Thursday, October 24, 2013

A banalização da palavra e do título de PASTOR


A banalização da palavra e do título de PASTOR


As igrejas protestantes vivem uma crise de identidade, pela banalização da palavra e do título de Pastor dado aos seus líderes. Qualquer um pode ser e é um pastor, sabem-se lá quem designou quem e com que autoridade. Bem diga-se a verdade ninguém precisa de autoridade para se dar o título de Pastor e só fazer uma ‘faculdade de teologia’ em qualquer lugar que o ‘colocado de grau’ já sai com o poder de se autodenominar: Pastor. Na minha época de garoto quando se falava em igreja protestante se falava na Igreja Adventista, Presbiteriana, Pentecostal, Assembléia de Deus e Testemunhas de Jeová, Mórmons, todas estas centenárias. Hoje se abre uma igreja a cada esquina, aqui em Boston e pelo mundo a fora. Todo mundo usa e abusa do título, ‘Eu sou Pastor’.
Apesar disso qualquer um hoje tem o título de Pastor, com ou sem faculdade de teologia. Pior do que isso é que todos os que se autodenominam Pastores querem ou no mínimo sonham em serem Pastores Presidentes da sua própria igreja. Sonho justo, afinal todos devemos ser ambiciosos, mas a que preço? Para abrir uma igreja, basta uma salinha, com meia dúzia de cadeiras e três fieis. É isso ai e já está valendo. É assim que maioria começa no mundo ecumênico, supostamente eclesiástico sem fins lucrativos. A grande maioria não vai muito longe, tem um tempo de vida pré-determinado, e por fim acaba se agregando a outro Pastor e a outra igreja para tentar ir em frente, aquela coisa de unir forças e fiéis, para ver se dá certo e a coisa engrena.
O pior de tudo isso é que hoje tem mais pastores que ovelhas (na nossa comunidade brasileira aqui Massachusetts), e muitos deles não se dão entre si, a grande maioria conhece algo podre um do outro, ou tem algum ressentimento que não conseguem às vezes nem dividir a mesma sala, e todos se dizem ungidos de Deus nas suas reuniões.  E quem sou eu para contestar?
A grande luta individual de cada um é ganhar mais ovelhas, libertar o pecador, exorcizar demônios e trazer os fieis de volta para Cristo. Este é o discurso oficial. Contudo nos bastidores das igrejas rola coisas que até Deus duvida que isso esteja acontecendo, e o pior e que tem muitos pastores que fazem mil e uma promessas aos seus fieis e dizem fazer tudo em nome de Jesus. Será?
Hoje o que mais existe em algumas igrejas são alguns fiéis de fácil manipulação, sem orientação pessoal, sem discernimento, que acreditam em qualquer coisa, e para isso fazem qualquer coisa até se jogam no chão, gritam apavoradamente e dizem estarem se libertando.
Não obstante a agressividade, gritos, berros não fez parte e nunca fará em nem fez parte do dia a dia de Jesus Cristo ou dos profetas, e para entender isso ninguém precisa ser formado em teologia. Logo, pregar aos berros liberta uns e assustam outros que não se sentem confortáveis nestes ambientes de muito barulho. Quem esta seguindo o espírito, o que suporta ou o quem não suporta gritos? Qual é correto? O verdadeiro fiel?
Hoje em Boston tem Pastor de tudo quanto é ordem, pela facilidade de se conseguir este título, mas a atividade mais popular de muitos pastores locais e de ir para as rádios e comprar um espaço nelas, o seu espaço pessoal e privado nas ondas da rádio, nada contra, dá ibope e glamoroso, e quem sabe até pode trazer mais ovelhas para o seu rebanho. Entretanto muitas vezes estes programas de rádio são só para manter os próprios devotos da igreja do Pastor, por que se o Pastor não faz o programa de rádio, e o pastor concorrente faz, ele vai acabar perdendo fiéis para a igreja do vizinho.
Tem muito gente boa, correta, honesta, limpa, e realmente espiritual, que de alguma forma faz muito bem para a sociedade e a comunidade brasileira entre os Pastores da região de Boston, e todos nós sabemos disto. Contudo nem todo mundo é farinha do mesmo saco. Tem a turma de ‘pastores’ que há muito tempo envergonha a classe, e eles estão crescendo muito rápido, se espalhando como joio no trigo. O Brasil hoje é maior fábrica de pastores do mundo, e a maior fábrica de igrejas também. A coisa virou uma indústria e o dinheiro é o poder de barganha que mostra a força espiritual que cada Pastor Presidente tem nas mãos. Quanto mais dinheiro mais espiritualidade a igreja tem, consequentemente mais fiéis. A onde vai parar tudo isso? Não sei. Tem Pastor assumidamente sem fieis ou sem uma igreja fixa, se dizem pastor de missões. Estes vivem atrás de dinheiro para ajudar o pessoal necessitado na África, contudo a entrega do dinheiro tem que ser em pessoa, logo eles viajam para África para dar as doações em mãos, filmam a viajem e na volta, voltam como heróis, afinal ajudaram os necessitados da África. Fica a pergunta: Com tantos fieis ou membros das igrejas aqui na nossa frente tremendamente necessitados, não seria mais justo primeiro ajudar os que estão mais próximo e fazem parte da mesma comunidade, tem que ajudar gente lá África? Tem Pastor que adora pedir dinheiro nas redes sociais. Um dia deste vi (salvei no meu arquivo pessoal a postagem dele) pedindo $10 mil dólares para quem acreditasse nele, na maior cara dura. Talvez logo, logo apareça uma medida eficiente do governo que pode quem sabe assustar alguns como, por exemplo: acabar com a mamata das igrejas de não pagarem impostos e volta e meia terem suas receitas auditas pelo fisco (IRS). Em Boston nos últimos tempos dentro da comunidade brasileira, já vimos e ouvimos falar de tudo um pouco sobre os pastores locais, mas ainda não vimos tudo. Tivemos Pastor que falava com os anjos, Pastora que fazia sexo com as garotinhas/menininhas menores da sua igreja, Pastor que durante o seu programa de rádio falou horrores para fiéis no ar como: ‘...  se eu estivesse no Brasil eu ia mandar te dar uma coça, eu vou te integrar para imigração...’, Pastor que é preso pela imigração e que desdenha da imigração e da polícia americana ao se referir a sua prisão depois de ficar mais de 15 dias enjaulado, é quando foi solto vendeu manchetes como: ‘... eu estava de férias na cadeia da imigração, etc...’. Vimos o Presidente de umas maiores igrejas protestantes de Boston o Pastor/Bispo J Moura, conhecidíssimo da comunidade que traiu a sua esposa com algumas amantes entre elas a tesoureira da sua própria igreja.  A coisa está feia. Pecar é coisa normal, para qualquer ser mortal, mas não pega bem para quem vende austeridade, fidelidade, vive e sustenta a sua família da palavra de Deus e tem como profissão Pastorear fiéis. Definitivamente estes não podem trair esposa, ofender na rádio, menosprezar a polícia, praticar ‘bullying sexual’ em crianças ou adultos, transar com fieis, e por ai vai.
Mas vamos em frente e quem não tem pecado que atire a primeira pedra!
Boa semana!

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