Friday, October 28, 2016

Exclusivo do Hello para você! Vem comigo por algumas horas

Lavei o carro, dei uma boa limpada por dentro e fui para as ruas, brincar com os aplicativos que permitem você dar uma de taxista em Boston.  Comecei a coisa com um garotinho de no máximo 12 anos, que ao chegar para pega-lo, logo disse; ‘Posso mover o banco para trás um pouco e sentar na frente’, olhei para o garoto e mandei ver; ‘Não acho melhor você sentar atrás’. O garoto nem reclamou e foi para o banco de trás e logo ao entrar no carro disse ‘Nice Car’, agradeci. Logo ali na frente uma peguei uma menina de no máximo 15 anos, dei uma furada no caminho que levaria para sua casa e prontamente ela me corrigiu e lá estava eu no caminho certo. Logo depois peguei um homem trabalhador, suas roupas era de trabalho, mas ele queria falar, conversar. Seu bafo erra horrível, a primeira coisa que fiz abrir mais o vidro do carro. Nesta altura já estava longe do movimento rotineiro de pegar clientes, Boston, ou seja, do grande centro, estava enfiado em um bairro qualquer a 30 minutos do foco de muitos clientes. Mesmo assim dei sorte peguei outro cliente, fui parar em Peabody. Ual $25.00 em uma só corrida! De repente lá estava eu na Rota 1 no terminal de ônibus. Uma mulher sozinha, com boa aprencia, no meio de um breu danado sentada em um banco, com uma pequena mala, morrendo de medo. Logo me disse; ‘Hei obrigado por me pegar, estava com muito medo ali sozinha, sou da Califórnia era suposto alguém vir me pegar aqui e não veio’, conversa vai conversa vem ela ficou em Danver no Double Tree Hotel. E lá estava eu mais longe ainda de onde eu poderia pegar bastante clientes, pensava comigo mesmo. Porém fui solicitado novamente para ir a Peabody, em uma tal Rua pequena do tipo ‘Ln’. Era uma noite fechada, quando chequei perto da tal rua me deparei com um bosque estranho que tinha umas pequenas ruas que permitiam um carro passar, se tivesse dois carros andando um teria que parar, me enfiei no mato ao mesmo tempo em que dizia para mim mesmo, se estou aqui vou até o fim, afinal o GPS esta funcionando. Confesso a rua era macabra, e o coração batia forte, acho que era medo mesmo. Chequei na tal ‘Ln’ uma rua apertada à vegetação quase batia nas portas do carro, mas tinha asfalto na rua, vi uma pequena caixa de correio e uma casa com uma luz lá meio do mato, pensei ter chegado, mas não era meu destino, fui em frente naquela ruazinha, coloquei o farol alto, e logo ali na frente um homem parado na beira da rua com um casaco do exercito tipo aqueles de camuflagem, o cara era meio magro alto, eu não sabia o que fazer, e disse para mim mesmo não vou parar, passei pelo sujeito e nem dei bola, logo ali na frente a menos de 50 metros era o fim da rua, e tinha uma trila de terra batida que entrava mato adentro. Pensei rápido preciso fazer a volta, e fiz com uma maestria e rapidez invejável de quem estava tremendamente apavorado. Quando posicionei o carro para voltar naquela rua estreita, o homem estava ali do outro lado da rua me esperando com o telefone no ouvido, tenso fui devagar e parei o carro para o homem entrar no meio do mato, no meio do nada, escuro e sem uma alma por perto, sem luz, sem nada. Ele entrou e levei o sujeito no centro de Peabody, no meio do caminho ele pediu desculpa pela escuridão do local e disse que vivia ali. Quando sai do tal bosque e vi a civilização me senti mais confortável. Logo depois, peguei mais um passageiro até Saugus, e depois Somerville e voltei à zona de conforto perto do centro de Boston. Logo depois peguei  duas meninas em uma das muitas faculdades que tem Boston, e logo que entraram no carro uma falou comigo; ‘Estou muito feliz minha amiga aqui esta de aniversário hoje’.  Cumprimentei a aniversariante e segui prestando atenção no trafico, mas percebi que elas pulavam moderadamente no carro e se abraçavam estavam radiantes e felizes, fizeram um vídeo uma dando os parabéns para outra. Tudo isso não faz parte do meu contexto diário, uma coisa incomum para o meu dia a dia. Contudo tive mais e mais experiências neste dia e não demorou muito lá estava eu com um novo passageiro. Minha experiência no ramo de taxista nas horas vagas foi pra lá de divertida, cheia de emoções, e tive muitas outras que não tenho espaço para e nem tempo para contar aqui. Sabe de uma coisa quando fui embora percebi que tinha faturado $280 dólares. Nada mal para 5hs e meia de trabalho, gastei uns $10 dólares de gasolina. Acho que vou brincar mais de taxista nas horas vagas.    

Boa semana!

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