no dia do evento, através de barraquinhas montadas ao longo da minúscula e tão aconchegante rua ‘Little Brazil’ em Manhattan, caiu por terra.
Antigamente há alguns anos atrás, para os brasileiros montar uma barraquinha na rua no dia do Brazilian Day, era sinônimo de muito trabalho e um dia especial de ‘Toque de Midas’ no orçamento familiar para muitos brasileiros: faturavam muito, e claro se esmeravam muito no trabalho, e o mesmo tempo o brasileiro trabalhador estava ali, na ‘cara do gol’, curtindo junto com o nossa comunidade e se divertindo.
Churrasquinho de ‘gato’ no espeto, linguiça de porco, arroz branco, até feijão, feijoada, carne assada, pasteis, doces, bolos, saladas, cachorro quente em um pãozinho frances, etc. Aquela coisa de culinária brasileira no Brazilian Day morreu. Acabou!
O que vimos neste final de semana na Little Brazil, era barraquinha de árabes, turcos, hispanos, mais hispanos, e um pouco mais de hispanos e indianos, chinês, japonês, japonês, chinês e mais chinês, com suas tendas cheias de novidades ‘paraguaias’ (acho que para eles e quinquilharias made in China) vendendo de tudo um pouco, e claro outras etnias culturais também dominando e ocupando todos os espaços da minúscula e charmosa Little Brazil, do ladinho da Times Square.
O nosso suculento churrasquinho de ‘gato’, virou indústria dos hispanos e vem com ‘barbecue sauce’, sem a farofa, o pastel de vento neste ano foi feito por indianos, o arroz, salada e tudo mais, nada tem cara de comida brasileira. A festa foi e é nossa, mas quem faturou e fatura são eles, outras etnias.
Na verdade o turista que esta passeando por NY e entra na ciranda da festa brasileira, até pode acreditar que o que está se oferecendo ali é a legítima gastronomia brasileira, a festa é brasileira supostamente tudo que é oferecido é de origem brasileira. Na verdade perdemos um pouco a nossa identidade. Não é à toa que em muitos lugares do mundo o brasileiro é confundido com os hispânicos. O Brazilian Day de NY vem contribuindo indiretamente com isso, acho que até sem perceber.
Sabemos que o que conta é faturamento dos espaços, e o que manda mais alto é o dinheiro e esta galera de outras etnias, podem e pagam mais, e ainda levam a vantagem de serem macacos de auditório de qualquer evento que aconteça nas ruas de Manhattan, ou seja, participam com suas barracas em todos os eventos do ano, pois são cadastrados na prefeitura da cidade e tem o calendário anual de eventos da cidade, e já se programam para participar de todos, causando uma mesmice nas barracas. Mas e a nossa culinária onde fica nisto tudo?
Para salvar a honra dos brasileiros tinha uma única barraca com acarajé, vatapá, etc., culinária tipicamente da Bahia, estas receitas a ‘hispanada’ ainda não conseguiu copiar, ainda este ano, quem sabe no ano que vem já tenhamos um vatapá hispano.
Para o nosso consolo, como brasileiros é que a festa ainda continua sendo nossa e esta ninguém leva. Isso inclui como ponto alto do evento os grandes cantores brasileiros, como atração principal, etc.
Abandonando a ‘fome’ e o ‘desejo de comer algo genuinamente brasileiro’ nas barraquinhas de rua no Brazilian Day, tudo no Brazilian Day de NY é lindo, divertido, único e singular no mundo inteiro.  

HBN – Paulo Monauer                                            
Fotos Paulo Monauer
www.hellobrazilnews.com
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